terça-feira, 5 de maio de 2026
Tragédia: Morte de bebê em decorrência de asfixia deixa população de Juazeiro-BA abalada
Flávio aparece à frente de Lula em nova pesquisa Real Time Big Data
Levantamento indica o cenário de segundo turno
Uma nova pesquisa eleitoral divulgada nesta terça-feira, 5 de maio de 2026, pelo instituto Real Time Big Data indica um cenário de forte equilíbrio na disputa presidencial, com leve vantagem numérica de Flávio Bolsonaro sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno.
De acordo com o levantamento, Flávio Bolsonaro registra 44% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 43%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os números configuram um empate técnico, o que significa que não é possível afirmar, estatisticamente, quem estaria à frente na disputa.
Cenário apertado e dentro da margem
O resultado reforça uma tendência observada em diferentes institutos de pesquisa nas últimas semanas: a polarização entre os dois nomes e a ausência de uma vantagem consolidada. Embora este levantamento específico aponte Flávio numericamente à frente, outras pesquisas recentes apresentam variações, ora indicando vantagem para Lula, ora para o senador, sempre dentro da margem de erro.
Esse tipo de oscilação é considerado comum em cenários eleitorais competitivos, especialmente quando a diferença entre os candidatos é pequena e sujeita a variações metodológicas, regionais ou de momento político.
Avaliação do governo influencia cenário
A pesquisa também mediu a avaliação do atual governo federal. Segundo os dados, cerca de 52% dos entrevistados afirmam desaprovar a gestão de Lula, enquanto aproximadamente 42% dizem aprová-la. Esse indicador tem sido acompanhado de perto por analistas políticos, já que a percepção sobre o governo costuma impactar diretamente o desempenho eleitoral do presidente em uma eventual tentativa de reeleição.
A taxa de desaprovação acima de 50% aparece de forma consistente em diferentes levantamentos recentes, embora os percentuais variem levemente entre os institutos.
Rejeição elevada dos dois lados
Outro dado relevante do levantamento é o índice de rejeição dos candidatos. Lula aparece com 44% de rejeição, enquanto Flávio Bolsonaro registra 41%. Assim como no cenário de voto, a diferença também se encontra dentro da margem de erro, configurando empate técnico.
Altos índices de rejeição para ambos os nomes indicam que parte significativa do eleitorado ainda demonstra resistência a essas candidaturas, o que pode abrir espaço para mudanças ao longo da campanha ou influenciar estratégias eleitorais.
STF em permanente estado de exceção
Malafaia não tem foro privilegiado. Os supostos ofendidos não se incomodaram a ponto de apresentar queixa. Mas a PGR se incomodou. A relatoria foi direto, sem sorteio, para o ministro Alexandre de Moraes, por “conexões” com o inquérito das “fake news”. Quais? O que seria um episódio corriqueiro do debate político foi tragado por um circuito penal onde investigação, acusação e julgamento se confundem.
Há evidências abundantes de um padrão. Já na inauguração do inquérito das “fake news”, aberto há longínquos sete anos pelo ministro Dias Toffoli, Moraes censurou uma reportagem sobre uma menção ao próprio Toffoli em uma delação premiada. Agora, o ministro Gilmar Mendes solicitou a inclusão do pré-candidato à Presidência Romeu Zema no inquérito por um vídeo com fantoches do próprio Gilmar. Moraes ordenou busca e apreensão contra um blogueiro que noticiou o uso de veículos oficiais por parentes do ministro Flávio Dino. Manifestações políticas ou jornalísticas incômodas aos togados são tratadas como violações a serem reprimidas pelo aparato penal.
O ministro Gilmar Mendes avisou que o inquérito será “necessário” nas eleições. O deputado Gustavo Gayer foi tornado réu pela Primeira Turma por associar o presidente Lula ao nazismo. O próprio Gayer foi chamado de “nazista” pelo deputado José Nelto, mas a denúncia foi rejeitada pela Primeira Turma. Dino associou Jair Bolsonaro ao nazismo e o chamou de “serial killer”. O mesmo Dino abriu queixa-crime contra um influencer que o chamou de “gordola”.
Moraes abriu um inquérito contra o principal adversário de Lula, Flávio Bolsonaro, por um post que menciona o presidente e acusa o Foro de São Paulo de crimes. Mas quantas vezes Lula, como todos os seus companheiros – incluindo Dino –, acusou Jair Bolsonaro do pior dos crimes: o genocídio? No STF, punitivismo e garantismo são servidos à la carte, ao gosto do freguês.
O procurador-geral, Paulo Gonet, opera como fiel tarefeiro de seu ex-sócio Gilmar Mendes e companhia limitada. Quando se trata de incriminar falas genéricas, ríspidas ou satíricas contra o governo ou os ministros, é solerte e valente. Já para a máfia de Daniel Vorcaro e os negócios nebulosos dos clãs Toffoli e Moraes, faz ouvidos de mercador. Para críticos, meia inferência basta; para os camaradas, nem um contrato de espantosos R$ 129 milhões entre Vorcaro e o escritório de advocacia da mulher do ministro Alexandre de Moraes é indício suficiente.
O caso Malafaia não é um ponto fora da curva. É a curva. Nele se acumulam a expansão de competências, o uso elástico do Direito Penal, a criminalização seletiva da linguagem política, a equiparação de críticas a autoridades a “ataques às instituições”, as conexões misteriosas com os inquéritos infinitos, a contradição jurisprudencial e o pas de deux entre STF e PGR.
Nesse jogo de cena, o Supremo investiga, acusa, julga e executa. A Procuradoria chancela. E o consórcio pune – ou blinda – quem bem entende, como bem entende, pelo que bem entende. Ninguém sabe exatamente o que pode dizer, quem pode julgá-lo e segundo quais regras. O cidadão já não responde pelo que faz, mas por quem é e por quem desagrada. A lei, que deveria limitar o poder, é manietada por ele. O nome disso é conhecido – e não é “Estado Democrático de Direito”.
“Mostre-me o homem e eu lhe direi o crime”, dizia o comissário Beria ao chefão Stalin. Mudam os atores. A farsa não.
Homem é preso em Juazeiro por ameaçar de morte ex-companheira
Há vagas de trabalho nesta terça-feira (5), em Petrolina-PE
segunda-feira, 4 de maio de 2026
Petrolina (PE): Homem de 24 anos é morto a tiros na frente de casa no Park São Gonçalo
Mais pobres se endividam por necessidade, não por consumismo, diz pesquisa
Segundo o levantamento, entre quem ganha até um salário mínimo, 41% apontam despesas com saúde como motivo para se endividar, percentual bem acima da média nacional, de 32%. O peso desse fator diminui conforme a renda aumenta: 37% entre quem recebe de um a dois salários mínimos, 30% na faixa de dois a cinco salários e apenas 19% entre os que ganham mais de cinco salários mínimos.
A perda de emprego também aparece com mais força na base da pirâmide. Para 22% dos entrevistados com renda de até um salário mínimo, o desemprego —próprio ou de alguém da família— levou ao endividamento, ante média geral de 13%.
Já os gastos cotidianos, como alimentação e contas fixas, seguem como o principal fator de endividamento em todas as faixas de renda, citados por 50% dos brasileiros.
Entre os mais ricos, no entanto, o perfil da dívida muda. Após as despesas do dia a dia (49%), o principal motivo passa a ser o consumo financiado: 35% dos entrevistados com renda acima de cinco salários mínimos mencionam compras parceladas ou financiamentos como origem das dívidas. Em seguida aparece a queda de renda mensal (20%).
“O brasileiro de menor renda se endivida por despesas que não pode evitar, muitas vezes recorrentes, o que dificulta a quitação e faz a dívida crescer ao longo do tempo”, afirma Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.
A pesquisa ouviu 2.028 pessoas por telefone entre os dias 24 e 26 de abril e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01075/2026.
Os dados surgem em um momento de aumento do comprometimento da renda de brasileiros com débitos. E da tentativa do governo, com o Desenrola 2.0, de minimizar o problema.
Segundo o Banco Central, o nível de endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,9% da renda em fevereiro, igualando o recorde histórico da série iniciada em 2005. O comprometimento da renda com dívidas também bateu nova máxima, chegando a 29,7%.
Ganância judicial de Lula explica derrota do seu indicado para o STF
O critério de Lula para indicar ministros do STF não tem sido esse. Sem entrar no mérito dos conhecimentos jurídicos que Flávio Dino, Cristiano Zanin e Jorge Messias possuem, o fato é que foram selecionados principalmente por sua proximidade pessoal com Lula.
Em um momento em que a desconfiança da população com o STF cresce justamente por causa da percepção de falta de isenção dos ministros e de desvirtuamento do papel da corte, a tentativa de colocar lá mais um compadre acabou se provando um grave erro. Se tivesse escolhido alguém do seu gosto pelas ideias e valores que defende, mas cuja ascensão profissional não se deu atrelada aos governos do PT e que não fosse do seu círculo próximo, Lula não teria sofrido essa derrota.
Confiram as vagas disponíveis nesta segunda-feira (4), em Petrolina-PE
Passageira reclama de cancelamentos frequentes dos voos da companhia Azul de Recife para Petrolina
“Passou a ser uma constante o cancelamento de voo. No dia 1º de maio, o trecho de Recife a Petrolina cancelado. Alegaram tripulação e chuva só que o voo Recife para São Paulo e Minas Gerais foi mantido. Discriminação com nosso Nordeste”, disse a professora.
Solicitamos à empresa Azul esclarecimentos sobre a reclamação da passageira.
(Foto:Divulgação Azul)
domingo, 3 de maio de 2026
‘Inflação da peste’: Reduto lulista, Nordeste tem alta maior no custo de vida do que o restante do país
— O mercado é o que tem ficado mais caro, especialmente carnes e laticínios. Se antes gastava R$ 400, agora gasto R$ 500, R$ 550. Para driblar essa alta, busco promoção, compro frutas da época e marcas intermediárias. Lazer está mais caro. Uma água de coco custava R$ 3 quando cheguei, agora custa R$ 6. Meu aluguel também subiu — ela conta. — Estou trabalhando mais para economizar para o apartamento. Como o valor da entrada é cada vez mais alto, tenho precisado pegar mais aulas.
Priscila, que dá aulas de português e espanhol como autônoma, tem sentido peso maior do cotidiano no bolso como muitos brasileiros, mas os indicadores apontam que esse mal-estar é mais agudo no Nordeste. Preços de itens essenciais como alimentação, aluguel, gasolina e gás de cozinha subiram mais nas principais cidades da região que no restante do país.
Como o Nordeste tem a menor renda domiciliar per capita do país, o impacto é ainda maior e se soma ao alto endividamento das famílias que o presidente Lula promete atacar com o novo programa de renegociação de dívidas que lança amanhã. O petista, que disputa a reeleição em outubro, tem perdido aprovação no Nordeste, um importante reduto eleitoral do PT, segundo as pesquisas.
Cesta sobe quase 10%
Das dez capitais do país com as maiores altas na cesta básica, seis são nordestinas. Embora o conjunto de alimentos básicos seja mais caro em São Paulo (média de R$ 883,94), nas capitais do Nordeste ela registra altas mais intensas este ano. No Recife, subiu para R$ 654,62, alta de 9,82% entre janeiro e março, quase o dobro da previsão de inflação para todo o ano (4,86%) aferida no boletim Focus, do Banco Central. Em São Paulo, o reajuste médio da cesta básica foi de 4,49%, segundo o Dieese.
O feijão-carioca foi um dos “vilões” dessa disparada da cesta básica no primeiro trimestre. Em Salvador, acumula alta de 27% no ano; em Teresina, 24,7%; no Recife, 24%; e, em Belém, quase 50%. É uma combinação de fatores. O preço do produto em baixa no ano passado desestimulou produtores e reduziu a área plantada para a safra seguinte, diminuindo a oferta. Desequilíbrios climáticos afetaram a colheita. Sem alternativa importada, diferentemente do feijão-preto, o preço do grão preferido dos nordestinos disparou.
Também puxaram o custo da cesta básica para cima carnes, farinha de mandioca e laticínios (com o leite na entressafra). No Recife, a carne já subiu 5,39% neste ano. A farinha de mandioca aumentou 4,38% na capital pernambucana e 13% em Fortaleza.
— É uma alta concentrada em quatro itens, mas muito importantes — diz Patrícia Costa, economista do Dieese. — Até março, não vimos efeito da alta dos combustíveis sobre os preços dos alimentos, talvez por conta das políticas (de subvenção) feitas. Vamos ver como será em abril, porque a alta do diesel encarece o frete e se transfere para outros preços.
Policiais do BEPI apreendem 20 kg de maconha na zona rural de Salgueiro
Durante a Operação Combate à MVI, os policiais realizaram incursões em uma área de caatinga e encontraram o entorpecente pronto para o consumo.
Todo o material foi encaminhado à Delegacia de Polícia Cívil de Salgueiro, que está investigando a quem pertence o entorpecente.
Da redação do Blog do Chico Gomes
Primeiro homicídio de maio é registrado em Petrolina
sexta-feira, 1 de maio de 2026
Cirurgia no ombro de Bolsonaro ocorreu "sem intercorrências", diz boletim
Entenda o caso
O procedimento foi realizado no manguito rotador e em lesões associadas, que teriam sido afetados depois de uma queda do ex-presidente em janeiro, quando ele estava na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Antes, a CNN apurou que a previsão era de que a cirurgia de Bolsonaro tivesse cerca de três horas de duração.
Bolsonaro chegou na unidade hospitalar no início da manhã desta sexta-feira (1º). Por volta das 6h, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) disse nas redes sociais que já estava a caminho do hospital.
A PM (Polícia Militar) atuou na escolta do ex-presidente até o DF Star. A operação contou com o apoio do Centro de Inteligência da PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal) e do 1º Comando de Policiamento Regional da PMDF.
Promessas vazias marcam outra vez o 1º de Maio
Piso salarial como instrumento de dignidade, bandeira do PT, converteu-se em “ajuste técnico”, insuficiente para recompor o poder aquisitivo.
Trabalhadores formais, informais, aposentados e pensionistas do INSS sentem no bolso o mesmo aperto de sempre.
Pesquisa Datafolha recente revelou que só 17% de quem ganha até R$5 mil admitem terem sido beneficiados pela isenção de imposto de renda.
Via: Diário do Poder
Maio começa em Petrolina com céu nublado e possíveis pancadas de chuvas
A temperatura mínima na Capital do São Francisco deve ficar em 22ºC, com a máxima podendo atingir até 32ºC.
Petrolina (PE): Jovem de 22 anos sofre tentativa de homicídio no bairro Rio Corrente
Dois suspeitos em uma moto se aproximaram e um deles atirou contra a vítima. O pai do jovem o socorreu e levou até o Hospital Universitário.
Não há informações sobre seu atual estado de saúde. A Polícia investiga o caso.
(Informações repórter Ivo da Hora)
Governo Lula registra pior déficit primário para março em quase 30 anos
quinta-feira, 30 de abril de 2026
Senado fecha o caixão, aplica nova derrota a Lula e derruba veto à Dosimetria
tentando tumultuar a sessão, pois sabem que terão mais uma derrota hoje!”.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) e o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), celebraram a derrubada em vídeo publicado nas redes sociais. Veja abaixo:
tentando tumultuar a sessão, pois sabem que terão mais uma derrota hoje!”.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) e o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), celebraram a derrubada em vídeo publicado nas redes sociais. Veja abaixo:
Planalto avalia que Alexandre de Moraes se juntou a Alcolumbre para derrotar Messias
A avaliação sobre os motivos da derrota foi feita na noite desta quarta-feira, 29, durante reunião entre Lula, Messias e os ministros José Guimarães (Relações Institucionais) e José Múcio (Defesa), além do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), no Palácio da Alvorada.
Para o governo, o ministro do STF Alexandre de Moraes ajudou Alcolumbre na articulação contrária a Messias. Auxiliares de Lula também disseram, sob reserva, que o ministro Flávio Dino atuou para derrotar o advogado-geral da União. Tanto Moraes como Dino negam que tenham participado desse movimento. “Peça para apontarem um único senador que liguei ou falei”, disse Moraes, por intermédio de sua assessoria.
Lula sofre derrota histórica
O diagnóstico do Planalto foi o de que, ao se aliar ao ministro do STF André Mendonça para conquistar votos de senadores bolsonaristas, Messias acabou comprando briga com o grupo que tem se posicionado contra as decisões do magistrado no tribunal.
Como mostrou o Estadão, se entrasse no STF, Messias poderia ser uma espécie de “fiel da balança” nas votações, inclusive sobre o código de ética proposto pelo presidente da Corte, Edson Fachin. Nesse caso, a tendência seria uma mudança na correlação de forças do Supremo.
Lula disse na reunião no Alvorada que não indicará outro ministro para o STF. Está muito irritado com Alcolumbre e quer saber quem foram os “traidores” da base aliada que, na votação secreta, ficaram contra Messias, mesmo depois de o governo ter liberado o pagamento de emendas parlamentares e negociado cargos em agências reguladoras, além de vagas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A rejeição de Messias para o STF significou a mais fragorosa derrota do governo. Para ser aprovado, o advogado-geral da União precisava do apoio de 41 senadores. O próprio Alcolumbre, no entanto, atuou para impor o vexame ao Planalto. Não foi só: avisou a vários senadores que não pautará nenhuma eventual nova indicação para o STF antes das eleições.
A última vez que o Senado recusou um nome indicado pelo presidente da República para uma vaga no STF foi há 132 anos, no governo de Floriano Peixoto.
O ambiente conflagrado no Congresso ainda terá um novo capítulo nesta quinta-feira, 30, quando senadores e deputados devem derrubar o veto de Lula ao projeto de lei que reduz as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados pelos atos golpistas do 8 de Janeiro. A sessão do Congresso será comandada por Alcolumbre.
A oposição já comemora a derrota do governo como a vitória do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à sucessão de Lula e seu principal desafiante até agora. Nos corredores do Congresso, o que mais se ouvia na noite desta quarta-feira eram frases como “o governo acabou”.
Messias, por sua vez, disse que enfrentou durante cinco meses uma campanha de “desconstrução” e mentiras. “Nós sabemos quem promoveu tudo disso”, afirmou ele, numa referência a Alcolumbre.
“O que acontece é que Davi deixou de atuar como líder do governo e trabalhou como presidente do Senado”, resumiu o senador Efraim Filho (PL-PB). “Houve um erro de avaliação e de estratégia do governo”.
Alcolumbre sempre quis emplacar o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), seu antecessor no cargo, na vaga do STF. A portas fechadas, dizia que o presidente havia assumido o compromisso de indicar Pacheco para a Corte.
Além disso, considerava que a escolha de Pacheco por Lula seria uma retribuição a tudo que o que ele próprio fizera para conseguir votos a outros indicados do governo, como Dino para o STF e Paulo Gonet para a Procuradoria-Geral da República.
Desde que Lula anunciou a indicação de Messias, em novembro do ano passado, Alcolumbre mostrou inconformismo. E chegou a dizer que Lula veria, a partir de agora, o que era ter o presidente do Senado como inimigo.
Confira o que abre e fecha no Dia do Trabalhador em Petrolina
Há vagas de trabalho nesta quinta-feira (30), em Petrolina-PE
quarta-feira, 29 de abril de 2026
Senado rejeita Messias e impõe derrota histórica do governo Lula
Mulher é assassinada no povoado de Nova Descoberta, em Petrolina-PE
Jovem é assassinado dentro de casa no Residencial Vivendas em Petrolina (PE)
PF investiga entrada de malas sem fiscalização em voo com Motta, Ciro Nogueira e dono de bets
Segundo a PF, cinco volumes levados pelo piloto José Jorge de Oliveira Júnior ingressaram no país sem passar por raio-x na noite de 20 de abril de 2025. O caso ocorreu no retorno de uma viagem à ilha de São Martinho, descrita pela corporação como uma “ilha caribenha conhecida por ser um paraíso fiscal desde 2016”.
O voo foi feito em um avião particular de Fernando Oliveira Lima, o “Fernandin OIG“, apontado como operador de plataformas de apostas ligadas ao chamado jogo do tigrinho. Em novembro de 2024, ele foi ouvido pela CPI das Bets e negou ser dono do jogo.
Em nota enviada ao Metrópoles, Hugo Motta afirmou que cumpriu “todos os protocolos e determinações estabelecidas na legislação aduaneira” ao desembarcar do voo. O presidente da Câmara disse ainda que “aguardará a manifestação da Procuradoria-Geral da República”. A reportagem também procurou o senador Ciro Nogueira, mas não obteve resposta até o momento.
Além de Motta e Nogueira, estavam a bordo, de acordo com a PF, os deputados Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL). A lista de passageiros incluía ainda o ex-vereador de Teresina Victor Linhares, alvo da Operação Carbono Oculto, que investiga ligações entre o crime organizado e o setor de combustíveis.
A presença de autoridades com foro privilegiado levou o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 13 de abril deste ano. Caberá ao ministro Alexandre de Moraes decidir se a Corte é competente para analisar o caso. Na semana passada, Moraes pediu manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A Polícia Federal destacou que não é possível dizer “categoricamente a quem os volumes pertencem ou seu conteúdo”. Ao defender que o caso fosse enviado ao STF, o delegado Flávio Vieitez Reis apontou que o avanço da investigação pode indicar o envolvimento de autoridades em “condutas ilícitas”.
“Salvo melhor juízo, entendo ser temerária a continuidade das investigações sem a apreciação de tal situação pelo Poder Judiciário”, escreveu em janeiro de 2026.
Ao Metrópoles, Fernando Oliveira Lima afirmou ter conversado com José Jorge de Oliveira Júnior. Segundo ele, o piloto disse que os volumes apontados pela Polícia Federal eram “itens pessoais” e que o desembarque ocorreu dentro dos procedimentos normais.
A reportagem também procurou Marco Antônio Canella, Dr. Luizinho e Isnaldo Bulhões. Luizinho afirmou que não vai se manifestar. Até a publicação desta reportagem, os demais procurados não haviam respondido. O piloto José Jorge de Oliveira Júnior não foi localizado.
O desembarque
Imagens do circuito de segurança do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional, em São Roque (SP), analisadas pela PF mostram a sequência do desembarque: às 21h32, o piloto passou pelo raio-x com duas bagagens; e minutos depois, por volta das 21h40, ele retornou com sete volumes e contornou o pórtico de detecção de metais, sem submeter os itens à inspeção.
“[Ele] retorna passando por fora do pórtico de detecção de metais, sendo que, por volta das 21h40, ele passa com 7 (sete) volumes, sem submetê-los à fiscalização pelo raio-X, sendo que 2 (dois) dos volumes aparentam os que ele carregava ao retornar pelo raio-X pela primeira vez”, diz o relatório.
As imagens obtidas pelo Metrópoles indicam que o auditor Marco Antônio Canella acompanhou a movimentação e permitiu a passagem dos volumes “sem a devida fiscalização”.
“É possível constatar que o auditor fiscal da Receita Federal permite passar sete volumes sem a devida fiscalização”, afirma a PF.
Registros dos Agentes de Proteção da Aviação Civil (APACs) apontam que, no mesmo desembarque, o auditor também descumpriu procedimentos, ao permitir que garrafas e eletrônicos permanecessem dentro das bagagens durante a inspeção, o que pode indicar uma “irregularidade generalizada”.
No caso do piloto do voo de Motta, a PF destacou que o auditor permitiu a passagem de todas as bagagens por fora do detector de metais, sem qualquer fiscalização. Segundo a corporação, o piloto empurrava um carrinho com sete volumes:
sacola plástica;
aparentemente, uma caixa de papel;
sacola de papel;
edredom;
mala de viagem;
aparentemente, uma caixa; e
uma mochila.
Ao analisar a investigação da PF, em janeiro deste ano, a procuradora da República Ana Flávia Nóbrega Cavalcanti Ugatti afirmou que não era possível descartar a participação de autoridades com foro privilegiado nas condutas ilícitas investigadas.
“Não há, portanto, como descartar a possibilidade de envolvimento de um ou mais passageiros detentores de prerrogativa de foro nos delitos sob apuração nos presentes autos ou em outras práticas delitivas que porventura vierem a ser reveladas no curso das investigações”, disse.
“É de rigor que sejam os presentes autos remetidos ao Supremo Tribunal Federal para apreciar se os indicativos de envolvimento de parlamentares reunidos nos presentes autos são suficientes para atrair a sua competência”, acrescentou.
Dois meses depois, em março, a juíza Carolina Castro Costa, da 1ª Vara Federal de Sorocaba, determinou o envio do caso ao STF.
“Destarte, diante da natureza dos fatos apurados e da eventual existência de prerrogativa de foro, a deliberação acerca da competência para o processamento e julgamento incumbe ao Supremo Tribunal Federal. Acolho a manifestação ministerial e determino a remessa dos autos ao Supremo Tribunal Federal”, declarou a magistrada.
Há vagas de trabalho nesta quarta-feira (29), em Petrolina-PE
terça-feira, 28 de abril de 2026
Petrolina (PE): Corpo de homem é encontrado com marcas de espancamento no Projeto N-8
O homem foi identificado como Igor Rodrigues da Conceição, de 26 anos. A autoria e motivação do crime são investigadas. (Colaboração: repórter Ivo da Hora)
Grávida é presa por transportar 2 kg de cocaína em ônibus na BR-116 em Salgueiro
Contratada da J&F por R$11 milhões pagou comprador de cotas de Toffoli no resort
O escritório da advogada contratada pelas companhias dos irmãos Joesley e Wesley Batista recebeu R$ 8 milhões em 15 de dezembro de 2023 da JBS. No mesmo dia, o Coaf identificou o repasse ao BK Bank. E, três dias depois, a J&F, que controla a JBS, pagou outros R$ 3,5 milhões. E este valor foi repassado pela empresa da advogada, no mesmo dia 18, ao dono da PHB Holding.
Paulo Humberto Barbosa já advogou para a JBS. E, em 21 de fevereiro de 2025, sua holding comprou as últimas cotas da empresa da qual Toffoli é sócio, no resort Tayayá, no Paraná. O ministro chegou a confirmar o negócio com entre a PHB e a Maridit Participações, de sua família, após investigação da Polícia Federal revelar pagamento de R$ 35 milhões via fundos usados pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.Em dezembro de 2023, quando houve repasses milionários para Maisa Marciano, o ministro Dias Toffoli suspendeu a multa de R$ 10,3 bilhões do acordo de leniência da J&F com o Ministério Público Federal (MPF). O pedido da defesa da companhia alegou irregularidades no processo decorrentes da Operação Spoofing, que apontou conluio acusatório entre o MPF e a Justiça Federal, para condenações no escândalo do “petrolão” investigado na Operação Lava Jato.
Elos e suspeitas
Além das cotas adquiridas pela PHB, o Fundo Arllen, ligado a Vorcado, comprou em 27 de setembro de 2021 as primeiras cotas da Maridit no resort paranaense. E a revelação dos negócios levaram o ministro a deixar a relatoria do caso Master, no STF, em investigação sobre a maior fraude financeira da história do Brasil.
Paulo Humberto Barbosa reagiu com irritação à reportagem do Estadão: “Estou doido para processar vocês. Essa informação de vocês é falsa, fraudulenta. Vai você e o gerente do banco para a cadeia. Vou fazer questão de colocar o senhor na cadeia. Moleque! Vá para o quinto dos infernos”.
Em março, a revelação de outro repasse da J&F, de R$ 25,9 milhões, para a PHB, levou Toffoli a se pronunciar, reforçando que o negócio da Maridt foi feito sem participação da companhia dos irmãos Batista, “exclusivamente com a PHB Holding”. E o ministro ressaltou que todas movimentações financeiras estão declaradas às autoridades.
O BK Banking foi apontado na Operação Carbono Oculto, em agosto de 2025, como suspeito de favorecer crimes do PCC por atuar com as chamadas “contas bolsão”, que embaralha dinheiro de diversos clientes e dificulta o rastreamento das origens dos recursos. A movimentação suspeita da fintech atinge R$ 17,7 bilhões e envolveria exploração de jogos de azar, venda de combustíveis adulterados e fraudes metrológicas na venda de combustível.
Ao Estadão, o BK disse não integrar a relação comercial entre seus clientes e terceiros, negou receber e enviar recursos em seu nome para a empresa mencionada. “Todas as transações processadas por meio de sua plataforma são devidamente identificadas e registradas nas contas individualizadas dos clientes, com origem e destino dos recursos, garantindo elevados padrões de transparência e rastreabilidade”, disse a nota do BK Bank.
A JBS e a J&F informaram em nota que os pagamentos ao escritório de Maisa Marciano se referem a produtos ou serviços jurídicos prestados e comprovados.
“A empresa [JBS] não dispõe de informações sobre movimentações financeiras desse fornecedor para terceiros. A Companhia aguarda que a reportagem esclareça qual a conexão entre suas operações e as transferências de recursos relatadas”, disse a JBS, ao Estadão.
“A J&F mantém auditorias independentes que certificam e confirmam a governança e a retidão dos processos internos. Todo pagamento realizado pela J&F se refere a produtos ou serviços comprovadamente prestados, mediante emissão de nota fiscal e recolhimento de todos os tributos devidos”, manifestou-se a J&F, também em nota.
O Diário do Poder solicitou à assessoria de imprensa do STF um posicionamento do ministro Dias Toffoli sobre a reportagem. E publicará eventuais esclarecimentos. O espaço segue aberto para todos os citados pela reportagem.
Veja as vagas de trabalho nesta terça-feira (28), em Petrolina-PE
segunda-feira, 27 de abril de 2026
PRF apreende pistola durante fiscalização em Cabrobó
Durante a abordagem, a equipe verificou que havia uma mala no banco de trás do carro. Ao pedir para o motorista guardar a bagagem no porta-malas, foi encontrada a pistola municiada.
O motorista alegou que carregava a arma para proteção pessoal, mas não possuía o documento de porte obrigatório. Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil (PC) local e poderá responder por porte ilegal de arma de fogo.
Homem é morto a tiros no bairro Dom Avelar em Petrolina
Homem morre após ser atingido por tiros no N-8 do perímetro irrigado Nilo Coelho em Petrolina
sábado, 25 de abril de 2026
Homem é preso após abandonar corpo do pai em terreno em Paulista
Ministra Cármen Lúcia alertou que só um poder frágil não tolera crítica
Em meio à perplexidade com a represália do ministro do STF Gilmar Mendes ao post do ex-governador mineiro Romeu Zema satirizando o envolvimento de ministros da Corte no escândalo do Banco Master, vale a pena lembrar a frase lapidar da ministra Cármen Lúcia, no contexto de ação da Abert, associação de emissoras, contra tentativas de censura a sátiras e críticas políticas na campanha eleitoral de 2018. “Poder que não tolera crítica humorística é um poder frágil”, sentenciou a magistrada.
Não tinha morrido?Dois anos antes, em 2016, outra frase da ministra se tornara icônica: “O ‘cala a boca’ já morreu, quem manda na minha boca sou eu”.
Juíza de visãoO alerta da ministra se materializaria depois no poder supremo que, em sua vulnerabilidade, não suporta o contraditório, a crítica ou a sátira.
Contraste é inescapávelMas Cármen Lúcia tem avalizado medidas que flertam ou apoiam restrições à liberdade dos brasileiros, sobretudo nas redes sociais.
Liberdade de ideias faz mal?Em 2025, ela ajudou a desfigurar o Marco Civil da Internet para “impedir que 213 milhões de pequenos tiranos sejam soberanos na internet”.
Operação em Salgueiro prende suspeitos, resgata motorista e recupera carga roubada
Uma operação realizada pelo Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI) resultou na prisão de dois suspeitos de en...