sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Suspeita de ‘lista’ de autoridades enroladas com Banco Master agita os poderes

Por Claúdio Humberto

O escândalo do Banco Master ganha contornos cada vez mais sombrios. No centro das suspeitas estaria suposta “lista” de autoridades, políticos e figuras influentes, no “ecossistema” de relações privilegiadas do banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela Polícia Federal em novembro. Isso explicaria o véu de segredos imposto às investigações. Até a CPMI do INSS foi proibida de acessar dados da quebra de sigilos de Vorcaro e do Master, onde possíveis “pagamentos” disfarçados poderiam emergir.

O que transforma esse caso em potencial terremoto político é a suspeita de proximidade de Vorcaro com autoridades dos três poderes.

A CPMI quebrou sigilos de Vorcaro para investigar seu papel no negócio bilionário nos consignados, mas parece ter acertado no que não viu.

Toffoli alegou “riscos ao mercado financeiro” ao ordenar a transferência do caso ao STF, citando menção a um deputado, e impôs segredo total.

Apesar dos interesses públicos envolvidos nesse escândalo, tanto o STF quanto o TCU decretaram sigilo total nas investigações.

Com atraso de quase um mês nos pagamentos, o Ministério da Cultura, de Margareth Menezes, não fez o repasse aos municípios dos valores da Política Nacional Aldir Blanc. Os valores devidos foram efetuados conforme o cronograma estipulado. Prefeitos buscaram explicação no Ministério, deram com a cara na porta e ficaram sem retorno. Agora, os gestores reclamam de problema orçamentário e na economia municipal.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM), entidade que representa os Entes locais, pede transparência e cumprimento do cronograma.

Há até cobrança oficial, como ofício enviado no dia 17 de dezembro, que, até agora, segue ignorado pela pasta.

Centenas de prefeituras já cumpriram todas as etapas legais, estão habilitadas, mas ainda não receberam os recursos.

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