Com quase dois a cada cinco eleitores da amostra, a faixa de dois a cinco salários é uma das mais críticas para Lula. Considerando a margem de erro específica do segmento — quatro pontos percentuais —, o presidente viu a aprovação seguir tecnicamente congelada, mas com oscilação negativa de dois pontos. Hoje, 42% desses eleitores apoiam o trabalho do petista, contra 55% que o rechaçam.
Além do cenário estagnado na percepção sobre o governo, as projeções eleitorais mostram que Flávio cresceu no embate direto num eventual segundo turno. A faixa de renda aqui analisada foi a segunda com maior variação nos últimos três meses, atrás apenas dos mais ricos. Entre os entrevistados com renda de dois a cinco salários, o herdeiro do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) derrota o petista por 48% a 40%. A despeito de representar empate técnico no limite da margem, o resultado inverte o registrado em dezembro, que era de 47% a 40% para o presidente.
Na campanha de 2022, a promessa de ampliar a isenção do IR foi uma das principais bandeiras de Lula. O Congresso a aprovou no ano passado, e, no PT, a leitura era de que a medida impulsionaria a avaliação do presidente quando entrasse em vigor.
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