sexta-feira, 29 de maio de 2026
Eleição 2026: Quebradeira de empresas e colapso de marcas famosas assombram campanha de Lula
Gazeta do Povo – O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega à reta final carregando uma marca trágica para o setor produtivo. Em meio ao caos fiscal, juros elevados, crédito dificultado e famílias endividadas, o Brasil alcançou em 2025 o maior número de recuperações judiciais de sua história.
A onda de balanços negativos e a séria deterioração financeira de empresas símbolos nacionais do varejo e da indústria transformaram-se em um problema para a campanha de Lula à reeleição. Elas contradizem o discurso governista de ótimo momento para a economia brasileira.
Levantamentos de consultorias como RGF & Associados e Serasa Experian mostram que 5,3 mil empresas encerraram 2025 sob proteção judicial para renegociar dívidas, salto de 24% em relação ao ano anterior. Só no último trimestre, 510 pedidos foram registrados, com R$ 40 bilhões em dívidas.
O cenário atingiu em cheio setores dependentes de crédito e consumo das famílias, como varejo, vestuário, móveis e brinquedos. Marcas associadas à estabilidade empresarial passaram a simbolizar a fragilidade financeira do ambiente econômico brasileiro e a crise existencial no setor produtivo.
Oposição destaca quebradeira de empresas acima da pandemia e Dilma
Parlamentares da oposição afirmam que o governo criou as condições para o ambiente hostil ao setor produtivo, marcado por insegurança regulatória, aumento da carga tributária, expansão de gastos públicos, juros persistentemente elevados e baixa confiança de investidores.
Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, rebateu nas redes sociais o discurso otimista do governo sobre a economia, lembrando que o setor produtivo amarga o “elevado custo do dinheiro” e a irresponsabilidade fiscal. “A inadimplência e as recuperações judiciais batem recordes”, diz.
Para o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), dados de mercado mostram explosão de pedidos de recuperação judicial a partir de 2025, superando largamente as crises econômicas de 2016 e da Covid-19. “É mais fácil uma empresa sobreviver à pandemia do que a um governo petista”, protestou.
Lula interrompe o ciclo de queda de recuperações judiciais desde 2017
O atual mandato de Lula encerrou o ciclo de queda no número de empresas em recuperação judicial, iniciado após a gestão Dilma Rousseff (PT). Em 2014, eram 828. O número disparou e chegou a 1.863 em 2016, auge da recessão, da crise fiscal e da desconfiança que levaram à queda da petista.
Após esse pico, houve gradual melhora. No governo Michel Temer (MDB), os números recuaram para 1.420 em 2017 e 1.408 em 2018. O indicador seguiu cedendo no governo de Jair Bolsonaro (PL): 1.387 em 2019, 1.179 em 2020 e 891 em 2021, apesar dos impactos da pandemia.
Em 2022, último ano do governo passado, o país atingiu o menor patamar da série recente, com 833 empresas em recuperação judicial. A reversão começou a partir de 2023, já na gestão Lula. O número saltou para 1.405 naquele ano, avançou para 2.273 em 2024 e explodiu para 5.280 em 2025.
Trata-se de uma alta de 276% em relação ao início do atual governo e do maior nível da série histórica apresentada, situação inversa à de 2022. O mercado espera que até 8,3 mil empresas possam falir este ano, indicando agravamento da crise de crédito, da inadimplência e do custo financeiro.
Gigante do varejo brasileiro, Pão de Açúcar vê crescer prejuízos e dívidas
O grupo das redes Pão de Açúcar e Extra está entre os casos mais emblemáticos dessa agonia. O GPA entrou em recuperação extrajudicial para renegociar R$ 4,5 bilhões em dívidas, após sucessivos prejuízos, perda de valor de mercado e geração de caixa insuficiente para tocar operações.
A situação ganhou peso simbólico porque o GPA já foi considerado uma potência do varejo sul-americano. O balanço de 2025 trouxe alerta formal sobre risco à continuidade operacional do grupo. Analistas atribuem a crise à combinação de juros altos, pressão financeira e insucesso de estratégias.
Outra gigante atingida foi a Bombril, uma das marcas mais conhecidas da indústria nacional. A empresa pediu recuperação judicial pressionada por contingências tributárias bilionárias e dificuldades acumuladas ao longo de anos. O passivo citado pela companhia gira em torno de R$ 2,3 bilhões.
Estrela, símbolo dos brinquedos brasileiros, luta pela sua sobrevivência
A crise afetou outras empresas notáveis como Brinquedos Estrela, Tok&Stok e Coteminas. No caso da Estrela, dona de sucessos históricos como Banco Imobiliário e Autorama, a deterioração é atribuída ao crédito caro, retração do consumo e troca de brinquedos tradicionais pelo entretenimento digital.
Na esfera pública federal, a tragédia é ainda maior. Os Correios acumulam prejuízo de R$ 8,5 bilhões apenas em 2025 e recorrem a operações de crédito com garantia do Tesouro Nacional para seguir com investimentos. A estatal sofre perda de competitividade, alta de custos e atraso tecnológico.
Colapso empresarial prova a piora geral da economia, alertam analistas
Segundo analistas, o avanço recorde das recuperações judiciais expôs não só falhas de gestão, mas, sobretudo, deterioração do ambiente econômico. Enquanto o governo aponta geração de empregos e controle relativo da inflação, empresas criticam os gastos públicos e a insegurança regulatória.
O consultor financeiro Vandyck Silveira acredita que o governo Lula 3 contribuiu para acelerar um modelo de gestão populista que levou à derrocada da Argentina após anos de gastança desenfreada e ao colapso financeiro de países da zona do euro em 2008, puxado pela sigla PIIGS, de Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha.
“Há uma lei inviolável da economia: nenhum país pode gastar mais do que arrecada de forma crônica. Quando faz isso, a lei da gravidade econômica incide e traz os governos de volta para a Terra. Não aprendemos com os erros e as crises do passado. A disputa pelo poder está acima de tudo”, diz.
Especialista vê “cenário desesperador” para próximo mandato presidencial
O conselheiro de empresas Ismar Becker avalia que “razões matemáticas” indicavam a atual onda de falências e recuperações judiciais. Segundo ele, o Lula 3 acelerou gastos públicos antes mesmo da posse, até desembocar no recém-lançado “pacote de bondades eleitorais” de R$ 200 bilhões.
“Os juros tendem a permanecer em patamar absurdo e a inflação, ainda que mascarada, já aponta para 5%”, afirma. Na avaliação de Becker, quem vencer a eleição presidencial terá de encarar “a hora da verdade” em 2027. “Ou se enfrenta o problema fiscal ou o mercado fará o próprio ajuste, prevê.
Para o especialista, a combinação de desequilíbrio fiscal profundo, crédito caro e perda de confiança nos indicadores econômicos pode empurrar o país para um cenário “desesperador”. Nesse quadro, investidores fugiriam do financiamento da dívida pública ou exigiriam juros ainda mais altos.
EUA classificam PCC e CV como organizações terroristas
Em comunicado desta quinta-feira, o governo americano afirmou que as facções serão designadas como “terroristas globais especialmente designados” (“Specially Designated Global Terrorists”, ou SDGTs) e como “organizações terroristas estrangeiras” (“Foreign Terrorist Organizations”, ou FTOs).
A medida ignora o posicionameto do presidente brasileiro, que há três semana visitou seu homólogo norte-americano. O petista tem alegado a fantasia de que
O Departamento de Estado informou também que a medida entrará em vigor a partir de 5 de junho. Ao anunciar a decisão, os EUA afirmaram que CV e PCC estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e disseram que os grupos “comandam milhares de integrantes” e são responsáveis por “ataques brutais” contra policiais, autoridades públicas e civis.
Em uma rede social, Rubio afirmou que a atuação das facções ultrapassa as fronteiras brasileiras e alcança outros países da região e os Estados Unidos.
“O governo Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e cortar financiamento e recursos de narcoterroristas”, escreveu.
O governo americano disse ainda que a medida reforça o compromisso da administração Trump de “desmantelar cartéis e organizações criminosas” na região.
Portal TelaJuros do cartão de crédito sobem para 432% em abril, aponta BC
Em termos práticos, a elevação significa que uma dívida de cartão de crédito feita há um ano pode crescer aproximadamente cinco vezes se o pagamento da fatura não ocorrer na data de vencimento. Por exemplo, uma dívida de R$ 800成年人 em março do ano passado exigiria mais R$ 3.456,80 para quitá-la após 12 meses, totalizando R$ 4.256,80.
Apesar do patamar elevado, o Conselho Monetário Nacional fixou, em dezembro de 2023, um limite de 100% para os juros do rotativo, conforme lei aprovada pelo Congresso. A taxa apresentada pelo BC não confirma automaticamente violação, pois se refere à projeção anual de juros cobrados ao longo de um ano.
Entendendo o registro estatístico
O BC explica que a série histórica não indica necessariamente juros cobrados de forma efetiva em todos os meses, pois o consumidor costuma ficar pendurado no rotativo por períodos curtos. A instituição mantém a série para monitorar a velocidade de oscilações do juro e como parte do cálculo da média do sistema financeiro.
O chefe do Departamento de Estatísticas, Fernando Rocha, afirmou que o dado continua relevante como referência. Ele destacou que o índice ajuda a medir variações no custo do crédito e a orientar políticas públicas.
A divulgação reforça que o BC acompanha o comportamento do crédito no Brasil, embora o impacto direto sobre cada consumidor dependa de prazos de pagamento e de contratos individualizados. As informações são atualizadas periodicamente pelo banco central.
Há vagas de trabalho nesta sexta-feira (29), em Petrolina-PE
quinta-feira, 28 de maio de 2026
Motoqueiro morre após cair em bueiro na BR-407, em Petrolina (PE)
De acordo com a Polícia, a vítima trafegava pela BR-407 quando perdeu o controle da direção do veículo e caiu dentro de um bueiro às margens da rodovia.
Ezequias chegou a ser socorrido em estado grave para o Hospital de Urgências e Traumas de Petrolina, mas não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada na unidade de saúde.
O corpo foi recolhido e encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML). O caso, registrado como acidente de trânsito, está sob investigação da 213ª Delegacia de Petrolina. Em nota, a Polícia Civil informou que “um inquérito foi instaurado para apurar todos os fatos”. (Foto: Reprodução/IML).
Homem invade e furta restaurante no Bodódromo da Areia Branca
Após apoio de Flávio Bolsonaro, Trump classifica PCC e CV organizações terroristas
Em comunicado desta quinta-feira, o governo americano afirmou que as facções serão designadas como “terroristas globais especialmente designados” (“Specially Designated Global Terrorists”, ou SDGTs) e como “organizações terroristas estrangeiras” (“Foreign Terrorist Organizations”, ou FTOs).
A medida inora o posicionameto do presidente brasileiro, que há três semana visitou seu homólogo norte-americano. O petista tem alegado a fantasia de que O Departamento de Estado informou também que a medida entrará em vigor a partir de 5 de junho. Ao anunciar a decisão, os EUA afirmaram que CV e PCC estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e disseram que os grupos “comandam milhares de integrantes” e são responsáveis por “ataques brutais” contra policiais, autoridades públicas e civis.
Em uma rede social, Rubio afirmou que a atuação das facções ultrapassa as fronteiras brasileiras e alcança outros países da região e os Estados Unidos.
“O governo Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e cortar financiamento e recursos de narcoterroristas”, escreveu.
O governo americano disse ainda que a medida reforça o compromisso da administração Trump de “desmantelar cartéis e organizações criminosas” na região.
Nos bastidores, o governo Lula atuava para tentar impedir que os Estados Unidos adotassem a medida.
Fonte: Diário do Poder
Polícia do Senado apura plano de atentado de Deolane contra Flavio
A edição online da revista Veja informou esta tarde que teve acesso a documento informando que as ameaças a Flávio Bolsonaro foram expostas pelo funkeiro MC Misa durante entrevista ao canal Frank Clips, no TikTok e no YouTube. Segundo o boletim de ocorrência, o vídeo foi publicado na última terça-feira (26).

Lula beijando a testa de Deolane. (Foto: Ricardo Stuckert).
Misa conta que Deolane e seus cúmplices estariam planejando o assassinato de Flávio. “Inclusive, o atentado agora que o filho do Bolsonaro vai sofrer, que foi articulado com Marcelinho e com a Deolane, Deolane articulou um atentado agora pro filho do Bolsonaro. Então são situações que a gente, o mundo do funk, sabe tudo. A gente sabe o que tá acontecendo”, diz o funkeiro.
Presa na semana passada por suas ligações à facção criminosa PCC, Deolane tem 21 milhões de seguidores e está entre os influencers considerados aliados do governo Lula (PT). Ela participou inclusive de um encontro do petista e de Janja um pouco mais de um mês a posse do atual governo, posando para fotos com o casal presidencial. Em uma dessas fotos, Lula aparece beijando a testa de Deolane.
Políticos envolvidos
O entrevistador, “Frank”, que se apresenta como “ex-PCC” e fala sobre os “bastidores do crime” na internet, pede a MC Misa mais detalhes e afirma que seu canal apenas divulga a denúncia e que o entrevistado ão representa necessariamente a posição do canal.
O funkeiro diz que não tem relação com o possível crime, que não “cagueta” ninguém e que estava falando de ameaças que circulavam no “mundo do funk”. Ele também afirma que “políticos” estariam envolvidos na suposta conspiração de assassinato. Ele afirma no vídeo:
“O que eu falo é que as pessoas que estão envolvidas nesse atentado não são nem criminosos. É político. Pessoas que têm ligação com a Deolane, e ela mapeia essa situação e ela faz acontecer. Porque sabem que se o Flávio Bolsonaro ganhar, vai afetar muito nos trâmites dela. Então daria pra acontecer, porém eu já tô falando agora, um atentado contra o Flávio Bolsonaro”.
Veja o vídeo abaixo:
Trecho da live foi anexada ao Boletim de Ocorrência, nesta quarta-feira (27) na Coordenação de Polícia de Investigação e Judiciária do Senado pelo policial legislativo Bruno Ribeiro Fonseca a partir de informações da Inteligência da Polícia do Senado. O documento pede a verificação “preliminar da procedência de informações” veiculadas nas gravações entregues. Havendo indícios suficientes, a Polícia poderá instaurar inquérito.
Fonte: Diário do Poder
Lulistas e petistas governam os estados mais violentos
Após Trump, Flávio se reuniu com o vice JD Vance e secretário de Estado Marco Rubio
Além das reuniões com essas autoridades, o senador também se encontrou com vice-secretário de Estado Christopher Landau e Darren Beattie, conselheiro do governo dos Estados Unidos para assuntos brasileiros e que alvo de hostilidades do governo Lula, proibindo-o de vir ao Brasil para visitar na prisão o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nenhuma dessas reuniões estava prevista quando o senador desembarcou em Washington, segunda-feira (25), após ser convidado pelo presidente norte-americano para uma conversa na Casa Branca.
Mauro Vieira esperou 9 meses
No caso da reunião com o secretário de Estado Marco Rubio, que durou cerca de 30 minutos, Flávio Bolsonaro chegou a bater um recorde de rapidez para ser confirmada.
Após a posse do governo Trump, o embaixador Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores de Lula (PT), insistiu durante exatos nove meses para conseguir ser recebido em 21 de janeiro de 2025 pelo secretário de Estado, mesmo assim em encontro-relâmpago para registro fotográfico.
Assim como o fez na conversa com Trump, Flávio também manifestou a Marco Rubio apoio à possibilidade de a Casa Branca classificar como organizações terroristas as facções criminosas “PCC” e Comando Vermelho. A posição de Flávio é oposta a de Lula, o que levou a oposição a acusar o petista de proteger o crime organizado no Brasil.
Durante sua conversa com J.D. Vance, o vice-presidente se interessou pelas iniciativas do regime brasileiro contra a liberdade de expressão no Brasil.
Mais cedo, Flávio visitou o Departamento de Estado, onde foi recebido pelo vice-secretário Christopher Landau e pelo conselheiro do governo Trump para assuntos do Brasil.
Diário do Poder
Fim da escala 6×1 no comércio e serviços promete menos trabalho e mais inflação
Impacto no varejo: perda de renda e encarecimento da mão de obra
No varejo, o primeiro golpe atinge a remuneração de quem vive de metas e resultados. Uma parcela expressiva da renda dos comerciários está atrelada a comissões por vendas. Com as lojas operando por menos horas, o fluxo de clientes cai, comprimindo o volume de negócios fechados e reduzindo as comissões e o salário dos vendedores no fim do mês.
O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) alerta que o corte forçado no expediente resultará em uma retração de 12,2% na riqueza gerada pelo setor.
A elevação abrupta do custo da mão de obra empurrará o trabalhador para a rua ou para a informalidade. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) calcula que a manutenção dos salários frente a uma jornada menor encarecerá o trabalho em 22%.
Sem musculatura financeira para absorver esse choque, as empresas não abrirão as vagas projetadas pelos idealizadores da medida. Ao contrário, o Centro de Liderança Pública (CLP) estima a redução direta de 640 mil empregos com carteira assinada no país, forçando uma migração maciça de trabalhadores para contratos precários e sem garantias.
A tentativa de adaptação financeira dos negócios criará uma substituição de equipes, punindo os funcionários mais experientes. Hélio Zylberstajn, professor da Universidade de São Paulo, adverte que a tendência será demitir os empregados mais antigos e caros, substituindo-os por profissionais mais jovens e dispostos a receber salários menores.
De forma semelhante, segundo o FGV Ibre, profissionais de baixa escolaridade também serão impactados. Como já cumprem jornadas menores, eles pouco sentirão os efeitos da redução. Isso significa que a “canetada” beneficiará desproporcionalmente os trabalhadores com ensino superior e ampliará ainda mais a desigualdade salarial.
Turismo: risco de perda de competitividade
Com o fim da escala 6×1, o setor de turismo sofrerá um choque operacional e financeiro severo, englobando hotelaria, restaurantes e aviação civil. Diferentemente de atividades com rotinas administrativas padrão, o ecossistema turístico possui demanda concentrada em finais de semana, feriados e alta temporada, exigindo operação contínua e atendimento presencial ininterrupto.
Entidades do setor alertam que o engessamento legal das escalas elevará substancialmente os custos operacionais. O resultado é a pressão inflacionária sobre o preço de diárias de hotéis, pacotes turísticos, passagens aéreas e cardápios, além da perda de competitividade do Brasil frente a destinos internacionais concorrentes.
Mercados turísticos globais consolidados conseguem conciliar a proteção trabalhista com mecanismos mais flexíveis de organização da jornada. O Brasil perderia essa flexibilidade ao adotar uma regulação excessivamente rígida.
Na aviação civil, o impacto das restrições beira o colapso logístico. O CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier, alertou que a inclusão de tripulantes e pilotos (aeronautas) na mudança de jornada inviabilizará rotas intercontinentais. “Se um projeto assim for implementado, o Brasil não vai ter mais operação internacional, pois não poderemos operar voos de mais de oito horas”, declarou o executivo.
A crise estende-se às operações de solo nos aeroportos, onde 53,2% dos trabalhadores atuam no regime 6×1. A Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo (Abesata) projeta que a adequação à nova escala fará os custos saltarem pelo menos 20%.
No segmento de alojamento e alimentação fora do lar, a rigidez da jornada também ameaça a sobrevivência financeira dos negócios. A agência de classificação de risco Fitch Ratings apontou que os restaurantes figuram entre os nichos mais vulneráveis à insolvência, já que operam em três turnos ininterruptos, com baixa flexibilidade para reorganizar escalas.
Logística e frete: o perigo de um apagão no abastecimento
A aprovação da PEC ameaça deflagrar um apagão logístico e uma escalada nos custos de frete no Brasil. Por se tratar de um setor que opera de forma ininterrupta para garantir o abastecimento das cidades e o escoamento rápido da produção, a intervenção impõe um choque financeiro severo e imediato às empresas de transporte.
Como não há margem para absorver o encarecimento artificial da mão de obra sem um ganho estrutural prévio de produtividade, a conta bilionária dessa readequação será transferida para os preços dos produtos, impactando o custo de vida do consumidor final e a competitividade do país.
A Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (Fetrancesc) projeta que a redução de 220 para 200 horas mensais tornará a folha de pagamento do setor 18% mais cara, um impacto classificado pela entidade como “alarmante”.
O cenário agrava gargalos preexistentes: as transportadoras já operam com uma defasagem de 10,1% no valor do frete, segundo a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística).
O presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Paraná (Setcepar), Silvio Kasnodzei, adverte que a exigência de mais períodos de descanso vai piorar a falta crônica de motoristas profissionais no mercado. “Nossa preocupação não é apenas financeira. É sistêmica”, afirma.
A crise logística é aprofundada pelo histórico de ineficiência do próprio setor. Dados do FGV Ibre revelam que os transportes amargaram o pior desempenho produtivo do país na última década: queda de 2,1% ao ano na produtividade por hora trabalhada entre 2012 e 2024.
Negociação coletiva como alternativa à imposição legal
Para evitar a asfixia de algumas das cadeias que mais movimentam a economia e geram postos de trabalho no país, as lideranças do turismo e do comércio defendem a descentralização das decisões. O Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) sustenta que a negociação coletiva é o único instrumento adequado para adaptar as jornadas à realidade operacional, permitindo a adoção de escalas rotativas e bancos de horas compatíveis com a sazonalidade turística.
Além disso, o setor argumenta que qualquer mudança estrutural imposta pelo Congresso exigirá contrapartidas do Estado, como desonerações sobre a folha de pagamento e incentivos fiscais, para que as empresas consigam suportar a transição sem realizar demissões ou travar futuros investimentos.
Na sexta-feira (22), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) entregou propostas técnicas ao relator da PEC, o deputado Léo Prates. No documento, a CNC defende que mudanças na jornada de trabalho sejam realizadas exclusivamente por meio de acordos e convenções coletivas, preservando a flexibilidade constitucional e considerando os impactos em emprego, produtividade e competitividade.
Entre as propostas da entidade, estão:
- reforço dos acordos coletivos;
- modelos diferenciados de organização da jornada; e
- mecanismos de desoneração da folha para setores intensivos em mão de obra.
Há,vagas de trabalho nesta quinta-feira (28), em Petrolina-PE
quarta-feira, 27 de maio de 2026
Eliane Soares recebe apoio de forte liderança política de Ouricuri
A pré-candidatura de Eliane Soares à Câmara Federal mantém constância e @pedro_dopipape, empresário e ex-candidato a prefeito de Ouricuri-PE, passa a integrar o projeto da ex-prefeita de Santa Cruz-PE.
De rua em rua, de bairro em bairro, o carisma de Eliane Soares vem arregimentando chefes de famílias, lideranças religiosas, sociais, comunitárias e associativistas, todos os quais têm se identificado e querem oxigenar a política com racionalidade e comprometimento.
Esse fenômeno de "migração" ocorre quando conhecem a transformação administrativa em sua gestão por quatro mandatos em Santa Cruz-PE.
"Recebo com muita alegria o apoio do amigo @pedro_dopipape, empresário e ex-candidato a prefeito de Ouricuri, que traz sua experiência e conhecimento para fortalecer ainda mais nossa caminhada. Seguimos juntos, somando forças e fortalecendo essa caminhada com quem acredita em um trabalho sério e voltado para o desenvolvimento do nosso estado."
Homem é assassinado na Vila Vitória, em Petrolina-PE
Fraude no INSS: PF cumpre 31 mandados de busca e apreensão
Com muita poesia e versos improvisados, Petrolina celebra a 40ª edição do Festival de Violeiros
Realizado pela Associação Cantadores e Poetas do Vale do São Francisco, em parceria com a Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria Executiva de Cultura, o encontro está marcado para o dia 10 de junho, às 19h na Concha Acústica.
Neste ano, o elenco contará com 10 artistas, formando cinco duplas de repentistas vindo de diferentes cidades do Nordeste. Sendo eles, Ivanildo Villanova, de Campina Grande; Zé Viola, de Bocaina (PI); Raimundo Caetano, Rogério Menezes e Raulino Silva, de Caruaru; Zé Carlos, de Itabira; Antônio José, de Afogados da Ingazeira; Damião Enésio e Cícero de Souza, de Serra Talhada; além de Francinaldo Oliveira, de São José do Belmonte. Também irão fazer uma participação especial os declamadores Esnaldo Nogueira, Inglis Santos, Ricardo Silva e Nilberto Santana.
Cada dupla terá cinco minutos para recitar os versos em três categorias. Ao final do evento, serão distribuídos troféus para todos os participantes. Além de valorizar os artistas da cultura popular, o Festival de Violeiros também movimenta o cenário cultural de Petrolina, fortalecendo o calendário junino e atraindo amantes da cantoria e da poesia popular. Este ano, para aqueles que não conseguirem prestigiar pessoalmente, a rádio Sertão FM irá fazer uma transmissão do festival.
Veja as vagas de trabalho nesta quarta-feira (27), em Petrolina-PE
terça-feira, 26 de maio de 2026
Flávio Bolsonaro fala em coletiva de imprensa após reunião com Donald Trump
Após a reunião, o senador concedeu uma coletiva de imprensa para detalhar os principais pontos tratados com Trump.
Em sua declaração, Flávio destacou o pedido para que PCC e Comando Vermelho sejam designados como organizações terroristas estrangeiras, defendeu uma aliança entre países das Américas contra o crime organizado transnacional, agradeceu a atuação de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo na construção de pontes com lideranças americanas.
#Política #FlávioBolsonaro #DonaldTrump #EstadosUnidos #Brasil
Menor é apreendido com arma branca em escola no Centro de Araripina
Moraes, Ciro, Motta e os jatinhos dos amigos
Sabido – assim atribuído e já consagrado – que as malas eram do comandante, condição em que viajava com mais pertences que os passageiros. Eram dele – admitiu. Foi ele a passar com as peças por fora. Os demais cumpriram o procedimento padrão. Sabido também que Fernando Oliveira Lima é Fernandin OIG, operador de jogatina, outrora objeto da CPI das Bets no Senado – lá onde tinha suplência eloquente o senador Nogueira – e cuja prosperidade dos tigrinhos depende do Congresso. Também estavam a bordo os deputados, líderes de seus partidos, Doutor Luizinho e Isnaldo Bulhões. O piloto é funcionário do empresário.
Segundo a PF, não haveria “como descartar a possibilidade de envolvimento de um ou mais passageiros detentores de prerrogativa de foro nos delitos sob apuração (…)”, razão por que a investigação chegara ao STF. Na semana passada, Alexandre de Moraes considerou não haver suspeitas contra os parlamentares e determinou que o caso voltasse à primeira instância, acolhido o parecer da Procuradoria-Geral da República, comandada por Paulo Gonet.
Não há delito em legisladores viajarem em jatinhos cujos proprietários têm interesses no Parlamento. (Ciro Nogueira voaria novamente com Fernandin, para a França, em 22 de maio daquele mesmo 25.) E não seria Moraes a ver algum problema nessa prática. (Nunes Marques foi para a festa do cantor Gusttavo Lima, na Grécia, em 2024, em avião do empresário.) Tampouco haverá problema em Gonet dividir a mesa do bar com Moraes e Motta – uísque e charuto pagos por Daniel Vorcaro. Foi em Londres, em abril de 2024. Ninguém pode dizer que a confraria condicione atos (ou omissões) institucionais.
Citado Vorcaro, esse fazedor de amigos, lembremos de mensagem do banqueiro à noiva: “Acabou chegando hugo e ciro aqui para falarem com alexandre”. Era 20 de março de 2025, exato mês antes do desembarque investigado. Ninguém sabe se “hugo” seria o Motta; se “ciro”, o Nogueira; se “alexandre”, o de Moraes. Ainda que fossem, não há delito em o presidente da Câmara e o presidente de partido encontrarem-se com ministro do Supremo na casa do banqueiro que negociava com o banco estatal do Distrito Federal – o memorando de entendimento para a compra do Master pelo BRB seria anunciado em 28 de março.
Estadão
Veja as vagas de trabalho disponíveis nesta terça-feira (26), em Petrolina-PE
segunda-feira, 25 de maio de 2026
Homem é assassinado a tiros no Projeto Maria Tereza, em Petrolina-PE
Lula e STF unidos pela censura
Por Lygia Maria* / Estadão – Como todo populista, Lula e seu partido nunca esconderam a pretensão de controlar o debate público. A antiga fixação numa suposta democratização da mídia migrou para a regulação ampla do que é dito nas redes sociais.
Mas, agora, há um agravante inaceitável. O petista conta com a ajuda da mais alta corte do país, que deveria fazer valer os dispositivos cristalinos da Constituição que garantem o direito à liberdade de expressão. “A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição. É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”, diz o artigo 220.
O decreto presidencial publicado na quarta (20) regulamenta a lambança feita pelo STF, em 2025, no Marco Civil da Internet, lei aprovada em 2014 no Congresso após amplo debate público.
A corte criou uma lista de conteúdos que, se postados de forma massiva, devem ser removidos pelas plataformas, e o decreto de Lula atribuiu a fiscalização a uma agência ligada administrativamente ao Ministério da Justiça. Trata-se de afronta à Constituição e à separação dos Poderes.
Entre os conteúdos estão os chamados pelo STF de “atos antidemocráticos”, como abolição do Estado Democrático de Direito.
Assim, Lula e o Supremo não disfarçam que suas motivações são políticas e buscam autoproteção. Críticas à corte são encaradas pelos ministros como ataque à democracia, e, desde 2019, o inquérito das fake news se vale dessa premissa. Já o petista, em outro decreto, atribuiu à AGU o papel de monitorar críticas a políticas públicas na internet.
O cenário é claro: Executivo e Judiciário se unem contra a liberdade de expressão, enquanto passam por cima do Legislativo.
Na regulação da internet, não é preciso inventar a roda. Basta respeitar a separação dos Poderes, cumprir o que diz a Constituição e garantir que os crimes já previstos em diversas leis sejam investigados e punidos pelo sistema de Justiça, garantindo-se o direito ao contraditório e à ampla defesa. Todo o mais não passa de excrescência autoritária.
*Mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina e doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP
Homem natural de Arcoverde-PE é assassinado a tiros em Petrolina-PE
PRF apreende caminhão com tambor de combustível na cabine e várias irregularidades em Ouricuri
Há vagas de trabalho nesta segunda-feira (25), em Petrolina-PE
domingo, 24 de maio de 2026
Procura-se um procurador-geral da República
Zema caricaturou uma decisão questionada pelo próprio presidente do STF, Edson Fachin, e suspeitas amplamente debatidas sobre o caso Banco Master e a atuação dos ministros. Pode-se considerar os vídeos injustos, agressivos, toscos ou demagógicos. O que não se pode fazer, sem violentar o Direito Penal, é fingir que um fantoche equivale a uma acusação formal de crime.
Calúnia exige imputação falsa de fato determinado. Humor político funciona justamente por exagero, compressão e distorção. Desde os panfletos do século 18 até os programas televisivos contemporâneos, a paródia sempre tratou governantes e juízes como personagens ridículos. Em democracias maduras, autoridades toleram isso. Aqui, o procurador-geral resolveu denunciar.
Zema não tem foro privilegiado. Se Mendes se sentiu ofendido, deveria acionar o Ministério Público na primeira instância. Mas o ministro pediu providências ao colega Alexandre de Moraes, que encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR). E o órgão que deveria funcionar como filtro contra abusos chancelou sua formalização. A peça da PGR se aproxima perigosamente de uma advocacia penal privada da honra de um ministro.
A seletividade fica mais visível quando se observa aquilo que Gonet escolhe não fazer. Mais de uma vez, o próprio Mendes insinuou que o senador Alessandro Vieira teria vínculos com milicianos e o crime organizado. Onde está a denúncia? Onde está o zelo pela honra? A régua muda conforme o sobrenome na capa do processo.
Diante de contratos multimilionários de empresas de Daniel Vorcaro – o banqueiro investigado pela maior fraude no sistema financeiro de que se tem notícia – e o escritório da mulher de Moraes ou a empresa da família de Dias Toffoli, a PGR entrou em estado contemplativo. Quando Toffoli assumiu a relatoria do caso Master, Gonet arquivou pedidos de impedimento que os próprios ministros do STF se viram obrigados a reconhecer – ainda que não formalmente – numa reunião secreta. Mensagens entre Moraes e Vorcaro foram dispensadas como ninharias. Gonet procrastinou a avaliação de um pedido de prisão de Vorcaro quando a Polícia Federal já evidenciava riscos flagrantes de obstrução e intimidação.
A elasticidade muda conforme o alvo. Depois que um ex-assessor de Moraes, Eduardo Tagliaferro, trouxe à tona mensagens e relatos sobre a atuação informal do ministro para perseguir críticos, o foco deslocou-se rapidamente. Em vez de concentrar energia no conteúdo revelado, o aparato persecutório voltou-se contra quem revelou. A Procuradoria investiga o mensageiro com vigor, mas a mensagem foi varrida para debaixo do tapete.
Esse padrão explica por que tantos brasileiros enxergam hoje uma Justiça de castas. Críticas a ministros são equiparadas a “ataques à democracia”. Um entrevero entre Moraes e um cidadão comum em Roma ativou as engrenagens penais da PGR. Uma frase escrita com batom numa estátua gerou pedido de pena superior à aplicada a criminosos violentos. Um Pix de R$ 500 para ajudar a fretar um ônibus com manifestantes rumo a Brasília virou acusação por tentativa de golpe. Já ministros do STF parecem habitar um ecossistema processual muito mais acolhedor, paciente e compreensivo.
O Ministério Público existe para defender a ordem jurídica e fiscalizar o poder, inclusive o poder togado. Uniformidade de critérios, prudência sem covardia, coragem sem abusos, apego rigoroso ao devido processo legal, proporcionalidade e, sobretudo, independência são o que se espera de um bom procurador. Já Paulo Gonet oscila entre dois polos igualmente degradantes para o parquet: o de perseguidor-geral da República e o de prevaricador-geral da República.
Editorial Estadão
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