sexta-feira, 17 de abril de 2026
Brasil do século 21 ainda nega acesso a água potável há quase 70% das famílias rurais
Relatório da CPI mostra como Vorcaro usou 300 festas de luxo para influenciar autoridades
Cine Trancoso tinha protocolo de sigilo e recrutamento internacional de mulheres
O capítulo mais sombrio das festas de Vorcaro se refere aos encontros realizados em uma casa de veraneio no sul da Bahia, em Trancoso, que ficou conhecido como “Cine Trancoso”. Ele ganhou destaque no relatório de Alessandro Vieira. De acordo com documentos da Polícia Federal entregues ao STF e compartilhados com a CPI, esses eventos eram descritos como reuniões destinadas a um “grupo restrito de autoridades”.
A logística do “Cine Trancoso” envolvia o recrutamento e o transporte, custeados pelo banqueiro, de mulheres estrangeiras provenientes de diversos países, incluindo Rússia, Ucrânia, Lituânia, Suíça, Noruega, Suécia, Holanda, México e Venezuela.
Segundo os investigadores, a escolha deliberada por mulheres de fora do Brasil não era apenas estética, mas estratégica: o objetivo era garantir que as convidadas não reconhecessem as altas autoridades brasileiras presentes, reduzindo o risco de vazamentos ou identificação dos participantes em escândalos futuros.
Para manter a blindagem total desses encontros, Vorcaro teria imposto protocolos rígidos de segurança. Todos os participantes eram obrigados a deixar seus aparelhos celulares desligados, sob a guarda de seguranças particulares da organização.
Enquanto as autoridades eram privadas de seus meios de comunicação para garantir o sigilo, Vorcaro mantinha na residência, ainda segundo o relator, um circuito interno de câmeras que registrava tudo o que ocorria.
Na visão do relator da CPI, esse sistema permitia que ele mantivesse registros de todos os presentes, criando um potencial e perigoso mecanismo de controle ou chantagem sobre os agentes públicos cooptados. O relatório não menciona nomes de possíveis autoridades frequentadoras desses eventos.
Inquérito contra Flávio por suposta calúnia contra Lula alerta para intromissão do Judiciário no debate público
Aos fatos. No início de janeiro, Flávio fez uma postagem no X associando a prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro a futuros reveses para Lula. No texto, o senador fluminense afirmava que o petista seria “delatado” por Maduro, supostamente às autoridades dos EUA que o capturaram, e relacionava o episódio ao “fim do Foro de São Paulo”, além de aludir a supostos vínculos de Lula com o tráfico internacional de drogas, esquemas de lavagem de dinheiro e apoio a ditaduras de esquerda.
Sem dúvida, são imputações muito sérias. Ademais, feitas em uma mídia social de amplo alcance. Mas nada que destoe da agressividade típica das disputas eleitorais de nossa história recente, sobretudo as mais acirradas. O próprio Lula já fez acusações gravíssimas contra adversários em eleições passadas, muitas das quais poderiam facilmente ser enquadradas como crimes contra a honra, e nem por isso o petista foi incomodado pelo Direito Penal. O debate eleitoral pode ser agressivo, incivilizado ou até mentiroso. E daí?
A questão principal dessa história não é a eventual tipicidade da conduta de Flávio Bolsonaro, mas o velho cacoete de setores do Judiciário, e de ministros do STF e do Tribunal Superior Eleitoral em particular, de tratar os eleitores como néscios, incapazes, portanto, de tomar decisões de forma livre e consciente a partir do que observam no comportamento, nas ideias e nas propostas daqueles que brigam pelo seu voto.
Lula – logo quem, o político mais experiente em campanhas eleitorais em atividade – não deveria ter acionado o Ministério da Justiça nem a Polícia Federal em razão da postagem do adversário. Isso é coisa de incumbente acuado, além de autoritário. A Procuradoria-Geral da República, por sua vez, deveria ter fulminado a eventual ação penal no nascedouro, negando-lhe parecer favorável. O Supremo, então, nem se fala. Moraes deveria ter se contido e dado uma lição a todos os pré-candidatos: o Judiciário não será bedel do debate eleitoral.
Mas não. O ministro autorizou a abertura de um inquérito descabido e, ao fazê-lo, alimentou a suspeita não de todo desarrazoada daqueles que interpretaram sua decisão como o início de um processo que, no limite, pode tirar das urnas um dos oponentes mais fortes de Lula. Ou seja, Moraes prestou um enorme desserviço não apenas à Justiça Eleitoral, mas à democracia brasileira.
Este jornal não ignora que a liberdade de expressão não é absoluta no Estado Democrático de Direito. Tampouco defende que acusações infundadas devam circular sem qualquer possibilidade de responsabilização. Mas, no que concerne ao debate estritamente eleitoral, há de prevalecer o princípio da mínima intervenção. Fatos e versões se confrontam e se desconstroem pela própria discussão livre. E quem neste país melhor do que Lula para rebater as acusações que lhe foram feitas por Flávio Bolsonaro usando a mesma arma do adversário, o discurso?
Ao correr para debaixo da saia da Justiça, Lula, a um só tempo, deu projeção às acusações do adversário, permitiu que Moraes exibisse, mais uma vez, a estrela de xerife-geral da República e, de quebra, ainda sugeriu não confiar na capacidade do eleitorado de discernir entre o que é verossímil e o que é mero exagero retórico. É um movimento que empobrece o debate e desloca o eixo da disputa – do convencimento para a intimidação.
Mas mais preocupante é o papel assumido pelo STF. Ao admitir a abertura de um inquérito policial em contexto tão evidentemente político, Moraes reforçou a percepção geral da sociedade de que o Supremo se tornou um anexo do Palácio do Planalto. Que depois Suas Excelências não reclamem do impacto que isso terá nas urnas.
Trecho da BR-116 entre Salgueiro e Trevo do Ibó passará a ter pedágio
A concessão cobre 502 quilômetros da rodovia entre Feira de Santana (BA) e Salgueiro. Estão previstos cerca de R$ 4,3 bilhões em melhorias, que incluem a implantação de um total de cinco praças de pedágio ao longo de todo o percurso da Rota dos Sertões.
Recentemente, o trecho próximo a Ibó passou por obras de pavimentação e ampliação do acostamento para maior segurança, embora ainda opere como pista simples. O Trevo de Ibó é um entroncamento estratégico onde se encontram as rodovias BR-116, BR-428 e BR-316. Historicamente perigoso devido a assaltos, o local apresenta atualmente índices de ocorrências mais baixos, mas ainda exige cautela dos motoristas.
Em outros trechos da BR-116 na Bahia (sentido Sul), as tarifas foram suspensas em maio de 2025 após o fim do contrato com a antiga concessionária ViaBahia, estando sob administração temporária do DNIT.
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quinta-feira, 16 de abril de 2026
Master: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF
A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR), e está sob sigilo. Paulo Henrique será levado pera o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Segundo o advogado Cleber Lopes, o ex-presidente “não cometeu crime algum”.
Informações obtidas pelo Metrópoles revelam que a prisão tem a ver com suposta propina paga pelo Master em negociações com o BRB, envolvendo o ex-presidente e a transação de seis imóveis, no valor de R$ 146,5 milhões.
O dinheiro teria sido usado para a compra de seis imóveis: quatro em São Paulo e dois em Brasília.
De acordo com as apurações, os alvos teriam atuado para estruturar esquema de compliance paralelo para burlar controles internos e regras no BRB.
A suspeita é de que o pagamento de vantagens indevidas tenha ocorrido com a aquisição e transferência de apartamentos, com uso de empresas de fachada.
Esta é a 4ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga esquema de lavagem de dinheiro para o pagamento de vantagens indevidas que teriam sido destinadas a agentes públicos.
Operação combate tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e fraude em concursos no Sertão
Com situação regular nos EUA, Ramagem é liberado e está em casa com a família
O ex-deputado está nos EUA desde setembro de 2025, após a conclusão do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), no qual foi condenado por suposta tentativa de “golpe de Estado”. Ramagem pediu asilo político nos EUA, entretanto seu processo ainda não foi concluído. Ele havia sido levado a um centro de detenção de Orange County, onde estava em uma cela separada.
“Alexandre Ramagem está livre. Obrigado a todos que oraram. Obrigado, presidente Donald Trump e a todos da administração”, escreveu no X o jornalista Paulo Figueiredo, que acompanhou o caso nos EUA, onde também é sócio de uma consultoria migratória que presta serviços para o ex-deputado.
“Ramagem não precisou pagar fiança. Com boa vontade, foi verificado que a situação imigratória dele é absolutamente regular, como dito originalmente”, explicou Figueiredo, que também informou que o ex-diretor da Abin não vai responder a qualquer processo criminal.
Dono da Choquei é preso em operação da PF que apura lavagem de dinheiro
Metrópoles – O influenciador Raphael Sousa Oliveira (foto em destaque), criador da página Choquei, foi preso na operação da Polícia Federal (PF), deflagrada na manhã desta quarta-feira (15/4), que investiga um grupo suspeito de lavagem de dinheiro, com movimentação superior a R$ 1,6 bilhão.
Na operação, foram presos os cantores MC Ryan SP e Poze do Rodo. O influenciador Chrys Dias também figura com um dos alvos da investigação.
Segundo a PF, o grupo utilizava um sistema estruturado para ocultar e dissimular valores, com uso de empresas, terceiros e até transações com criptoativos. As investigações indicam que havia movimentações no Brasil e no exterior, além de transporte de grandes quantias em dinheiro vivo.
Operação Narco Fluxo
- Segundo a PF, mais de 200 policiais federais participam da operação e cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pelo Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos.
- De acordo com a PF, a ação acontece nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.
- A PF acredita que o volume financeiro pelo grupo criminoso ultrapassa R$ 260 bilhões. Além de armas, carrões e dinheiro em espécie, a corporação apreendeu documentos e equipamentos eletrônicos que ajudarão na investigação.
- Entre os presos na operação desta quarta estão os funkeiros MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa, dono da página Choquei.
- A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de Ryan.
- O bloqueio foi imposto a 77 alvos da PF, entre empresas e pessoas físicas.
- De acordo com a decisão judicial, o valor estimado para o bloqueio foi calculado com base no lucro estimado com os crimes que teriam sido praticados: “tráfico internacional de mais de três toneladas de cocaína, somado ao fluxo financeiro identificado nos relatórios de inteligência financeira encaminhados pelo Coaf“.
- Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento.
- As investigações continuam e os alvos podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Polícia Civil divulga foto de suspeito de assassinar motorista em Petrolina
Operação da PCPE em Serrita prende suspeitos de exploração sexual de adolescente
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quarta-feira, 15 de abril de 2026
Homem é encontrado morto no povoado de Nova Descoberta, em Petrolina-PE
Vice-prefeito de Orocó declara apoio a Eliane Soares, pré-candidata a deputada federal
Acidente entre carro e caminhão é registrado próximo ao aeroporto de Petrolina
Polícia apreende quase 30 kg de maconha no N-4, em Petrolina-PE
Por 6 votos a 4, os senadores rejeitaram o texto do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE) que visava impeachment de ministros do STF
Votaram contra: Beto Faro (PT-PA), Teresa Leitão (PT-PE), Humberto Costa (PT-PE), Soraya Thronicke (PSB-MS), Rogério Carvalho (PT-SE) e Otto Alencar (PSD-BA).
A favor: Alessandro Vieira (MDB-SE), Eduardo Girão (Novo-CE), Magno Malta (PL-ES) e Esperidião Amim (PP-SC).
O relator pedia o indiciamento, com encaminhamento para análise de abertura de processo de impeachment, dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O relatório foi barrado depois de a base do governo ter se articulado para mudar três integrantes do colegiado para conseguir uma maioria contrária ao texto. A manobra ocorreu após ministros alvo da CPI pressionarem o governo e o Senado contra o relatório. Os ministros do STF também se manifestaram contrários ao texto.
A reunião da CPI foi marcada por discursos desqualificação do relatório feita por senadores da base governista, maioria neste que foi o último dia de funcionamento da comissão.
“Eu acho que vossa excelência se deixou seduzir por um caminho da política nesse processo e terminou produzindo um relatório que nos deixou a todos com a sensação de que está faltando muita coisa aqui e tem coisas que não deveriam estar aqui”, afirmou o senador Humberto Costa.
O relator Alessandro Vieira disse que ter sofrido ameaças de ministros do STF que tiveram o indiciamento pedido em seu relatório e que não se curvará a elas.
“As pessoas que estão sentadas na Suprema Corte não são donas do País. Elas têm o direito de falar por último sobre o direito, sobre a lei. Mas já de há muito se habituaram a atravessar a rua, a interferir nesta Casa, a interferir na Casa vizinha, a fazer manifestações que são de cunho claramente político e também, infelizmente, mais recentemente, a usar da ameaça como expediente”, disse.
O presidente da comissão, Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou ter críticas a condutas de ministros da Corte, mas alegou não ver provas de que eles tenham praticado crime dolosamente.
“Esse ato de indiciamento é um ato de grande responsabilidade, porque você está lidando com a reputação e a vida das pessoas. E isso é muito grave, é muito sério em uma democracia. Ninguém pode ser punido por fato previsto como crime senão quando pratica dolosamente”
O texto rejeitado pela CPI tem 221 páginas e dedica 23 delas a uma análise de ações e omissões das quatro autoridades no caso do Banco Master.
Dias Toffoli
O relatório final afirma que Dias Toffoli deve ser enquadrado nos dispositivos da lei de crimes de responsabilidade que pune a atuação em julgamento “quando, por lei, seja suspeito na causa” e a atuação “de modo incompatível com a honra, dignidade e o decoro”.
Toffoli assumiu a relatoria do caso Master no STF após acolher pedido da defesa de Daniel Vorcaro, dono do Master. Até então, o caso tramitava na 10ª Vara Federal de Brasília, no âmbito da Operação Compliance Zero.
Como relator, deu decisões classificadas pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) como “atípicas” e causadoras de “legítima perplexidade institucional”, como a imposição de sigilo máximo no processo e a ordem para acautelamento no STF de celulares apreendidos.
Os atos, destaca o relatório, foram praticados “ocultando-se que o ministro havia mantido relação financeira, por intermédio da empresa Maridt, com fundo de investimento ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro e também investigado na Operação Compliance Zero”.
O Estadão revelou em janeiro que Zettel estava por trás do fundo que comprou a participação da família Toffoli em um resort localizado em Ribeirão Claro, no Paraná. Toffoli só admitiria ser sócio oculto da Maridt um mês depois, quando, sob pressão, decidiu deixar a relatoria do caso.
O relatório também cita perícia feita pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro que documentou um canal de comunicação entre Toffoli e Vorcaro que “extrapolava a liturgia do cargo”. O Estadão revelou que nas conversas extraídas do celular do dono do Master, o cunhado de Vorcaro disse que os pagamentos ao Tayayá totalizaram R$ 35 milhões.
A peça elaborada pelo senador Alessandro Vieira afirma que as decisões proferidas “foram sistematicamente favoráveis ao investigado com quem o ministro tinha relação financeira”.
O relator da CPI do Crime Organizado também citou as “múltiplas viagens” em aeronaves privadas ligadas a Daniel Vorcaro. Como mostrou o Estadão, Toffoli usou aviões particulares para pelo menos três viagens ao resort Tayayá, do qual foi sócio oculto.
Alexandre de Moraes
Em relação a Moraes, o relatório atribui os mesmos dispositivos vedados conforme previstos na lei de crimes de responsabilidade: proferir julgamento quando por lei seja suspeito na causa e proceder de modo incompatível com a honra e o decoro.
Ao detalhar as condutas de Moraes, o documento menciona conversas do ministro com o investigado, recuperadas pela Polícia Federal, “em contexto que sugere tentativa de interferência em medida cautelar”. Moraes e Vorcaro conversaram por aplicativo de mensagens no dia da primeira prisão do banqueiro, em novembro. Ambos usavam um artifício que fazia o conteúdo das mensagens desaparecer após visualizados.
No pedido de indiciamento de Moraes, o relator também cita que o ministro tentou contato reiteradamente com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para obter informações sobre o processo de venda do Master ao Banco de Brasília (BRB). A ação, no entendimento de Alessandro Vieira, foi uma “captura regulatória”, que ocorre quando um agente público usa seu prestígio institucional para influenciar o resultado de processo administrativo.
“Tal conduta é especialmente grave porque teria ocorrido enquanto o escritório de sua esposa prestava ao mesmo banco os serviços de ‘política de relacionamento com o poder público’ pelos quais recebeu dezenas de milhões de reais”, frisa o relatório.
O relatório também aponta que Moraes fez uso do “aparato jurisdicional para perseguir quem revelou o conflito de interesses”. O ministro instaurou procedimentos para apurar “vazamento” de informações sobre o contrato do escritório da esposa dele, a advogada Viviane Barci, com o Banco Master. Para o senador, o ato configura uso abusivo do cargo para fins de autopreservação porque, na verdade, o ministro deveria se declarar suspeito e afastar-se do caso.
A banca de advocacia de Viviane Barci, com dois dos filhos do casal, firmou com o Master um contrato de R$ 129 milhões e faturou ao menos R$ 80 milhões, conforme revelaram documentos da Receita Federal entregues à comissão.
O pedido de indiciamento inclui ainda a decisão de “restringir severamente” a requisição e o uso de Relatórios de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a decisão de dar andamento ao julgamento de ação que visa impor novos limites para acordos de delação premiada. Àquela altura, Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel se movimentam para firmar acordos de colaboração.
As “múltiplas viagens” em voos ligados a Daniel Vorcaro também são citados no capítulo do pedido de indiciamento de Moraes. Há registros de pelo menos oito viagens dele e da mulher a bordo dos aviões de empresa que pertencia ao banqueiro para os aeroportos de Congonhas e Catarina, em São Paulo.
Gilmar Mendes
O pedido de indiciamento de Gilmar Mendes é baseado no artigo que pune a atuação de modo incompatível com a honra, a dignidade e o decoro. O relatório afirma que decisões dele em ações relacionadas ao Banco Master e à CPI tiveram efeito de “proteção corporativa”.
Entre as decisões citadas, a que suspendeu as quebras de sigilo da Maridt, empresa de Toffoli, e do Fundo Arleen, que comprou cotas dela no resort do Paraná. O pedido de suspensão foi apresentado em um mandado de segurança da empresa Brasil Paralelo contra a CPI da Covid, arquivado desde 2023, cuja relatoria pertencia a Gilmar Mendes.
“O ministro, em vez de declinar da competência e remeter os autos ao relator natural, acolheu a manobra, desarquivou o processo, converteu o instrumento processual — de mandado de segurança para habeas corpus — e proferiu decisão de mérito em favor de empresa de colega de Tribunal, no mesmo dia do protocolo”, destaca.
Paulo Gonet
O pedido de indiciamento, com solicitação de abertura de processo de impeachment, contra o procurador Paulo Gonet é baseado no dispositivo que aponta “desídia no cumprimento das atribuições”. O relatório afirma que Gonet tinha acesso a uma série de informações sobre conduta de ministros do STF no caso Master, levantadas pela imprensa e pela Polícia Federal, e não atuou como deveria.
O senador Alessandro Vieira salienta que o procurador-geral da República não adotou nenhuma providência concreta no sentido de promover a investigação e a eventual responsabilização das autoridades envolvidas.
“A autoridade operou verdadeira blindagem por meio da inércia, abdicando do mandato persecutório estatal. A omissão qualificada do PGR, no contexto de monopólio funcional que a Constituição lhe confere para a ação penal perante o STF, produz efeito equivalente ao de uma anistia de facto: ao não agir, o único agente público com legitimidade para instaurar a persecução penal contra ministros do STF torna materialmente impossível a responsabilização daqueles que deveria investigar, convertendo a discricionariedade em instrumento de imunidade”, frisa.
Senadores Humberto Costa (PT-PE) e Teresa Leitão (PT-PE) votaram contra o relatório da CPI do Crime Organizado
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terça-feira, 14 de abril de 2026
Datafolha: 55% dos brasileiros acreditam em envolvimento de ministros do STF no caso Banco Master
O levantamento revela ainda que cerca de 70% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento ou já ter ouvido falar sobre as denúncias envolvendo a instituição financeira e suas possíveis conexões com autoridades e figuras da política nacional. Por outro lado, 30% declararam desconhecer o caso.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 7 e 9 de abril, em 137 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03770/2026.
O Supremo Tribunal Federal passou a ser citado no debate após reportagens apontarem possíveis conexões indiretas entre integrantes da Corte e o Banco Master. As revelações ampliaram a repercussão nacional e intensificaram o debate público sobre transparência e responsabilidade institucional.
Em meio à crise, cresce a pressão política sobre o Judiciário. Atualmente, dezenas de pedidos de impeachment contra ministros do STF aguardam análise no Senado Federal, o que reforça o ambiente de tensão entre os Poderes.
Diante desse cenário, ganhou força a discussão sobre a criação de um código de conduta para ministros dos tribunais superiores. A proposta busca ampliar a transparência e fortalecer a confiança da população nas instituições democráticas brasileiras.
Interdição parcial na Avenida Honorato Viana altera itinerários de ônibus e estacionamento em Petrolina
Pela primeira vez na história, CPI pede inicialmente de ministros do STF
Mulher assassinada à tiros no Residencial Vivendas, em Petrolina-PE
Há vagas de trabalho nesta terça-feira (14), em Petrolina-PE
segunda-feira, 13 de abril de 2026
Superendividamento: Brasil tem mais cartões de crédito do que habitantes
PT Vai ao TSE contra o TikTok e Pede Censura Prévia em Cinco Plataformas
Tomar a "quantidade ideal" de café pode ajudar a saúde mental a longo prazo
Petróleo abre a semana com alta de quase 8% após fracasso em trégua entre EUA e Irã
O Brent, referência internacional, abriu em alta de 8% a US$ 102,60, enquanto o West Texas Intermediate saltou na mesma proporção para US$ 103,99, com operadores de petróleo alertando que um conflito prolongado agravaria a escassez de combustíveis.
O anúncio de Trump de um bloqueio naval do estreito a partir de segunda-feira tem como objetivo pressionar o regime iraniano, que continuou exportando petróleo para mercados-chave como a China durante o conflito. Mas analistas alertaram que um bloqueio poderia escalar o conflito.
“Bloquear o estreito sustenta preços mais altos do petróleo por mais tempo, pois aponta para uma guerra mais prolongada”, disse Michael Alfaro, diretor de investimentos da Gallo Partners, um fundo de hedge focado em energia e indústrias.
“Um bloqueio americano pode funcionar no longo prazo, mas cria uma incerteza complexa agora que exige uma reprecificação do risco, impulsionando os preços do petróleo para cima.”
Amrita Sen, fundadora e diretora de Inteligência de Mercado da Energy Aspects, disse que um bloqueio impediria o petróleo iraniano de chegar aos mercados.
“Até agora, os EUA permitiram as exportações de petróleo bruto e derivados iranianos, e até flexibilizaram sanções para que mais compradores pudessem importar essas cargas, já que os EUA estavam tão focados em manter os preços do petróleo baixos. Mas se houver um bloqueio genuíno, são mais 1,5 milhão a 1,7 milhão de barris por dia de exportações de petróleo que seriam paralisadas —além dos mais de 10 milhões de b/d já interrompidos.”
A reabertura do estreito foi um ponto crucial de impasse nas negociações entre EUA e Irã para transformar um cessar-fogo de duas semanas, iniciado na terça-feira passada, em uma paz mais duradoura. As negociações terminaram sem acordo no sábado.
Cerca de um quinto do suprimento global de petróleo e gás natural liquefeito transita pelo estreito de Hormuz, que é um dos pontos de estrangulamento energético mais importantes do mundo.
Analistas disseram que a estratégia americana de bloquear o estreito ainda não equivale a um retorno ao combate ativo. Mas apontou para uma escalada que aumentaria as preocupações sobre uma piora na escassez de produtos petrolíferos essenciais, como combustível de aviação e diesel.
“Escalada tende a gerar escalada”, disse Kevin Book, chefe de pesquisa da ClearView Energy Partners. “Bloquear navios-tanque iranianos pode elevar os preços e agravar a escassez.”
O plano também sugeriu que Trump estava disposto a arriscar uma interrupção prolongada no fornecimento, apesar dos preços crescentes de gasolina e diesel nos EUA.
“Isso mostra que o presidente Trump está disposto a arriscar uma interrupção prolongada entrando na temporada de viagens de verão para preservar a posição de enriquecimento zero [de urânio no Irã]”, disse Helima Croft, chefe global de estratégia de commodities da RBC Capital Markets.
O presidente americano conseguiu manter os preços do petróleo relativamente estáveis “sinalizando consistentemente que está encerrando o conflito”, disse ela. “Um bloqueio poderia de fato mudar o sentimento do mercado sobre a duração e causar uma convergência entre o mercado físico e o de papel.”
O mercado de petróleo fechou em baixa na sexta-feira e o Brent registrou sua maior queda semanal desde agosto de 2022 devido ao otimismo de que as negociações de paz entre EUA e Irã poderiam levar a um acordo. Os futuros do Brent fecharam em queda de quase 1% a US$ 95,20 o barril, enquanto o West Texas Intermediate, referência americana, caiu 1,3% para fechar a US$ 96,57 o barril.
Jorge León, analista da Rystad Energy, disse esperar que os preços do petróleo voltem a ultrapassar US$ 110 o barril. “O que importa é que as chances de um cessar-fogo duradouro despencaram”, disse ele.
Bob McNally, fundador do Rapidan Energy Group e ex-assessor de energia da Casa Branca, disse que a grande questão agora é se o Irã e seus aliados retaliarão contra a infraestrutura energética crítica na região.
Morre Oscar Schmidt, lenda do basquete, aos 68 anos de idade
Morreu, nesta sexta-feira (17/4), Oscar Schmidt, a lenda do basquete brasileiro. A causa da morte do ex-jogador, que tinha 68 an...