terça-feira, 17 de março de 2026

Focus: mercado aumenta projeção da inflação para 4,1%

O Banco Central divulgou, nesta segunda-feira (16), o Relatório Focus com uma atualização nas expectativas dos especialistas financeiros, que agora preveem uma inflação de 4,1% para o ano de 2026. O dado anterior indicava um índice de 4,05%. Mesmo com o acréscimo, o número se mantém abaixo do limite máximo de 4,5% definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Para o período em questão, a meta central estipulada pelo governo é de 3%. Como o sistema admite um intervalo de variação de 1,5 ponto percentual, o cumprimento do objetivo ocorre se o IPCA oscilar entre 1,5% e 4,5%. No cenário atual, o custo de vida registrou alta de 0,70% em fevereiro, acumulando 3,81% nos últimos 12 meses. Em 2025, o indicador soma um avanço de 4,26%, enquanto a projeção para 2027 foi ratificada em 3,8%.

No que tange à atividade econômica, o mercado promoveu um ajuste marginal na previsão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, que passou de 1,82% para 1,83%. As estimativas para os anos seguintes foram preservadas em 1,8% (2027) e 2% (2028). Em uma análise comparativa, o país cresceu 2,3% em 2025 segundo o IBGE, número que contrasta com a visão do Ipea para 2026, que aposta em uma alta de 1,6%, contra os 2,3% esperados pelo Executivo Federal.

Em relação à política monetária, a projeção da taxa Selic para o encerramento de 2027 permaneceu estável em 10,5% ao ano, baixando para 10% em 2028. Atualmente, os juros básicos estão fixados em 15% ao ano, após decisão do Copom em janeiro. Os membros do comitê voltam a se reunir nos próximos dias 17 e 18 de março para deliberar sobre a taxa.

Por fim, o relatório apontou uma queda na expectativa para a moeda americana. A cotação do dólar para o final de 2026 recuou de R$ 5,41 para R$ 5,40. Para o ciclo de 2027, o valor estimado passou de R$ 5,50 para R$ 5,47, ao passo que a previsão para 2028 foi mantida no patamar de R$ 5,50.

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