O presidente da Argentina, Javier Milei, que já chamou Lula (PT) publicamente de “ladrão”, acusou o petista de autoritário após uma declaração do petista direcionada ao senador Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate presidencial da Band, realizado no domingo (18).
A reação ocorreu depois que Lula afirmou que Flávio perderia a imunidade parlamentar caso fosse derrotado no segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro, e poderia enfrentar problemas judiciais.
“Progressistas machistas”, escreveu o presidente argentino em seu post. “Depois, saem por aí acusando todos os seus oponentes de serem misóginos. A máscara desses criminosos está caindo… Espero que a última artimanha da campanha suja deles não envolva roubar a eleição… esquerdista ladrão”, afirmou.
O Ministério das Relações Exteriores afirmou em nota que as declarações do presidente da Argentina configuram “nova e inaceitável tentativa de ingerência externa no processo democrático brasileiro”.
O argentino mantém proximidade política com Flávio Bolsonaro e acumula divergências com Lula desde que assumiu a Presidência da Argentina. A nova manifestação reforçou seu posicionamento contrário ao governo brasileiro. A declaração também repercutiu entre representantes estrangeiros.
Martin De Luca, advogado que representa a Trump Media e a plataforma Rumble, compartilhou o trecho do debate e comentou que algumas pessoas interpretaram a fala de Lula como um possível “recado mafioso”.
O episódio ampliou a repercussão internacional da disputa presidencial brasileira, com Milei direcionando críticas ao presidente e questionando o teor de sua declaração contra Flávio Bolsonaro.
Diário do Poder















