quarta-feira, 22 de abril de 2026
terça-feira, 21 de abril de 2026
Lula gasta R$ 812 mil em hotel de luxo na Alemanha; confira Cláudio Humberto desta terça (21)
Lula gasta R$ 812 mil em hotel de luxo na Alemanha
Os dois dias em que Lula, Janja e anedótica comitiva passaram pela Alemanha deixaram uma fatura milionária, empurrada para o pagador de impostos bancar, sem direito a reclamações. Para poucas horas em solo alemão, foram R$ 812.548,59 só para hospedar a trupe. Lula e Janja nunca deixam por menos: escolheram o exclusivíssimo Kastens Hotel Luisenhof, que se jacta no próprio site pelo “luxo sofisticado” e como “o único hotel cinco estrelas superior no coração de Hanover”.
Nossa conta
Além dos R$ 812,5 mil, o petista ainda alugou uma sala de “apoio” no hotel. Mesmo sem serventia, custou R$ 17,2 mil para quem paga a conta.
Só realeza
O hotel ainda oferece serviços de luxo, como “Fim de Semana Real”, com café da manhã e passeio pelos Jardins Reais de Herrenhausen.
Espaço de sobra
Para quem gosta de esbanjar, o hotel oferece a Suíte Leibniz, com closet, banheira, piso aquecido e vários mimos distribuídos por 100m².
Sem bico seco
No Leo’s Bar, a comitiva teve à disposição champagne Dom Perignon Vintage. Em conversão direta, custa R$ 1.700 por menos de um litro.
Governo Lula já admite rombo de R$ 110 bilhões
O próprio governo Lula (PT) já admite que gastou muito mais do que arrecadou, este ano. Segundo dados do Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União, as despesas da administração petista já superaram R$ 1,76 trilhão, enquanto foram tomados da população “apenas” R$ 1,65 trilhão em impostos. Segundo a previsão do orçamento, até o fim do ano o quadro deveria ser o contrário e o governo petista promete arrecadar cerca de R$ 90 bilhões a mais do que vai gastar.
Longe do fim
O Orçamento Geral da União prevê despesas de R$ 6,25 trilhões, em 2026, enquanto a arrecadação prevista é de R$ 6,34 trilhões.
Só ‘salário’
A “gestão e manutenção” do Poder Executivo custou mais de R$ 87,3 bilhões até agora; são salários e aposentadorias civis e militares.
Dívida é principal
Só o refinanciamento da dívida interna custou R$ 688,5 bilhões, até o momento, este ano, e os juros da dívida custaram R$ 351,2 bilhões.
Calaboca, Magdo
Lula voltou a palpitar sobre o que não sabe: bomba atômica dos aliados iranianos. Os próprios tiranos, que financiam grupos terroristas e matam e maltratam mulheres por considerá-las “animais”, já admitiram haver enriquecido urânio a 60%. Mas Lula não faz ideia do que isso representa.
Sem CPIs
Após o fim da CPMI do INSS e da CPI do Crime Organizado, já não existem quaisquer comissões parlamentares de inquérito em funcionamento no Congresso (mistas), nem na Câmara, nem no Senado.
Cervejinha salgada
Boletim Focus divulgado ontem (20) pelo Banco Central registra o que o brasileiro já sente no bolso, expectativa de alta na inflação. O marcador subiu e atinge 4,8%. É a sexta alta seguida do índice.
Cotados
O PL testa, em pesquisas internas, quatro nomes para compor a chapa como vice de Flávio Bolsonaro: Romeu Zema (Novo-MG), Simone Marquetto (PP-SP), Clarissa Tércio (PP-PE) e Tereza Cristina (PP-MS).
Digitais
Pré-candidato a deputado federal, José Dirceu cada vez mais manda e desmanda dentro do PT. É o ex-ministro de Lula, que se enrolou no mensalão e no petrolão, que assina o programa político do partido.
Item único
Está marcada para esta quarta-feira (22) sessão na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara com um único item na pauta: a redução da jornada de trabalho, chamada de fim da escala 6x1.
Pré-acordo
O governo Donald Trump deu prazo de 14 dias para que a ditadura de Cuba liberte presos políticos como “sinal de boa vontade” antes de acordo entre os países. Existem mais de 1.200 presos políticos na ilha.
Apostas abertas
A plataforma de previsões de apostas Polymarket mantém Lula (PT) como o pré-candidato a presidente com maior chance de vitória, na eleição; 40% a 39%. Passou Flávio Bolsonaro (PL) após o senador virar alvo de inquérito no STF por suposta calúnia contra o petista.
Pensando bem...
...inflação só não incomoda quem usa cartão corporativo.
PODER SEM PUDOR
Repelente de amantes
No governo do general Emílio Médici, o Incra mantinha uma casa em Padre Bernardo, no entorno do DF, freqüentada por figurões da República, dentre os quais ministros e um ilustre parente do presidente, acompanhados de amantes. O jovem presidente da autarquia, Walter Costa Porto, que mais tarde se transformaria numa grande autoridade em Direito Eleitoral no País, temia um escândalo e não sabia o que fazer até que bolou um repelente infalível: Synteko. Mandou besuntar o piso de madeira da casa uma vez por semana, religiosamente. O cheiro forte e as emanações lacrimogênicas puserem fim aos encontros galantes dos amigos e do parente do ditador.
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Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br
Vieira acusa Gilmar por ‘desequilíbrio vaidoso e agressivo’
‘Hipóteses’
Em entrevista à Band, na sexta-feira (17), Gilmar Mendes tentou associar Alessandro Vieira a milícias, sugerindo hipóteses de medo ou associação do relator da CPI. O ministro comentava seu pedido para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue o senador por suposto crime de abuso de autoridade.
“Será que o crime organizado ameaçou o relator e ele ficou com medo? É uma hipótese. Ou será que o relator está interessado no financiamento que o crime organizado pode lhe propiciar numa difícil eleição no Sergipe? Também é uma hipótese. Será que ele faz parte de alguma milícia?”, disse Gilmar Mendes.
O Diário do Poder solicitou à assessoria de imprensa do STF um posicionamento do ministro Gilmar Mendes a respeito das declarações do senador Alessandro Vieira. E publicará eventual resposta do integrante do Supremo.
Lista de trabalho escravo é desmoralizada pelo ministro do Trabalho
Não é de hoje que a lista é alvo de polêmica. Há anos, empresas questionam a interpretação expansiva dada por auditores fiscais do trabalho a alegadas violações de direitos humanos, que, infelizmente, ainda ocorrem no Brasil, tanto em regiões remotas como em centros urbanos. Sem dúvida, é dever do Estado combater toda e qualquer forma de trabalho degradante, mas é também dever do Estado assegurar às empresas a presunção de inocência, o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.
A recente disputa entre Marinho e os auditores fiscais mostra que há algo de errado na elaboração e na divulgação da lista. O atual imbróglio envolve uma suposta atuação do ministro em favor dos interesses da montadora chinesa BYD. A empresa foi alvo de uma operação no canteiro de obras da fábrica de Camaçari (BA) – um reduto eleitoral do PT. Fiscais disseram ter encontrado mais de 150 trabalhadores chineses em condições análogas à escravidão. A BYD foi incluída na lista divulgada no dia 6 de abril e, dois dias depois, a Justiça mandou excluí-la.
Sem entrar no mérito da operação ou da inclusão da montadora na lista, o caso parece mal conduzido por Marinho. O ministro achou por bem não só puxar para si o processo administrativo da BYD como decidiu exonerar, no dia 13, o seu secretário de Inspeção do Trabalho, Luiz Felipe Brandão de Mello. Não se pode condenar os auditores por verem na decisão do ministro uma retaliação.
Não é a primeira vez que pairam suspeitas sobre a forma de Marinho conduzir controvérsias na sua pasta: no ano passado, fiscais já haviam se queixado de uma suposta interferência do ministro em favor da JBS e também de dar uma mãozinha a uma associação ligada ao PT. Tantas suspeitas sugerem desrespeito ao princípio da impessoalidade. É de questionar se Marinho é tão zeloso assim com todas as empresas da lista.
Uma coisa é certa: tudo isso desmoraliza um instrumento criado há duas décadas com a nobre missão de combater a degradação do trabalho no Brasil. Está mais do que evidente que o rigor técnico, se algum dia existiu, cedeu lugar à politização e à arbitrariedade. Enquanto isso, muitas empresas têm sua reputação manchada ao serem incluídas numa lista na qual ficarão por dois anos. O direito a um processo justo deveria ser assegurado a todos, e não apenas aos amigos do rei.
EUA expulsam delegado da Polícia Federa por ‘manipular’ o ICE contra Alexandre Ramagem
Marcelo Ivo é apontado como o delegado brasileiro que, segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, “contribuiu para a prisão do [ex-deputado federal Alexandre] Ramagem em Orlando”. O delegado ocupa a posição desde agosto de 2023.

O governo americano explicou as razões da expulsão.
Segundo anúncio do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA, a decisão tem como base a tentativa de “manipular o sistema de imigração para contornar tanto pedidos formais de extradição, quanto prolongar caça às bruxas política em território dos EUA”.
Ex-deputado e ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência, Alexandre Ramagem foi detido nos EUA por questões migratórias após “meses de articulação entre a Polícia Federal e autoridades migratórias americanas”, segundo noticiou a BBC News Brasil, que atribuiu a informação a “uma fonte com conhecimento das tratativas”.
Ramagem entrou nos EUA com visto de turista, em setembro de 2025, e depois formalizou seu pedido de asilo político no país. Turistas podem permanecer legalmente até seis meses em território americano. Entretanto, o processo de asilo ainda não havia sido concluído, por isso ele estava em condição primeiro considerada irregular por agentes do ICE, agência federal de imigração de alfândega, órgão do Departamento de Segurança Interna.
segunda-feira, 20 de abril de 2026
Prefeita de Itapetim adere à pré-candidatura de Eliane Soares a deputada federal
O filtro popular favorece os novos atores políticos. Lideranças e eleitores observam sem paixões, focam na decência e na honestidade administrativa e, posicionam-se. Esse é o chamado processo de confiança, um dos pontos cruciais no momento do voto.
E esses são fortes pontos de Eliane Soares, que até hoje é considerada a melhor prefeita do interior de Pernambuco.
Eliane Soares se manifestou sobre essas novas adesões; veja.
"É com grande alegria que recebemos o apoio do grupo político da prefeita e do ex-prefeito de Itapetim, Aline e Adelmo, juntos dos vereadores e lideranças que seguem firmes, somando forças ao nosso projeto. Essa união fortalece ainda mais o nosso compromisso com o povo, com responsabilidade, diálogo e muito trabalho. Seguimos juntos, construindo um futuro com mais oportunidades para todos os pernambucanos", explanou Eliane Soares em seu Instagram @elianesoares.
Veja as vagas de trabalho nesta segunda-feira (20), em Petrolina-PE
domingo, 19 de abril de 2026
Dois em cada três brasileiros têm dívidas e 27% vivem no limite do orçamento, diz Datafolha
Em jogo elétrico, Sport fica no empate sem gols com o América-MG, pela Série B
Paraná Pesquisas: Em São Paulo, Flávio tem 48,1% no 2º turno; Lula, 40,3%
No levantamento, 7,2% dos entrevistados afirmam que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 4,3% disseram não saber ou preferiram não opinar.
A mesma pesquisa também apresentou um cenário de primeiro turno em que há empate técnico entre os dois: Flávio Bolsonaro registra 39,3% das intenções de voto, contra 36% de Lula.
Metodologia
A Paraná Pesquisas entrevistou 1.600 eleitores paulistas, entre os dias 11 e 14 de abril, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O levantamento foi realizado com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08453/2026.
Brasileirão tem virada, goleada e Cruzeiro empurrando o Corinthians ao Z4
Além do tropeço pela 12ª rodada, o Timão foi empurrado pelo Cruzeiro para o Z4. A Raposa fez o dever de casa, bateu o Grêmio por 2 a 0 e deixou a zona pela primeira vez nesta edição.
Com isso, o Corinthians fecha o sábado na 17ª colocação com 12 pontos, após duas vitórias, seis empates e quatro derrotas. A Raposa sobe um degrau, na 16ª posição, e soma 13 pontos (três vitórias, quatro empates e cinco derrotas).
Lanterna pode mudar de mãos
Ainda no Z4, a Chapecoense, que só venceu um jogo neste Brasileiro, foi goleada dentro de casa por 4 a 1 para um Botafogo envolvente, que teve Danilo dominando a partida.
A equipe catarinense é a penúltima colocada, com apenas 8 pontos, e precisa torcer para que o Mirassol não vença o Internacional neste domingo (19) no Beira-Rio. O time paulista soma seis pontos e, em caso de vitória, empurra a Chape para a lanterna.
G4 sem mudanças
Na parte de cima da tabela, o São Paulo deixou escapar a chance de dormir na vice-liderança do Brasileirão.
O Tricolor estacionou nos 20 pontos, ocupando a quarta posição, após sofrer a virada do Vasco por 2 a 1 em São Januário. Uma vitória colocava os paulistas com 23 pontos, à frente de Flamengo e Fluminense, segundo e terceiro colocados respectivamente.
Rodada segue neste domingo
11h – Internacional x Mirassol (Beira Rio)
16h – Santos x Fluminense (Vila Belmiro)
16h – Coritiba x Atlético-MG (Couto Pereira)
18h30 – Palmeiras x Athletico-PR (Allianz Parque)
18h30 – Red Bull Bragantino x Remo (Cícero de Souza Marques)
19h30 – Flamengo x Bahia (Maracanã)
Fonte: CNN
Usuários das barquinhas criticam insegurança e cobram fiscalização
Luto em Petrolina: Morre Carlos Benevides, o “Carlinhos”, contador da Câmara de Vereadores
Com uma carreira marcada pela ética e competência, Carlos Benevides não limitou sua contribuição à Câmara. Ele também somou passagens importantes pela Prefeitura de Petrolina, onde deixou um legado de profissionalismo no serviço público. Além da atuação técnica, Carlinhos era uma figura presente no esporte regional. Ele marcou história na diretoria do Petrolina Social Clube, sendo um dos entusiastas e gestores que ajudaram a construir a trajetória do time na região.
A notícia causou profunda comoção entre colegas e autoridades. O presidente da Casa Plínio Amorim, vereador Osório Siqueira, expressou o sentimento de perda que atinge o Legislativo Municipal. “Nós estamos todos consternados. Vereadores, funcionários e amigos que conviviam com Carlinhos estão extremamente tristes. Perdemos mais que um colega de trabalho; perdemos um amigo leal e muito amado por todos”, lamentou Osório.
Até o momento, a família não divulgou informações detalhadas sobre o local do velório e o horário do sepultamento.
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sexta-feira, 17 de abril de 2026
Paulo Guedes critica política econômica petista: ‘Classe média está sendo esmagada’
Embora tenha expressado confiança no favoritismo de vertentes da direita para o pleito presidencial de 2026, Guedes foi enfático ao rejeitar qualquer possibilidade de se candidatar ou integrar estruturas partidárias. Curiosamente, o economista não citou o senador Flávio Bolsonaro (PL) em suas projeções eleitorais. Sobre seu futuro pessoal, declarou de forma categórica:
“Tenho a menor chance de entrar em política. Zero chance.”
Ao expandir sua análise para o panorama global, o ex-ministro observou que as nações ocidentais atravessam um período de reavaliação ideológica. Ele argumentou que a geopolítica passou a dominar as pautas públicas, elevando o controle de fronteiras e o rearmamento ao topo das prioridades do eleitorado. Guedes associa essa mudança à frustração das classes médias com o desempenho econômico das democracias liberais, especialmente diante da forte concorrência da China.
“Nós estamos querendo conversar sobre migração. Nós estamos querendo conversar sobre armamento, armas, para nos defender […] A classe média está sendo esmagada. A gente vê os ricos estando bem, a classe média sendo amassada. Esse sistema não está bom.”
No encerramento de sua fala, o economista projetou um cenário de instabilidade prolongada no exterior. Para ele, impasses diplomáticos e militares, como o embate entre Irã e Estados Unidos, permanecem distantes de um desfecho e devem pautar as relações internacionais por muitos anos.
Diário do Poder
Morre Oscar Schmidt, lenda do basquete, aos 68 anos de idade
Brasil do século 21 ainda nega acesso a água potável há quase 70% das famílias rurais
Relatório da CPI mostra como Vorcaro usou 300 festas de luxo para influenciar autoridades
Cine Trancoso tinha protocolo de sigilo e recrutamento internacional de mulheres
O capítulo mais sombrio das festas de Vorcaro se refere aos encontros realizados em uma casa de veraneio no sul da Bahia, em Trancoso, que ficou conhecido como “Cine Trancoso”. Ele ganhou destaque no relatório de Alessandro Vieira. De acordo com documentos da Polícia Federal entregues ao STF e compartilhados com a CPI, esses eventos eram descritos como reuniões destinadas a um “grupo restrito de autoridades”.
A logística do “Cine Trancoso” envolvia o recrutamento e o transporte, custeados pelo banqueiro, de mulheres estrangeiras provenientes de diversos países, incluindo Rússia, Ucrânia, Lituânia, Suíça, Noruega, Suécia, Holanda, México e Venezuela.
Segundo os investigadores, a escolha deliberada por mulheres de fora do Brasil não era apenas estética, mas estratégica: o objetivo era garantir que as convidadas não reconhecessem as altas autoridades brasileiras presentes, reduzindo o risco de vazamentos ou identificação dos participantes em escândalos futuros.
Para manter a blindagem total desses encontros, Vorcaro teria imposto protocolos rígidos de segurança. Todos os participantes eram obrigados a deixar seus aparelhos celulares desligados, sob a guarda de seguranças particulares da organização.
Enquanto as autoridades eram privadas de seus meios de comunicação para garantir o sigilo, Vorcaro mantinha na residência, ainda segundo o relator, um circuito interno de câmeras que registrava tudo o que ocorria.
Na visão do relator da CPI, esse sistema permitia que ele mantivesse registros de todos os presentes, criando um potencial e perigoso mecanismo de controle ou chantagem sobre os agentes públicos cooptados. O relatório não menciona nomes de possíveis autoridades frequentadoras desses eventos.
Inquérito contra Flávio por suposta calúnia contra Lula alerta para intromissão do Judiciário no debate público
Aos fatos. No início de janeiro, Flávio fez uma postagem no X associando a prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro a futuros reveses para Lula. No texto, o senador fluminense afirmava que o petista seria “delatado” por Maduro, supostamente às autoridades dos EUA que o capturaram, e relacionava o episódio ao “fim do Foro de São Paulo”, além de aludir a supostos vínculos de Lula com o tráfico internacional de drogas, esquemas de lavagem de dinheiro e apoio a ditaduras de esquerda.
Sem dúvida, são imputações muito sérias. Ademais, feitas em uma mídia social de amplo alcance. Mas nada que destoe da agressividade típica das disputas eleitorais de nossa história recente, sobretudo as mais acirradas. O próprio Lula já fez acusações gravíssimas contra adversários em eleições passadas, muitas das quais poderiam facilmente ser enquadradas como crimes contra a honra, e nem por isso o petista foi incomodado pelo Direito Penal. O debate eleitoral pode ser agressivo, incivilizado ou até mentiroso. E daí?
A questão principal dessa história não é a eventual tipicidade da conduta de Flávio Bolsonaro, mas o velho cacoete de setores do Judiciário, e de ministros do STF e do Tribunal Superior Eleitoral em particular, de tratar os eleitores como néscios, incapazes, portanto, de tomar decisões de forma livre e consciente a partir do que observam no comportamento, nas ideias e nas propostas daqueles que brigam pelo seu voto.
Lula – logo quem, o político mais experiente em campanhas eleitorais em atividade – não deveria ter acionado o Ministério da Justiça nem a Polícia Federal em razão da postagem do adversário. Isso é coisa de incumbente acuado, além de autoritário. A Procuradoria-Geral da República, por sua vez, deveria ter fulminado a eventual ação penal no nascedouro, negando-lhe parecer favorável. O Supremo, então, nem se fala. Moraes deveria ter se contido e dado uma lição a todos os pré-candidatos: o Judiciário não será bedel do debate eleitoral.
Mas não. O ministro autorizou a abertura de um inquérito descabido e, ao fazê-lo, alimentou a suspeita não de todo desarrazoada daqueles que interpretaram sua decisão como o início de um processo que, no limite, pode tirar das urnas um dos oponentes mais fortes de Lula. Ou seja, Moraes prestou um enorme desserviço não apenas à Justiça Eleitoral, mas à democracia brasileira.
Este jornal não ignora que a liberdade de expressão não é absoluta no Estado Democrático de Direito. Tampouco defende que acusações infundadas devam circular sem qualquer possibilidade de responsabilização. Mas, no que concerne ao debate estritamente eleitoral, há de prevalecer o princípio da mínima intervenção. Fatos e versões se confrontam e se desconstroem pela própria discussão livre. E quem neste país melhor do que Lula para rebater as acusações que lhe foram feitas por Flávio Bolsonaro usando a mesma arma do adversário, o discurso?
Ao correr para debaixo da saia da Justiça, Lula, a um só tempo, deu projeção às acusações do adversário, permitiu que Moraes exibisse, mais uma vez, a estrela de xerife-geral da República e, de quebra, ainda sugeriu não confiar na capacidade do eleitorado de discernir entre o que é verossímil e o que é mero exagero retórico. É um movimento que empobrece o debate e desloca o eixo da disputa – do convencimento para a intimidação.
Mas mais preocupante é o papel assumido pelo STF. Ao admitir a abertura de um inquérito policial em contexto tão evidentemente político, Moraes reforçou a percepção geral da sociedade de que o Supremo se tornou um anexo do Palácio do Planalto. Que depois Suas Excelências não reclamem do impacto que isso terá nas urnas.
Trecho da BR-116 entre Salgueiro e Trevo do Ibó passará a ter pedágio
A concessão cobre 502 quilômetros da rodovia entre Feira de Santana (BA) e Salgueiro. Estão previstos cerca de R$ 4,3 bilhões em melhorias, que incluem a implantação de um total de cinco praças de pedágio ao longo de todo o percurso da Rota dos Sertões.
Recentemente, o trecho próximo a Ibó passou por obras de pavimentação e ampliação do acostamento para maior segurança, embora ainda opere como pista simples. O Trevo de Ibó é um entroncamento estratégico onde se encontram as rodovias BR-116, BR-428 e BR-316. Historicamente perigoso devido a assaltos, o local apresenta atualmente índices de ocorrências mais baixos, mas ainda exige cautela dos motoristas.
Em outros trechos da BR-116 na Bahia (sentido Sul), as tarifas foram suspensas em maio de 2025 após o fim do contrato com a antiga concessionária ViaBahia, estando sob administração temporária do DNIT.
Policlínica atenderá crianças com sintomas gripais neste final de semana
Veja as vagas de trabalho nesta sexta-feira (17), em Petrolina-PE
quinta-feira, 16 de abril de 2026
Master: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF
A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR), e está sob sigilo. Paulo Henrique será levado pera o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Segundo o advogado Cleber Lopes, o ex-presidente “não cometeu crime algum”.
Informações obtidas pelo Metrópoles revelam que a prisão tem a ver com suposta propina paga pelo Master em negociações com o BRB, envolvendo o ex-presidente e a transação de seis imóveis, no valor de R$ 146,5 milhões.
O dinheiro teria sido usado para a compra de seis imóveis: quatro em São Paulo e dois em Brasília.
De acordo com as apurações, os alvos teriam atuado para estruturar esquema de compliance paralelo para burlar controles internos e regras no BRB.
A suspeita é de que o pagamento de vantagens indevidas tenha ocorrido com a aquisição e transferência de apartamentos, com uso de empresas de fachada.
Esta é a 4ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga esquema de lavagem de dinheiro para o pagamento de vantagens indevidas que teriam sido destinadas a agentes públicos.
Operação combate tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e fraude em concursos no Sertão
Com situação regular nos EUA, Ramagem é liberado e está em casa com a família
O ex-deputado está nos EUA desde setembro de 2025, após a conclusão do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), no qual foi condenado por suposta tentativa de “golpe de Estado”. Ramagem pediu asilo político nos EUA, entretanto seu processo ainda não foi concluído. Ele havia sido levado a um centro de detenção de Orange County, onde estava em uma cela separada.
“Alexandre Ramagem está livre. Obrigado a todos que oraram. Obrigado, presidente Donald Trump e a todos da administração”, escreveu no X o jornalista Paulo Figueiredo, que acompanhou o caso nos EUA, onde também é sócio de uma consultoria migratória que presta serviços para o ex-deputado.
“Ramagem não precisou pagar fiança. Com boa vontade, foi verificado que a situação imigratória dele é absolutamente regular, como dito originalmente”, explicou Figueiredo, que também informou que o ex-diretor da Abin não vai responder a qualquer processo criminal.
Dono da Choquei é preso em operação da PF que apura lavagem de dinheiro
Metrópoles – O influenciador Raphael Sousa Oliveira (foto em destaque), criador da página Choquei, foi preso na operação da Polícia Federal (PF), deflagrada na manhã desta quarta-feira (15/4), que investiga um grupo suspeito de lavagem de dinheiro, com movimentação superior a R$ 1,6 bilhão.
Na operação, foram presos os cantores MC Ryan SP e Poze do Rodo. O influenciador Chrys Dias também figura com um dos alvos da investigação.
Segundo a PF, o grupo utilizava um sistema estruturado para ocultar e dissimular valores, com uso de empresas, terceiros e até transações com criptoativos. As investigações indicam que havia movimentações no Brasil e no exterior, além de transporte de grandes quantias em dinheiro vivo.
Operação Narco Fluxo
- Segundo a PF, mais de 200 policiais federais participam da operação e cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pelo Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos.
- De acordo com a PF, a ação acontece nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.
- A PF acredita que o volume financeiro pelo grupo criminoso ultrapassa R$ 260 bilhões. Além de armas, carrões e dinheiro em espécie, a corporação apreendeu documentos e equipamentos eletrônicos que ajudarão na investigação.
- Entre os presos na operação desta quarta estão os funkeiros MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa, dono da página Choquei.
- A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de Ryan.
- O bloqueio foi imposto a 77 alvos da PF, entre empresas e pessoas físicas.
- De acordo com a decisão judicial, o valor estimado para o bloqueio foi calculado com base no lucro estimado com os crimes que teriam sido praticados: “tráfico internacional de mais de três toneladas de cocaína, somado ao fluxo financeiro identificado nos relatórios de inteligência financeira encaminhados pelo Coaf“.
- Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento.
- As investigações continuam e os alvos podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Polícia Civil divulga foto de suspeito de assassinar motorista em Petrolina
Operação da PCPE em Serrita prende suspeitos de exploração sexual de adolescente
Veja as vagas de trabalho nesta quinta-feira (16), em Petrolina-PE
quarta-feira, 15 de abril de 2026
Homem é encontrado morto no povoado de Nova Descoberta, em Petrolina-PE
Vice-prefeito de Orocó declara apoio a Eliane Soares, pré-candidata a deputada federal
Acidente entre carro e caminhão é registrado próximo ao aeroporto de Petrolina
Polícia apreende quase 30 kg de maconha no N-4, em Petrolina-PE
Por 6 votos a 4, os senadores rejeitaram o texto do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE) que visava impeachment de ministros do STF
Votaram contra: Beto Faro (PT-PA), Teresa Leitão (PT-PE), Humberto Costa (PT-PE), Soraya Thronicke (PSB-MS), Rogério Carvalho (PT-SE) e Otto Alencar (PSD-BA).
A favor: Alessandro Vieira (MDB-SE), Eduardo Girão (Novo-CE), Magno Malta (PL-ES) e Esperidião Amim (PP-SC).
O relator pedia o indiciamento, com encaminhamento para análise de abertura de processo de impeachment, dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O relatório foi barrado depois de a base do governo ter se articulado para mudar três integrantes do colegiado para conseguir uma maioria contrária ao texto. A manobra ocorreu após ministros alvo da CPI pressionarem o governo e o Senado contra o relatório. Os ministros do STF também se manifestaram contrários ao texto.
A reunião da CPI foi marcada por discursos desqualificação do relatório feita por senadores da base governista, maioria neste que foi o último dia de funcionamento da comissão.
“Eu acho que vossa excelência se deixou seduzir por um caminho da política nesse processo e terminou produzindo um relatório que nos deixou a todos com a sensação de que está faltando muita coisa aqui e tem coisas que não deveriam estar aqui”, afirmou o senador Humberto Costa.
O relator Alessandro Vieira disse que ter sofrido ameaças de ministros do STF que tiveram o indiciamento pedido em seu relatório e que não se curvará a elas.
“As pessoas que estão sentadas na Suprema Corte não são donas do País. Elas têm o direito de falar por último sobre o direito, sobre a lei. Mas já de há muito se habituaram a atravessar a rua, a interferir nesta Casa, a interferir na Casa vizinha, a fazer manifestações que são de cunho claramente político e também, infelizmente, mais recentemente, a usar da ameaça como expediente”, disse.
O presidente da comissão, Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou ter críticas a condutas de ministros da Corte, mas alegou não ver provas de que eles tenham praticado crime dolosamente.
“Esse ato de indiciamento é um ato de grande responsabilidade, porque você está lidando com a reputação e a vida das pessoas. E isso é muito grave, é muito sério em uma democracia. Ninguém pode ser punido por fato previsto como crime senão quando pratica dolosamente”
O texto rejeitado pela CPI tem 221 páginas e dedica 23 delas a uma análise de ações e omissões das quatro autoridades no caso do Banco Master.
Dias Toffoli
O relatório final afirma que Dias Toffoli deve ser enquadrado nos dispositivos da lei de crimes de responsabilidade que pune a atuação em julgamento “quando, por lei, seja suspeito na causa” e a atuação “de modo incompatível com a honra, dignidade e o decoro”.
Toffoli assumiu a relatoria do caso Master no STF após acolher pedido da defesa de Daniel Vorcaro, dono do Master. Até então, o caso tramitava na 10ª Vara Federal de Brasília, no âmbito da Operação Compliance Zero.
Como relator, deu decisões classificadas pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) como “atípicas” e causadoras de “legítima perplexidade institucional”, como a imposição de sigilo máximo no processo e a ordem para acautelamento no STF de celulares apreendidos.
Os atos, destaca o relatório, foram praticados “ocultando-se que o ministro havia mantido relação financeira, por intermédio da empresa Maridt, com fundo de investimento ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro e também investigado na Operação Compliance Zero”.
O Estadão revelou em janeiro que Zettel estava por trás do fundo que comprou a participação da família Toffoli em um resort localizado em Ribeirão Claro, no Paraná. Toffoli só admitiria ser sócio oculto da Maridt um mês depois, quando, sob pressão, decidiu deixar a relatoria do caso.
O relatório também cita perícia feita pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro que documentou um canal de comunicação entre Toffoli e Vorcaro que “extrapolava a liturgia do cargo”. O Estadão revelou que nas conversas extraídas do celular do dono do Master, o cunhado de Vorcaro disse que os pagamentos ao Tayayá totalizaram R$ 35 milhões.
A peça elaborada pelo senador Alessandro Vieira afirma que as decisões proferidas “foram sistematicamente favoráveis ao investigado com quem o ministro tinha relação financeira”.
O relator da CPI do Crime Organizado também citou as “múltiplas viagens” em aeronaves privadas ligadas a Daniel Vorcaro. Como mostrou o Estadão, Toffoli usou aviões particulares para pelo menos três viagens ao resort Tayayá, do qual foi sócio oculto.
Alexandre de Moraes
Em relação a Moraes, o relatório atribui os mesmos dispositivos vedados conforme previstos na lei de crimes de responsabilidade: proferir julgamento quando por lei seja suspeito na causa e proceder de modo incompatível com a honra e o decoro.
Ao detalhar as condutas de Moraes, o documento menciona conversas do ministro com o investigado, recuperadas pela Polícia Federal, “em contexto que sugere tentativa de interferência em medida cautelar”. Moraes e Vorcaro conversaram por aplicativo de mensagens no dia da primeira prisão do banqueiro, em novembro. Ambos usavam um artifício que fazia o conteúdo das mensagens desaparecer após visualizados.
No pedido de indiciamento de Moraes, o relator também cita que o ministro tentou contato reiteradamente com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para obter informações sobre o processo de venda do Master ao Banco de Brasília (BRB). A ação, no entendimento de Alessandro Vieira, foi uma “captura regulatória”, que ocorre quando um agente público usa seu prestígio institucional para influenciar o resultado de processo administrativo.
“Tal conduta é especialmente grave porque teria ocorrido enquanto o escritório de sua esposa prestava ao mesmo banco os serviços de ‘política de relacionamento com o poder público’ pelos quais recebeu dezenas de milhões de reais”, frisa o relatório.
O relatório também aponta que Moraes fez uso do “aparato jurisdicional para perseguir quem revelou o conflito de interesses”. O ministro instaurou procedimentos para apurar “vazamento” de informações sobre o contrato do escritório da esposa dele, a advogada Viviane Barci, com o Banco Master. Para o senador, o ato configura uso abusivo do cargo para fins de autopreservação porque, na verdade, o ministro deveria se declarar suspeito e afastar-se do caso.
A banca de advocacia de Viviane Barci, com dois dos filhos do casal, firmou com o Master um contrato de R$ 129 milhões e faturou ao menos R$ 80 milhões, conforme revelaram documentos da Receita Federal entregues à comissão.
O pedido de indiciamento inclui ainda a decisão de “restringir severamente” a requisição e o uso de Relatórios de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a decisão de dar andamento ao julgamento de ação que visa impor novos limites para acordos de delação premiada. Àquela altura, Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel se movimentam para firmar acordos de colaboração.
As “múltiplas viagens” em voos ligados a Daniel Vorcaro também são citados no capítulo do pedido de indiciamento de Moraes. Há registros de pelo menos oito viagens dele e da mulher a bordo dos aviões de empresa que pertencia ao banqueiro para os aeroportos de Congonhas e Catarina, em São Paulo.
Gilmar Mendes
O pedido de indiciamento de Gilmar Mendes é baseado no artigo que pune a atuação de modo incompatível com a honra, a dignidade e o decoro. O relatório afirma que decisões dele em ações relacionadas ao Banco Master e à CPI tiveram efeito de “proteção corporativa”.
Entre as decisões citadas, a que suspendeu as quebras de sigilo da Maridt, empresa de Toffoli, e do Fundo Arleen, que comprou cotas dela no resort do Paraná. O pedido de suspensão foi apresentado em um mandado de segurança da empresa Brasil Paralelo contra a CPI da Covid, arquivado desde 2023, cuja relatoria pertencia a Gilmar Mendes.
“O ministro, em vez de declinar da competência e remeter os autos ao relator natural, acolheu a manobra, desarquivou o processo, converteu o instrumento processual — de mandado de segurança para habeas corpus — e proferiu decisão de mérito em favor de empresa de colega de Tribunal, no mesmo dia do protocolo”, destaca.
Paulo Gonet
O pedido de indiciamento, com solicitação de abertura de processo de impeachment, contra o procurador Paulo Gonet é baseado no dispositivo que aponta “desídia no cumprimento das atribuições”. O relatório afirma que Gonet tinha acesso a uma série de informações sobre conduta de ministros do STF no caso Master, levantadas pela imprensa e pela Polícia Federal, e não atuou como deveria.
O senador Alessandro Vieira salienta que o procurador-geral da República não adotou nenhuma providência concreta no sentido de promover a investigação e a eventual responsabilização das autoridades envolvidas.
“A autoridade operou verdadeira blindagem por meio da inércia, abdicando do mandato persecutório estatal. A omissão qualificada do PGR, no contexto de monopólio funcional que a Constituição lhe confere para a ação penal perante o STF, produz efeito equivalente ao de uma anistia de facto: ao não agir, o único agente público com legitimidade para instaurar a persecução penal contra ministros do STF torna materialmente impossível a responsabilização daqueles que deveria investigar, convertendo a discricionariedade em instrumento de imunidade”, frisa.
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