terça-feira, 26 de maio de 2026
Moraes, Ciro, Motta e os jatinhos dos amigos
Sabido – assim atribuído e já consagrado – que as malas eram do comandante, condição em que viajava com mais pertences que os passageiros. Eram dele – admitiu. Foi ele a passar com as peças por fora. Os demais cumpriram o procedimento padrão. Sabido também que Fernando Oliveira Lima é Fernandin OIG, operador de jogatina, outrora objeto da CPI das Bets no Senado – lá onde tinha suplência eloquente o senador Nogueira – e cuja prosperidade dos tigrinhos depende do Congresso. Também estavam a bordo os deputados, líderes de seus partidos, Doutor Luizinho e Isnaldo Bulhões. O piloto é funcionário do empresário.
Segundo a PF, não haveria “como descartar a possibilidade de envolvimento de um ou mais passageiros detentores de prerrogativa de foro nos delitos sob apuração (…)”, razão por que a investigação chegara ao STF. Na semana passada, Alexandre de Moraes considerou não haver suspeitas contra os parlamentares e determinou que o caso voltasse à primeira instância, acolhido o parecer da Procuradoria-Geral da República, comandada por Paulo Gonet.
Não há delito em legisladores viajarem em jatinhos cujos proprietários têm interesses no Parlamento. (Ciro Nogueira voaria novamente com Fernandin, para a França, em 22 de maio daquele mesmo 25.) E não seria Moraes a ver algum problema nessa prática. (Nunes Marques foi para a festa do cantor Gusttavo Lima, na Grécia, em 2024, em avião do empresário.) Tampouco haverá problema em Gonet dividir a mesa do bar com Moraes e Motta – uísque e charuto pagos por Daniel Vorcaro. Foi em Londres, em abril de 2024. Ninguém pode dizer que a confraria condicione atos (ou omissões) institucionais.
Citado Vorcaro, esse fazedor de amigos, lembremos de mensagem do banqueiro à noiva: “Acabou chegando hugo e ciro aqui para falarem com alexandre”. Era 20 de março de 2025, exato mês antes do desembarque investigado. Ninguém sabe se “hugo” seria o Motta; se “ciro”, o Nogueira; se “alexandre”, o de Moraes. Ainda que fossem, não há delito em o presidente da Câmara e o presidente de partido encontrarem-se com ministro do Supremo na casa do banqueiro que negociava com o banco estatal do Distrito Federal – o memorando de entendimento para a compra do Master pelo BRB seria anunciado em 28 de março.
Estadão
Veja as vagas de trabalho disponíveis nesta terça-feira (26), em Petrolina-PE
segunda-feira, 25 de maio de 2026
Homem é assassinado a tiros no Projeto Maria Tereza, em Petrolina-PE
Lula e STF unidos pela censura
Por Lygia Maria* / Estadão – Como todo populista, Lula e seu partido nunca esconderam a pretensão de controlar o debate público. A antiga fixação numa suposta democratização da mídia migrou para a regulação ampla do que é dito nas redes sociais.
Mas, agora, há um agravante inaceitável. O petista conta com a ajuda da mais alta corte do país, que deveria fazer valer os dispositivos cristalinos da Constituição que garantem o direito à liberdade de expressão. “A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição. É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”, diz o artigo 220.
O decreto presidencial publicado na quarta (20) regulamenta a lambança feita pelo STF, em 2025, no Marco Civil da Internet, lei aprovada em 2014 no Congresso após amplo debate público.
A corte criou uma lista de conteúdos que, se postados de forma massiva, devem ser removidos pelas plataformas, e o decreto de Lula atribuiu a fiscalização a uma agência ligada administrativamente ao Ministério da Justiça. Trata-se de afronta à Constituição e à separação dos Poderes.
Entre os conteúdos estão os chamados pelo STF de “atos antidemocráticos”, como abolição do Estado Democrático de Direito.
Assim, Lula e o Supremo não disfarçam que suas motivações são políticas e buscam autoproteção. Críticas à corte são encaradas pelos ministros como ataque à democracia, e, desde 2019, o inquérito das fake news se vale dessa premissa. Já o petista, em outro decreto, atribuiu à AGU o papel de monitorar críticas a políticas públicas na internet.
O cenário é claro: Executivo e Judiciário se unem contra a liberdade de expressão, enquanto passam por cima do Legislativo.
Na regulação da internet, não é preciso inventar a roda. Basta respeitar a separação dos Poderes, cumprir o que diz a Constituição e garantir que os crimes já previstos em diversas leis sejam investigados e punidos pelo sistema de Justiça, garantindo-se o direito ao contraditório e à ampla defesa. Todo o mais não passa de excrescência autoritária.
*Mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina e doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP
Homem natural de Arcoverde-PE é assassinado a tiros em Petrolina-PE
PRF apreende caminhão com tambor de combustível na cabine e várias irregularidades em Ouricuri
Há vagas de trabalho nesta segunda-feira (25), em Petrolina-PE
domingo, 24 de maio de 2026
Procura-se um procurador-geral da República
Zema caricaturou uma decisão questionada pelo próprio presidente do STF, Edson Fachin, e suspeitas amplamente debatidas sobre o caso Banco Master e a atuação dos ministros. Pode-se considerar os vídeos injustos, agressivos, toscos ou demagógicos. O que não se pode fazer, sem violentar o Direito Penal, é fingir que um fantoche equivale a uma acusação formal de crime.
Calúnia exige imputação falsa de fato determinado. Humor político funciona justamente por exagero, compressão e distorção. Desde os panfletos do século 18 até os programas televisivos contemporâneos, a paródia sempre tratou governantes e juízes como personagens ridículos. Em democracias maduras, autoridades toleram isso. Aqui, o procurador-geral resolveu denunciar.
Zema não tem foro privilegiado. Se Mendes se sentiu ofendido, deveria acionar o Ministério Público na primeira instância. Mas o ministro pediu providências ao colega Alexandre de Moraes, que encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR). E o órgão que deveria funcionar como filtro contra abusos chancelou sua formalização. A peça da PGR se aproxima perigosamente de uma advocacia penal privada da honra de um ministro.
A seletividade fica mais visível quando se observa aquilo que Gonet escolhe não fazer. Mais de uma vez, o próprio Mendes insinuou que o senador Alessandro Vieira teria vínculos com milicianos e o crime organizado. Onde está a denúncia? Onde está o zelo pela honra? A régua muda conforme o sobrenome na capa do processo.
Diante de contratos multimilionários de empresas de Daniel Vorcaro – o banqueiro investigado pela maior fraude no sistema financeiro de que se tem notícia – e o escritório da mulher de Moraes ou a empresa da família de Dias Toffoli, a PGR entrou em estado contemplativo. Quando Toffoli assumiu a relatoria do caso Master, Gonet arquivou pedidos de impedimento que os próprios ministros do STF se viram obrigados a reconhecer – ainda que não formalmente – numa reunião secreta. Mensagens entre Moraes e Vorcaro foram dispensadas como ninharias. Gonet procrastinou a avaliação de um pedido de prisão de Vorcaro quando a Polícia Federal já evidenciava riscos flagrantes de obstrução e intimidação.
A elasticidade muda conforme o alvo. Depois que um ex-assessor de Moraes, Eduardo Tagliaferro, trouxe à tona mensagens e relatos sobre a atuação informal do ministro para perseguir críticos, o foco deslocou-se rapidamente. Em vez de concentrar energia no conteúdo revelado, o aparato persecutório voltou-se contra quem revelou. A Procuradoria investiga o mensageiro com vigor, mas a mensagem foi varrida para debaixo do tapete.
Esse padrão explica por que tantos brasileiros enxergam hoje uma Justiça de castas. Críticas a ministros são equiparadas a “ataques à democracia”. Um entrevero entre Moraes e um cidadão comum em Roma ativou as engrenagens penais da PGR. Uma frase escrita com batom numa estátua gerou pedido de pena superior à aplicada a criminosos violentos. Um Pix de R$ 500 para ajudar a fretar um ônibus com manifestantes rumo a Brasília virou acusação por tentativa de golpe. Já ministros do STF parecem habitar um ecossistema processual muito mais acolhedor, paciente e compreensivo.
O Ministério Público existe para defender a ordem jurídica e fiscalizar o poder, inclusive o poder togado. Uniformidade de critérios, prudência sem covardia, coragem sem abusos, apego rigoroso ao devido processo legal, proporcionalidade e, sobretudo, independência são o que se espera de um bom procurador. Já Paulo Gonet oscila entre dois polos igualmente degradantes para o parquet: o de perseguidor-geral da República e o de prevaricador-geral da República.
Editorial Estadão
Atirador Abre Fogo Do Lado Fora Da Casa Branca E É Neutralizado Pelo Serviço Secreto
Com Carla Zambelli, recusas a extradição de brasileiros se multiplicam
Espanhóis saem às ruas contra ‘máfia socialista’ e pela renúncia de Sanchez
A “Marcha pela Dignidade” exibiu faixas de criticas duras contra o governo e bandeiras da Espanha, em uma manifestação promovida por mais de 150 associações civis, que expuseram o esgotamento de um governo marcado por escândalos de corrupção, alianças espúrias com separatistas catalães e radicais de extrema-esquerda.
Os espanhóis também estão revoltados pelas iniciativas e articulações de Pedro Sánchez, estabelecendo controle ideológico da justiça, censura aos críticos e opositores e um governo considerado desastroso, que afundou a Espanha em divisão social, insegurança nas ruas e erosão das instituições democráticas.
Acusado decse agarrar ao poder a qualquer custo, Sánchez transforma a Espanha num projeto pessoal de perpetuação esquerdista, ignorando o clamor popular por dignidade, honestidade e fim dessa era de aparelhamento estatal e impunidade.
Araripina: Acidente entre moto e caminhão deixa um morto e um ferido
Tragédia na BR-316: Jovem morre em colisão de motocicletas em Trindade
A vítima fatal foi identificada inicialmente como Nelson. Ele era natural do município, residia no bairro da Cohab e havia retornado recentemente à região após um período de trabalho fora do estado.
Dinâmica do Acidente
De acordo com relatos de familiares, a vítima estava em casa assistindo a uma partida de futebol pela televisão antes do ocorrido. Pouco depois, ele decidiu se deslocar até uma festa de vaquejada realizada na localidade de Ramalhete, na zona rural do município vizinho de Araripina.
Nelson pilotava uma motocicleta que havia sido comprada zero km há poucos dias. Durante o trajeto pela rodovia, o jovem colidiu frontalmente contra outra moto. Devido ao forte impacto da batida, ele não resistiu aos ferimentos e faleceu no local antes da chegada do socorro médico. Assista vídeo:
Investigação
As causas que provocaram a colisão entre os dois veículos ainda são desconhecidas. O estado de saúde do condutor da segunda motocicleta não foi divulgado de forma oficial pelas autoridades locais.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e os órgãos de necropsia foram acionados para realizar a perícia no trecho do acidente e fazer a remoção do corpo. O caso segue sob investigação para determinar as responsabilidades da colisão na BR-316.
Blog do Roberto Gonçalves
sábado, 23 de maio de 2026
Justiça dos EUA destrava processo da Rumble contra Moraes
Segundo a ação, as ordens expedidas pelo ministro configurariam “censura extraterritorial” e violariam a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de expressão.
As companhias alegam que Moraes determinou bloqueios de contas sem recorrer aos canais diplomáticos e judiciais previstos entre os países.
Com a autorização da Justiça americana, Moraes poderá apresentar defesa ou pedir mais prazo para responder. Caso ignore a notificação, as empresas poderão solicitar julgamento à revelia.
A juíza responsável pelo caso considerou válida a citação eletrônica após concluir que as tentativas anteriores de notificação formal no Brasil não avançaram. Os advogados das plataformas afirmaram que o procedimento acabou “bloqueado” no país.
Leia mais: STJ recebe notificação dos EUA para intimar Moraes em ação da Rumble
“Ordens secretas de censura”
O advogado Martin De Luca, que representa a Rumble e a Trump Media, comemorou a decisão nas redes sociais.
“A decisão de hoje permite que o caso avance e nos aproxima um passo mais da proteção dos direitos garantidos pela Primeira Emenda dos americanos contra censura estrangeira.
O ministro Moraes impôs ordens secretas de censura do Brasil sobre plataformas americanas e discursos protegidos pela Constituição, contornando o governo e os tribunais dos Estados Unidos. Moraes agora deve responder em um tribunal americano ou enfrentar uma sentença à revelia.”
A ação foi apresentada em 2025 pela Rumble e pela Trump Media, empresa ligada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O processo ganhou apoio de grupos que pedem investigações sobre Moraes com base na Lei Magnitsky, usada pelo governo americano para punir estrangeiros acusados de violações de direitos.
Fonte: O Antagonista
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Flávio tem 47% e Lula 44% no 2º turno, diz pesquisa
Grande fábrica de brinquedos pede recuperação em cenário de grave dificuldade financeira
A empresa comunicou a decisão ao mercado financeiro nesta quarta-feira (20), apontando como principais fatores a necessidade de reestruturação do passivo, o aumento do custo de capital e a restrição de crédito.
Fernando Nakagawa, analista de Economia da CNN Brasil e âncora do CNN Money, explica que o pedido de recuperação judicial não significa o encerramento das atividades da companhia.
“A empresa pede recuperação judicial, mas ela continua operando normalmente, continua fabricando, vendendo e atendendo os clientes”, pontuou Nakagawa.
Situação financeira crítica
Os números divulgados pela empresa revelam um cenário de grave dificuldade financeira. No primeiro trimestre do ano passado, a Estrela registrou receita de quase R$ 60 milhões com a venda de brinquedos, mas o custo da operação atingiu cerca de R$ 56 milhões.
Além disso, as despesas financeiras — compostas basicamente por juros — somaram R$ 40 milhões, resultando em um prejuízo de quase R$ 40 milhões apenas naquele trimestre.
A situação era ainda mais preocupante antes desse resultado negativo. Segundo Nakagawa, a companhia já carregava uma dívida de R$ 115 milhões e prejuízos acumulados superiores a R$ 660 milhões.
“Ou seja, a empresa estava numa situação muito difícil antes mesmo do prejuízo”, destacou o analista.
Desde então, não há novos dados financeiros disponíveis sobre a companhia.
Fatores que levaram ao pedido
Entre os fatores que contribuíram para a crise, Nakagawa apontou os juros elevados e a mudança no comportamento dos consumidores.
Segundo ele, as crianças têm comprado cada vez menos brinquedos físicos e optado por produtos eletrônicos.
“Tudo isso junto faz com que a empresa esteja em dificuldade”, afirmou.
O pedido de recuperação judicial foi protocolado na comarca de Três Pontas, no interior de Minas Gerais. A Justiça precisa autorizar o processo para que se inicie a repactuação da dívida com bancos e demais credores.
A Estrela afirmou ter confiança de que suas atividades industriais, comerciais e administrativas, bem como a oferta de brinquedos e o atendimento a clientes e lojistas, serão mantidos regularmente durante o processo.
A empresa é responsável por clássicos do entretenimento infantil brasileiro, como Banco Imobiliário, Boneca Suzy, Gênios, Autorama, Jogo da Vida, Fofolete, Falcon, Comandos em Ação, Ferrorama e Pogobol, entre outros produtos que marcaram gerações.
Polícia Civil apreende mais de 14 kg de cocaína e desarticula laboratório de refino em Petrolina
sexta-feira, 22 de maio de 2026
Presidente do Congresso barra avanço de CPMI do Master durante sessão do Congresso
Três ônibus universitários de Lagoa Grande e um carro se envolvem em acidente na BR-428 em Petrolina
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quinta-feira, 21 de maio de 2026
Enquanto Pernambuco debate os desafios do descarte irregular de resíduos, Santa Cruz se consolida como exemplo de gestão ambiental implantada ainda na gestão de Eliane Soares
Aliada de Lula, Deolane é presa por envolvimento e lavagem de dinheiro do PCC
‘Mulher da transportadora’
Segundo a Polícia Civil comandada pelo governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), a investigação de alta complexidade foi iniciada em 2019, revelou uma engrenagem financeira milionária utilizada para ocultar, dissimular e reinserir na economia formal valores vinculados à alta cúpula da facção criminosa autodenominada
A investigação iniciou em 2019, com Polícia Penal apreendendo bilhetes e manuscritos com dois condenados presos na Penitenciária II de Presidente Venceslau, que narravam a dinâmica interna sobre a atuação de líderes da organização criminosa encarcerados e possíveis ataques contra agentes públicos. Com novas diligências e três inquéritos policiais, novas camadas da organização foram expostas.
“A análise do material apreendido permitiu identificar referências a ordens internas da facção, contatos com integrantes de elevada posição hierárquica e menções a ações violentas contra servidores públicos. Esses dois indiciados foram condenados e inseridos no sistema penitenciário federal. Ocorre que dentre os trechos analisados, chamou atenção a citação a uma ‘mulher da transportadora’, que teria levantado endereços de agentes públicos para subsidiar ataques planejados pela organização criminosa”, relatou a Polícia Civil, sobre o primeiro inquérito.
O segundo inquérito visava identificar quem seria a mulher mencionada nos bilhetes e qual seria a relação da transportadora com o grupo criminoso. E evidenciou uma empresa de Presidente Venceslau usada pelo crime organizado para lavar dinheiro, que foi alvo da Operação Lado a Lado, contra movimentações financeiras incompatíveis, crescimento patrimonial sem lastro econômico suficiente e a utilização da transportadora como verdadeiro braço financeiro da facção.
Fonte: Diário do Poder
quarta-feira, 20 de maio de 2026
O que a amiga de Lulinha disse à PF sobre o dinheiro do Careca do INSS
Crise no STF expõe racha entre ministros e amplia tensão em torno do Caso Banco Master
Nos bastidores, ministros avaliam que Fachin tem endurecido o controle sobre a tramitação de ações e distribuição de processos, especialmente após a repercussão do Caso Banco Master. A tensão aumentou diante de suspeitas envolvendo familiares e pessoas próximas a integrantes da Corte, além de movimentações ligadas à CPMI do Crime Organizado. O episódio aprofundou o clima de desconfiança entre ministros e ampliou o desgaste institucional do STF em meio ao avanço das investigações.
Atraso no subsídio ao diesel por parte do governo Lula pode desabastecer postos, diz associação
De acordo com empresas importadoras e distribuidoras médias, a preocupação é que faltem recursos para importar diesel a partir de junho. Isso porque as importadoras vendem o diesel subsidiado com base na tabela de referência de preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP), e depois pedem ao governo o ressarcimento da diferença.
Atualmente, os importadores respondem por algo entre 25% e 30% do consumo de diesel no Brasil. Segundo Sergio Araújo, presidente da Abicom, que reúne os importadores, o atraso no pagamento das subvenções vem gerando um grave problema no fluxo de caixa, o que começa a impactar a possibilidade de pagar pelo combustível em compras futuras.
— Os importadores fizeram a venda do diesel importado obedecendo à subvenção na expectativa de receber. As primeiras documentações foram enviadas no início de abril. Havia o compromisso de pagar em 15 dias, mas até hoje ninguém recebeu. E ainda não há uma data — afirma Araújo.
A questão é que, para pagar, a ANP precisa ter acesso a informações da Receita Federal. As duas instituições estão trabalhando na elaboração de um acordo de cooperação. Até a semana passada, a elaboração do acordo com a Receita ainda estava em andamento. Nesta terça-feira, a ANP não respondeu.
R$ 75 milhões a receber por navio
No início deste mês, a Petrobras disse que tem R$ 741 milhões a receber entre março e o início de maio, durante a apresentação dos resultados financeiros do primeiro trimestre.
De acordo com Araújo, um navio com 50 milhões de litros e um subsídio de R$ 1,52 por litro deixa em aberto uma conta de cerca de R$ 75 milhões para cada navio. Segundo a Abicom, um importador compra de um a três navios de diesel importado por mês.
— Isso afeta toda a disponibilidade de caixa. E, com os juros no atual patamar, a situação fica ainda mais crítica. Felizmente, o mês de maio já está garantido, mas junho está com um line-up de pedidos muito fraco, pois o mercado está demandando diesel. Por isso, há risco de faltar combustível — alerta Araújo.
Outra fonte que representa os distribuidores também alerta para o cenário de indefinição e redução no volume de compras por problemas de caixa. Para ele, somente as grandes empresas, como Petrobras e Vibra (ex-BR) conseguem ter caixa suficiente para manter suas operações em dia. “Mas essa não é a realidade das outras empresas”, atesta um outro executivo do setor.
23 empresas se habilitaram para o programa
Até agora, 23 empresas se habilitaram no programa de subvenção do diesel, como Petrobras, Refinaria de Mataripe, da Acelen, Refinaria de Manaus, do grupo Ream, e Vibra, além de importadoras, tradings e médias distribuidoras. Somente entre os associados da Abicom, são seis empresas nessa situação, como Sea Trading, Midas Distribuidora, On Petro Trading, Petro Energia, Royal Fic e Sul Plata, com base na tabela da ANP.
No caso dos importadores, por exemplo, a tabela da ANP mostra que, no Sudeste, o preço de referência do diesel entre 16 e 31 de maio era de R$ 5,2992 por litro. Sobre esse valor incidiam duas subvenções: R$ 0,32 por litro da MP editada em março e mais R$ 1,20 por litro da MP publicada em abril.
Assim, o preço final de comercialização caiu para R$ 3,7792 por litro. Na prática, o importador vende mais barato ao mercado, mas teria direito a receber do governo R$ 1,52 por litro, correspondente ao desconto concedido.
Já para refinarias que produzem diesel com petróleo nacional próprio, como a Petrobras, o subsídio é menor porque o custo de produção também é inferior. No Sudeste, o preço de referência calculado pela ANP era de R$ 4,8992 por litro, enquanto o preço de comercialização ficou em R$ 3,7792 após o abatimento de R$ 1,12 em subvenções.
Subvenção na gasolina
O programa de subvenção foi criado para amenizar a alta nos preços internacionais do petróleo por conta do conflito no Irã. O governo Lula anunciou ainda, no último dia 12 de maio, a subvenção da gasolina produzida no Brasil ou importada de outros países. Para isso, foi editada uma medida provisória que estabelece que a nova subvenção não poderá ultrapassar o teto dos tributos federais incidentes sobre os combustíveis. O valor exato ainda será definido, e a medida será aplicada por dois meses. Atualmente, a gasolina é tributada em R$ 0,89 por litro, valor que inclui PIS, Cofins e Cide.
Segundo os representantes do setor, ainda é preciso que o Ministério da Fazenda publique uma portaria definindo os valores exatos da subvenção.
Confira as vagas de trabalho nesta quarta-feira (20), em Petrolina-PE
Homem morre atropelado por carreta nas proximidades do shopping de Juazeiro-BA
Um grave acidente resultou na morte de um homem em Juazeiro-BA, na manhã desta quarta-feira (20).
Segundo informações preliminares, a vítima de identidade não divulgada evoluiu a óbito nas proximidades do shopping Juá Garden após ser atropelada por uma carreta.
Equipes de polícia e do IML (Instituto Médico Legal) foram acionadas para atender à ocorrência.
Até o presente momento, não há maiores detalhes sobre o caso, que deve ser investigado pelas autoridades competentes.
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terça-feira, 19 de maio de 2026
Grevistas da limpeza em Petrolina denunciam abusos e fraudes trabalhistas
Escândalo do Banco Master: Instituto AtlasIntel é acusado de proteger Lula em nova pesquisa
O Instituto AtlasIntel utilizou um áudio do senador Flávio Bolsonaro em um levantamento recente, o que gerou duras críticas do jornalista Claudio Dantas sobre um suposto “viés de confirmação” e a blindagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de integrantes do PT no caso Master.
De acordo com o jornalista, a abordagem da AtlasIntel demonstra uma clara disparidade no tratamento dos atores políticos envolvidos ou citados no escândalo:
A pesquisa direciona perguntas específicas com gatilhos emocionais sobre o senador. O questionário indaga se o áudio surpreendeu o eleitor, se evidencia envolvimento direto e se ele deveria desistir de concorrer à Presidência.
O instituto é acusado de poupar o governo federal. Não foram feitos questionamentos sobre as reuniões de Lula com o banqueiro do Master, o apoio à farmacêutica de Nelson Vorcaro, as contratações de Guido Mantega e Ricardo Lewandowski, ou as relações de Rui Costa e Jaques Wagner com interlocutores do banco.
Desde o início do escândalo, a AtlasIntel abordou o tema apenas em março, dentro de um levantamento sobre o STF. Na ocasião, foram feitas poucas perguntas genéricas, sem citar contratos polêmicos como o de Viviane Barci ou a sociedade de Dias Toffoli no resort Tayayá.
Bastidores e “Armadilha Retórica”
Após os questionamentos públicos de Dantas, o CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, teria oferecido a inclusão de um áudio ou vídeo de Lula em uma próxima pesquisa para testes. O jornalista classificou a oferta como uma “armadilha retórica” para simular isenção, argumentando que um instituto estritamente técnico já deveria ter incluído as evidências que pesam contra o governo de forma espontânea.
Menor é apreendido com arma branca em escola no Centro de Araripina
Um adolescente foi apreendido pela Polícia Militar na tarde desta segunda-feira (25), após ser flagrado portando uma arma branca...