sexta-feira, 10 de abril de 2020

Pernambuco usa Cloroquina, mas alerta para incerteza de eficácia


Embora ainda não haja pesquisas que de fato comprovem a eficácia da Cloroquina e da Hidroxicloroquina no tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus, o Ministério da Saúde distribuiu as substâncias para as secretarias estaduais do País acrescentarem em seus protocolos de medicação em quadros graves da doença.

Pernambuco recebeu dez mil unidades de Cloroquina, que foram repassadas para as unidades de saúde, e pode receber outras remessas, de acordo com o secretário Estadual de Saúde, André Longo. Ele disse ainda que o Lafepe (Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco), a depender de adaptações em sua estrutura, pode também produzir a substância futuramente, caso haja evidências mais sólidas em relação à eficácia.

Não se sabe, porém, quantas pessoas no Estado já fizeram uso desse fármaco em seu tratamento. “O Oswaldo Cruz atende a recomendação do MS para usar em casos mais graves, mas como é uma medicação que qualquer médico pode prescrever, algumas pessoas usam. O atendimento é multicêntrico, cada hospital criou o seu protocolo. Sei de alguns casos que utilizaram e foram a óbito, assim como outros casos que usaram e não foram a óbito. Mas o quantitativo é muito pequeno para se chegar a uma conclusão se tem ou não efeito”, explicou o chefe do Departamento de Infectologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, Demetrius Montenegro.

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Fiocruz divulga possível eficácia de medicamento contra Covid-19


O HUOC é a unidade de referência no tratamento de pacientes com a Covid-19 no Estado e participa, inclusive, de um estudo global da Organização Mundial de Saúde (OMS), coordenado no Brasil pela Fiocruz no Rio de Janeiro. "A ideia é saber se a Cloroquina vai ser eficiente, se haverá diferença entre pacientes com casos graves e aqueles com sintomas mais leves. Nesse estudo são usadas outras medicações antivirais também. Na China, por exemplo, foi utilizado Lopinavir, que é usado por pessoas que têm HIV”, disse Montenegro.

"O grande problema hoje é em relação à discórdia entre os médicos e pontos de vista diferentes. Temos pessoas que defendem com unhas e dentes a utilização independente do estado crítico ou não de saúde (do paciente). Cheguei até a ouvir sobre uso profilático. E é preciso muito cuidado. Os trabalhos feitos em cima dessas medicações foram basicamente em pessoas com estado de gravidade maior. Não se tem, do ponto de vista científico, um fundamento real para utilizar (a medicação) em qualquer pessoa independente da gravidade da doença. Algumas orientações internacionais que indicavam o uso depois voltaram atrás. Então, existe muita dúvida em relação ao uso dessa medicação em pacientes com Covid”, completou. Folha PE

População faz protesto em frente a sede da Rede Globo, em Brasília (veja o vídeo)


Nesta quinta-feira, 9, um grande protesto foi registrado contra a Rede Globo, em frente à sua sede na Asa Norte, em Brasília.
Vídeos foram registrados e manifestantes que estiveram no local lançaram criticas a emissora através de caixas de som.
A manifestação é o retrato da população cansada com a propagação apocalíptica da Globo, quanto a pandemia de coronavírus que está no país.
Dois carros de som participaram do protesto e ficaram em frente a sede por cerca de 20 minutos, de 12h20 às 12h40.
A manifestação foi acompanhada pela Polícia Militar do Distrito Federal.
Confira:

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Cloroquina será usada contra covid-19 na rede municipal de São Paulo


A rede municipal de saúde de Saúde de São Paulo introduziu o uso de cloroquina para o tratamento contra a covid-19, informou o prefeito Bruno Covas nesta quinta-feira (9). "Desde que haja prescrição médica, desde que haja consentimento do paciente ou da família, a secretaria municipal, nossos hospitais municipais vão passar a administrar também a cloroquina", disse Covas. 

De acordo com o prefeito, há 6 mil comprimidos disponíveis na rede do muncípio para tratamento, o que permite atender mil pacientes. Covas afirmou ainda que determinou a aquisição de novas unidades do medicamento para o combate da doença.
Em entrevista coletiva, Covas anunciou também que fará na segunda-feira (13) uma reunião com representantes dos setores de comércio e serviços para discutir a possibilidade de adoção de horários escalonados nos serviços essenciais que contuam abertos som o objetivo de evitar picos de algomeração, em especial, tranporte público da cidade. 

Brasil

A indústria farmacêutica instalada no Brasil tem cerca de 8,9 milhões de comprimidos de medicamentos à base de cloroquina e hidroxicloroquina. Estes produtos são aposta do presidente Jair Bolsonaro no combate ao coronavírus, mas estão recomendados pelo Ministério da Saúde somente para pacientes internados, pois faltam estudos conclusivos sobre segurança e eficácia da droga.
A indústria afirma que tem capacidade para produzir a demanda pelo remédio, mesmo com bloqueios de exportações da Índia, principal fornecedora da matéria-prima. R7

Quarentena afrouxa em todas as capitais, em especial Manaus


Entre a última semana de março e os primeiros dias de abril, a diminuição no isolamento da população foi o padrão para todas as capitais brasileiras. Mesmo em casos onde a variação foi pequena, houve algum aumento na circulação de pessoas. Nenhuma capital viu suas ruas ficarem mais vazias durante a semana passada.
A variação foi identificada com base na localização de 60 milhões de telefones celulares no país, compilada pela empresa In Loco, e tem sido analisada por pesquisadores brasileiros para determinar a relação do movimento nas ruas com o grau de contágio pelo novo coronavírus.
A equipe de cientistas - que reúne representantes de Ministério da Saúde, Universidade de Brasília (UnB), Universidade de São Paulo (USP) e Instituto Oswaldo Cruz - já confirmou que o aumento da reclusão no fim de março evitou infecções e internações. Resta saber o quanto a queda recente do isolamento vai influenciar no número de casos nas próximas semanas.
Entre as dez maiores capitais do país, a que apresentou maior proporção de pessoas circulando nas últimas semanas foi Manaus. A capital do Amazonas é uma das mais atingidas pela covid-19. Menos da metade da população se manteve em casa durante a última semana - a média nos dias de semana ficou abaixo dos 48% de isolamento. A Secretaria de Saúde amazonense admitiu que espera um colapso no sistema de saúde para os próximos dias, considerando intensidade do contágio e o número reduzido de leitos na cidade.
Os pesquisadores acreditam que a movimentação identificada pela base de geolocalização, com os celulares, é muito próxima da movimentação real dos 220 milhões de brasileiros. "Como estamos trabalhando com uma base de 60 milhões de usuários, provavelmente essa queda que você está vendo de 2%, 3% (entre uma semana e outra ) é uma queda real", diz o pesquisador Júlio Croda, que participou do estudo.
No Rio, por exemplo, a diferença de quatro pontos percentuais de uma semana para outra pode significar, portanto, ao menos 252 mil pessoas a mais nas ruas. Em Manaus, a variação pode significar um aumento de apenas 17 mil, mas o que preocupa especialistas é que a cidade manteve um patamar baixo de isolamento em relação ao restante do País, além da baixa quantidade de leitos em relação à população. Manaus é a única metrópole que se manteve com mais da metade da população circulando na rua mesmo quando considerados os índices do último fim de semana, período em que a reclusão tende a aumentar.
Entre as cidades mais atingidas, um dos maiores aumentos na circulação de pessoas ocorreu na capital do Ceará, Fortaleza. Cerca de 59% da população manteve-se em casa durante a última semana de março. Na semana passada o índice caiu seis pontos porcentuais, para 53%. Isso pode representar cerca de 158 mil pessoas a mais nas ruas.

Entre as maiores capitais do País, Goiânia, Belém, Salvador e Curitiba vêm logo em seguida, com os menores níveis de isolamento. O motivo pode estar nas alternativas de renda para a população mais pobre. "Para conseguir segurar essas pessoas em casa, precisaríamos de acesso à renda. É nisso que demoramos muito (para fazer)", diz o infectologista Eliseu Waldman, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP. "Ficar dentro de uma casa nessas condições em Manaus, na temperatura e umidade que têm na cidade, é muito difícil."
Variação
Variações maiores ocorreram em capitais com populações menores. Florianópolis, em Santa Catarina, foi o local com o maior aumento na circulação de pessoas. Durante os dias de semana, entre 23 e 27 de março, a cidade chegou a ter 65% da população dentro de casa. Na semana seguinte, a média caiu para 55%.
Mas há quem se mantenha confinado. Faz 21 dias que o aposentado Sebastião França, de 61 anos, não encontra os amigos nas mesas de dominós, antes disputadas, no centro de Florianópolis. "Eu não aguento, preciso sair, falar com as pessoas, mas não aparece ninguém. Todos estão confinados", contou.
Na terça-feira, a prefeitura de Florianópolis emitiu as duas primeiras multas por descumprimento do isolamento social na cidade. As duas pessoas estão entre os casos considerados suspeitos e, segundo informou o município, um deles se recusou a assinar termo de isolamento domiciliar e outro se recusou a coletar exames. A multa para cada um foi de R$ 500.


quarta-feira, 8 de abril de 2020

Sem arrependimentos: Doria sobre troca de elogios com Lula: “Temos que ter grandeza, o coração aberto” (veja o vídeo)


O coronavírus está sendo revelador. É a chance de políticos oportunistas em prejudicar o presidente da República.
Assim, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, João Doria, assumiram publicamente esse enlace maligno.
Não bastando o escancarado relacionamento entre o tucano e o petista, Doria reafirmou nesta segunda-feira (6), em entrevista à rádio Jovem Pan, não se arrepender de ter trocado elogios com o ex-detento.
“Nenhum arrependimento. Estamos vivendo a pior crise de saúde pública e econômica do país. Tudo que não precisamos é alimentar antagonismos, precisamos estar juntos para vencer essa crise. [...] Tenho diferenças enormes em relação ao ex-presidente Lula, assim como outros que o sucederam, como Dilma Rousseff, mas não é a hora de antagonismos, nem mesmo com Bolsonaro”, disse Doria.
O governador ainda aproveitou também para criticar os comentários de Bolsonaro, que havia classificado a aproximação de Lula e Doria como “ridícula”.
“Eu lamento até que o presidente insista em estabelecer esse nível de antagonismo que altere seu tom de voz, que faça manifestações até ruidosas e, em alguns casos, até muito pouco elegante e bastante deseducadas. [...] Não é hora de disputas políticas, ideológicas, nem hora de ficar lembrando o passado ou estabelecer condutas visando eleições. É hora de salvar vidas”, salientou o tucano.
E finalizou:
“Temos que ter grandeza, o coração aberto.”
Lula, o responsável pelo maior esquema de corrupção da história do Brasil, coube no coração de Doria. Bolsonaro, sem nenhuma denúncia de corrupção em seu governo, não cabe.
É a questão da má índole...
Confira:
da Redação Jornal da Cidade Online

Trump questiona idoneidade da OMS: “Por que eles nos deram uma recomendação tão defeituosa?”


O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, criticou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta terça-feira, 7, em suas redes sociais.
Segundo Trump, a OMS ‘estragou’ tudo.
O presidente americano afirmou que por alguma razão, ainda não explicada, a organização tem suas ligações muito ‘centrada na China’.
Por que eles nos deram uma recomendação tão defeituosa?”, questionou o presidente.
Confira:

terça-feira, 7 de abril de 2020

Constantino: Demitir Mandetta agora seria um erro


Luiz Henrique Mandetta diz que fica no cargo até o fim da pandemia e pede paz para trabalhar. Pressionado, o ministro da Saúde ressaltou que até limparam a gaveta dele e reclamou que críticas não construtivas dificultam o ambiente de trabalho.

“Tem muita gente torcendo pela queda do Mandetta porque criou-se uma torcida organizada a favor do coronavírus porque querem derrubar o Bolsonaro. É óbvio que o presidente está insatisfeito com boa parte da conduta do ministro, isso já ficou público.

Eles tem divergências, o que é normal, mas algumas estão se tornando essenciais e insustentáveis. Eu acho que seria um erro o presidente demitir Mandetta nesse momento. Ele não se mostrou inflexível em relação a certas demandas e acho que dá para chegar a um meio termo e levar em conta as demandas do presidente, que são iguais a de boa parte da população.” JP

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Promotora é atacada por entidade de magistrados, por recorrer da soltura de estuprador condenado a 109 anos


O cidadão tem uma pena de 109 anos para cumprir.
O crime? Estuprou os seus próprios sobrinhos.
Ou seja, cometeu o crime gravíssimo dentro de casa, contra a própria família.
Pois então, ai vem uma juíza e numa leva gigante de soltura de 1.508 criminosos e solta esse bandido.
Para protegê-lo do Coronavírus vai mandá-lo de volta para o 'aconchego familiar'.
A promotora, em defesa da família e da sociedade, recorre e ataca publicamente a atitude irresponsável da magistrada.
A Amagis, entidade que congrega os magistrados, toma as dores de sua integrante e ataca a promotora que, na realidade, tomou as dores da família das vítimas e da sociedade.
Não restou outra alternativa para a MP Pró Sociedade, senão uma Nota de Desagravo á promotora de Justiça Paloma Coutinho Carballido.
Tempos sombrios…
Eis a Nota de Desagravo:

José de Abreu é réu em mais um processo e tem situação criminal bastante complicada (veja o vídeo)


A vida do ator José de Abreu virou uma rotina de se esconder de oficiais de justiça.
São inúmeros os processos movidos contra essa figura abjeta, especialista em macular a reputação de pessoas de bem, que não comungam com suas posições políticas.
O mais novo caso envolvendo José de Abreu é uma ação criminal onde a vítima por injúria, calúnia e difamação é o ator Carlos Vereza.
Numa discussão política no Twitter, José de Abreu, como sempre, perdeu a linha e partiu para agressões verbais que ensejaram as práticas criminosas.
Ocorre que, além desse processo-crime, o insano ator é alvo de uma série de outros processos movidos por outros artistas, personalidades e instituições.
Há quem diga que, cedo ou tarde, Zé de Abreu fatalmente vai amargar um xilindró.
Merecidamente...
Veja o vídeo:

Bolsonaro avisa que usará sem medo a caneta contra ministros que viraram estrelas


O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo (5) que algo subiu à cabeça de integrantes de seu governo, “viraram estrelas”, e que “a hora deles vai chegar”, avisando que não tem “medo de usar a caneta”.
“Algumas pessoas no meu governo algo subiu a cabeça deles”, disse o presidente a a um grupo de religiosos que se aglomerou diante do Palácio da Alvorada. “Eram pessoas normais, mas, de repente, viraram estrelas, falam pelos cotovelos, tem provocações. A hora deles não chegou ainda não. Vai chegar a hora deles. E a minha caneta funciona. Não tenho medo de usar a caneta, nem pavor. E ela vai ser usada para o bem do Brasil. Não é para o meu bem. Nada pessoal meu”, afirmou.
Na semana passada, o presidente observou, em tom de aviso prévio, que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, “precisa ser mais humilde”.
Bolsonaro está claramente incomodado com o comportamento de Mandetta, que na sua avaliação tem aproveitado a crise do coronavírus para fazer política. Por Cláudio Humberto

domingo, 5 de abril de 2020

Covid-19: Twitter restringe post de Osmar Terra e ação gera polêmica



O Twitter aplicou sanção a uma publicação feita neste sábado (4) pelo deputado federal Osmar Terra na rede social, na qual o ex-ministro questiona o isolamento social como medida combativa ao novo coronavírus. 
Na mensagem em questão, Terra inicia o texto afirmando que a quarentena aumenta o número de casos da covid-19 — posição contrária às recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde).
Diferentemente de remoções aplicadas antes a publicações de outros políticos, desta vez a rede social manteve a publicação, mas limitou seu alcance e engajamento. O Twitter afirma que, embora considere que a mensagem viole suas regras, julga importante manter publicações de representantes públicos eleitos e governos "devido ao interesse público significativo de saber e poder discutir as ações e declarações deles."
A ação movimentou a rede social. Poucas horas após a sanção, Osmar Terra fez nova publicação e demonstrou incômodo com o ocorrido: "Há uma corrente catastrofista no Twitter que não aceita opinião diferente sobre a epidemia, chegando ao cúmulo de pedir ao controlador do TT (Twitter) que me bloqueie por divulgar “fakes”. Imagino que seja fácil provar confrontando os dados que apresento com os oficiais, porque (sic) não o fazem?"

A publicação passou de 1.000 respostas, a maioria entre apoiadores. "Obrigada por nos manter informados! Não desanime! Obrigada!", escreveu uma seguidora. "Ciencia não é questão de opinião", rebateu outro usuário.
Remoções do Twitter
Nas últimas duas semanas, políticos ligados a Jair Bolsonaro e o próprio presidente passaram por situações parecidas na rede social. Primeiro, foram tirados do ar dois tuítes do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e um do senador Flávio Bolsonaro, pois as postagens violaram as normas da rede social.
Dias depois, foi a vez do presidente: os posts eram vídeos de Jair Bolsonaro durante passeio pelo comércio em cidades do Distrito Federal. Também por violações às regras, as publicações foram excluídas.
Como o Twitter se posiciona
O Twitter escreveu uma nota sobre as regras a respeito de conteúdos que, na avaliação da rede social, vão contra informações de saúde pública. Confira:
"O Twitter anunciou recentemente em todo o mundo a expansão de suas regras para abranger conteúdos que forem eventualmente contra informações de saúde pública orientadas por fontes oficiais e possam colocar as pessoas em maior risco de transmitir Covid-19. Entre as medidas que podemos tomar em caso de violação a essas regras está a aplicação do aviso de interesse público nos casos em que líderes violam nossas diretrizes específicas para Covid-19. À medida que a pandemia evolui, queremos garantir que estamos usando nosso aviso para manter um registro público, oferecendo às pessoas mais contexto sobre o que seus líderes estão dizendo e garantindo que eles sejam capazes de se responsabilizar por seus comportamentos." R7







Constantino: A ‘Vaza Jato’ deu errado


A justiça rejeitou, por enquanto, denúncia contra o jornalista Glenn Greenwald, mas outras seis pessoas viram réus por causa de ataque hacker. O magistrado ressaltou a decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, que proibiu investigações contra o editor do The Intercept Brazil.
“Esse caso realmente deu errado para aqueles que achavam que iam usar a Vaza Jato para enfraquecer ou até derrubar o ministro Moro. Tudo muito esquisito desde o início. Não se sabe muito ao certo qual foi a participação do jornalista, ou militante de esquerda que atua como jornalista Glenn Greenwald. A decisão de Gilmar Mendes impediu que houvesse investigação a ele, apesar de indícios da participação de Glenn. Até onde vai a liberdade de imprensa e começa a cumplicidade no crime é que fica a grande reflexão. Mas, a Vaza Jato deu errado.” JP

A Linx tem o termômetro do varejo e seu CEO avisa: “queda nas vendas já chega a 50%”



Poucas empresas conseguem medir com precisão a temperatura do varejo como a Linx. Especializada em software de gestão, ela tem uma participação de mercado de 42% nesse setor, segundo dados da consultoria IDC.
Em 2019, foram transacionados R$ 300 bilhões através de seus sistemas. São mais de 50 mil clientes, em diversos segmentos da economia, de farmácias a postos de gasolinas, passando por restaurantes e operações de comércio eletrônico.
Por esse motivo, a companhia tem a capacidade de medir, em tempo real, o que está acontecendo no setor varejista. E os primeiros números foram ruins, mostrando que o impacto da pandemia do coronavírus nessa área não foi pequeno.
“Teve uma queda média nas vendas de 50%, considerando todos os setores em que a Linx atua”, afirmou Alberto Menache, CEO da Linx, em entrevista exclusiva ao NeoFeed. Os dados comparam os dias 30 e 31 de março aos mesmos dias da semana no início do mês de março.
Com um caixa líquido de R$ 560 milhões, Menache diz também que a Linx tem dinheiro para aguentar um ano sem ganhar um centavo. Mas observa que esse não deve ser o caso, pois 80% do faturamento da empresa é proveniente de receitas recorrentes. Em 2019, isso significou recursos de R$ 762 milhões à companhia.


O executivo não quis fazer previsões sobre o impacto ao negócio da Linx, que faturou R$ 788,1 milhões em 2019 e tem um valor de mercado de R$ 3,1 bilhões. Mas afirmou que até agora não notou nenhuma perda de clientes.
Menache ressaltou que a companhia, cuja origem é de 1985, passou por diversas crises e que, apesar das adversidades, conseguia crescer sua receita. “Esse ano eu não sei como vai ser.”
Nesta entrevista, Menache conta ainda como a Linx está reagindo ao coronavírus, aborda as medidas que foram tomadas para proteger os funcionários, como a operação está funcionando, os impactos no varejo e as medidas de restrição de circulação que fecharam diversos negócios.
“Sem medo de errar, essa é a pior crise que essa geração já passou. É a pior crise desde a Segunda Guerra Mundial”, declarou Menache. Acompanhe:
Como a Linx tem enfrentado essa crise?
Desde o princípio, priorizamos a segurança do nosso time. Fomos a primeira empresa relevante de capital aberto a comunicar formalmente que estávamos em home office. E nos surpreendemos com a capacidade e agilidade do nosso time para fazer frente a um cenário adverso como esse. Em termos práticos, nenhuma operação foi afetada. Com todos trabalhando de casa, acabamos tendo uma produtividade igual ou maior do que quando estávamos no escritório. Não tivemos nenhum indício de funcionários que tenham pegado a Covid-19 na Linx. Agora, existe a possibilidade de pessoas que pegaram, mas fora da Linx. São menos de 10 casos suspeitos na Linx inteira até o momento.
A primeira parte foi proteger os funcionários. E o que foi feito para a empresa manter a operação?
Por que primeiro os funcionários? Porque sem eles não tem operação. É a mesma coisa com relação a economia. Sem população, não tem economia. Com relação a operação, tomamos uma série de medidas. Em primeiro lugar, disponibilizamos equipamentos para todos aqueles colaboradores que não tinham equipamento em casa ou não utilizavam notebook. Criamos uma rede segura através de VPN para que todos pudessem acessar os nossos ambientes, sem risco de hackers e de segurança em geral. Organizamos reuniões diárias com todo o time de monitoramento, de performance e de acompanhamento. E criamos um plano de comunicação para dar suporte a funcionários, clientes e mercado. E, dentro dessa comunicação, passamos a mensagem, por um lado, de preocupação com o momento e para que todos se cuidem. Mas, ao mesmo tempo, de confiança, de que é algo que vai passar.
A crise está afetando o negócio da Linx?
A Linx começou suas operações em 1985. Era uma época muito dura, de hiperinflação. Depois ela passou pela crise de 1991, quando teve o Plano Collor. Depois veio a crise da Rússia, a bolha da internet, a crise de 2008, a crise de 2014 no Brasil, que mal terminou e já veio essa. A Linx tem caixa, neste momento, para aguentar mais de um ano de operação, mesmo que não tenha receita nenhuma.
“A Linx tem caixa, neste momento, para aguentar mais de um ano de operação, mesmo que não tenha receita nenhuma”
Você pode aguentar um ano sem faturar?
Se não tivermos mais receita, eu aguento mais de um ano. Obviamente que não é o caso, pois 80% da nossa receita está baseada em contratos de longo prazo. São receitas recorrentes pagas pelos clientes pelo uso dos nossos sistemas. Temos feito também um ajuste de custos. Porém, sem mexer, pelo menos neste primeiro momento e espero por um bom tempo, na nossa folha de pagamento.
Quais foram os ajustes de custos?
Fizemos renegociação de contratos de aluguel e de contratos de prestadores de serviço de forma geral. Temos conversado com nosso time em relação a benefícios. Congelamos a remuneração da alta gestão da companhia e dos diretores estatutários no mesmo nível do ano passado. Reduzimos a distribuição de dividendos. Postergamos a participação em quaisquer eventos. Suspendemos toda e qualquer viagem nacional e internacional. Foram várias medidas para a preservação de caixa.
Quanto isso significou de economia?
Não tenho um número fechado para passar.
A Linx está perdendo clientes?
Não tivemos ainda nenhuma mudança no nível de taxa de renovação (de clientes) visível ou relevante. O que observamos é que, se essa crise perdurar e se o comércio ficar fechado por longa data, aí sim podemos ter problemas. Principalmente naqueles setores que têm forte presença em shopping centers. Estamos falando de lojas de roupas e calçados. Por outro lado, vimos um movimento contrário. O movimento nas farmácias, nos primeiros dias da crise, cresceu muito. Chegamos a observar um aumento de quase 50% nas farmácias. Observamos também um aumento na venda de combustíveis. Obviamente que não perdurou. Temos vistos muitas oportunidades.
Por exemplo?
Compramos, no começo deste ano, uma empresa que faz software para delivery de restaurantes, para que eles tenham o seu próprio aplicativo (a Linx comprou, em fevereiro deste ano, a Neemo, por R$ 17,6 milhões). Teve um aumento da demanda de pelo menos cinco vezes com relação ao que era antes da crise. A Linx tem se posicionado buscando alternativas para ajudar o seu cliente. Posso falar também da plataforma de e-commerce. Anunciamos uma parceria com o Mercado Livre, para integrar a operação dos nossos clientes com o marketplace deles. Nessa parte digital, tem muita coisa acontecendo. Temos ajudado nossos clientes de farmácia, que é um setor que está muito pouco online ainda, a montarem suas plataformas porque o consumidor não quer entrar nas farmácias por achar que fica exposto.
A Linx tem muitos clientes no varejo. Alguns setores estão crescendo, como você comentou, e outros enfrentando problemas. Na média, como estão as vendas no varejo?
O último dado que eu verifiquei teve uma queda média nas vendas de 50%, considerando todos os setores em que a Linx atua.
Qual o período dessa queda?
São os últimos dias de março em relação a semana pré-crise. Estou comparando os dias 30 e 31 de março com relação aos mesmos dias da semana no início do mês de março. O volume transacionado anual da Linx é da ordem de R$ 300 bilhões. Isso é o que passa pelos nossos sistemas anualmente.
Com essa queda, qual foi o impacto ao negócio da Linx? Você cobra uma taxa em cima dessas transações?
É importante fazer um esclarecimento. A Linx tem 80% de receita recorrente. E desses 80% que são recorrentes, 95% é receita de subscrição. Os clientes pagam pelo nosso sistema. Tem um volume transacional muito baixo ainda. Ele está mais relacionado a alguma coisa do digital e de pagamentos.
Mas a divisão Linx Pay não tinha como modelo cobrar um percentual em cima das transações?
Ela tem um portfólio amplo de produtos. O principal é o TEF, um software que funciona nas lojas para fazer o roteamento das transações para os adquirentes de cartão. E ele opera no modelo de subscrição. O cliente paga uma mensalidade por CNPJ e não por loja operando. Não teve nenhum impacto nessa receita. Na parte de link de pagamento e QR Code, tem uma assinatura e um pequeno percentual que recebe na transação. Isso sim foi afetado. E toda a parte da Linx como subadquirente de cartão também foi afetada. Porém, o nosso maior volume vem de farmácias e postos.
A Linx já fez uma previsão para o mercado do impacto dessa crise no resultado da empresa?
A bem da verdade é que ninguém sabe quando a vida vai voltar ao normal e qual vai ser o novo normal. Simplesmente porque essa é uma doença que não tem cura. Talvez, as atividades voltem, mas o comerciante não vai poder lotar o estabelecimento. Não conseguimos ainda fechar uma projeção.
Tem a questão da confiança do consumidor. As lojas podem abrirem, mas será que vai ter consumidor para comprar?
Você toca bem nesse ponto. É inevitável que se tenha um desemprego crescente, por mais que o governo esteja tomando uma série de medidas. É inevitável que se tenha uma recessão, uma queda no PIB neste ano. E isso afeta de duas maneiras. Em primeiro lugar, afeta a renda, ou seja, tem mais gente com menos renda. E tem a questão da confiança também. Mesmo aquelas pessoas que têm dinheiro vão ficar receosas de gastar.
“A Linx cresceu em todos os anos de crise. Ela crescia menos, mas nunca deixou de crescer. Esse ano eu não sei como vai ser”
Você comentou sobre todas as crises pelas quais a Linx passou. Mas você já passou por uma crise como essa?
A Linx cresceu em todos os anos de crise. Ela crescia menos, mas nunca deixou de crescer. Esse ano eu não sei como vai ser. Respondendo a sua pergunta objetivamente: não, nunca passei por uma crise como essa. Ela é diferente de todas as demais. Na minha opinião, vivemos uma situação pior do que uma guerra em muitos sentidos. Porque, mesmo numa guerra, o comércio fecha um pedaço do dia e as pessoas ficam sem sair de casa uma hora ou outra. Mas, neste momento, temos um inimigo invisível. A gente não vê as bombas caindo. Sem medo de errar, essa é a pior crise que essa geração já passou. É a pior crise desde a Segunda Guerra Mundial.
Você tem alguma opinião sobre o que é melhor: a quarentena horizontal ou a vertical?
A minha opinião é que a vida humana não tem preço. E não podemos medir esforços para salvaguardar essas vidas. Existe também um problema habitacional muito grande. Tem de se tomar as medidas mais eficazes para proteger a população. Isso exige uma restrição de circulação bastante grande, pelo que tenho lido, pois não sou expert no assunto. O Brasil e o mundo devem seguir as recomendações da Organização Mundial de Saúde.
Você trabalha com alguma perspectiva de quando o comércio vai reabrir ou de quando a vida vai voltar ao normal?
Em primeiro lugar, grande parte do comércio continua aberto. Na minha opinião, as restrições que se colocaram no Brasil não são das mais severas, mesmo no estado de São Paulo. Há outros países que colocaram restrições muito, muito mais severas do que as nossas. Quando falamos naquele comércio não essencial, não tenho uma perspectiva clara. O que é público é que até o final de abril os shopping centers devem ficar fechados no Brasil em sua grande maioria. De novo, entre ficar fechado e ficar aberto sem ter cliente, é difícil dizer o que é melhor ou o que é menos ruim.
“Vivemos uma situação pior do que uma guerra em muitos sentidos”
Uma característica comum em praticamente toda entrevista que temos feito é a questão da imprevisibilidade. O cenário está todo nublado e ninguém consegue saber qual o melhor caminho a seguir. Não é isso que é angustiante, do ponto de vista econômico, dessa crise?
Nessa hora, tem de ter resiliência e tranquilidade. Na Linx, pela nossa cultura, temos isso de sobra. Não vi absolutamente ninguém do meu time perdendo o controle em nenhum sentido Só tenho visto bons exemplos. É um momento de serenidade e de cautela. Não tomar decisões precipitadas. Temos tomado muito cuidado na Linx para não gerar interrupção dos nossos serviços. Temos tomado muito cuidado para não destruir valor que construímos. Temos sido cautelosos. Temos cortado todos os gastos que não vão fazer diferença neste momento. Mas sem excessos.
 NeoFeed 

sábado, 4 de abril de 2020

Por causa do coronavírus, TCE-PE suspende dois concursos públicos no interior de Pernambuco


Os conselheiros substitutos Adriano Cisneiros e Marcos Nóbrega, do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), expediram, de forma monocrática, duas medidas cautelares suspendendo a realização de concurso em público nas cidades de Custódia e Limoeiro.
As decisões foram baseadas na determinação do governador Paulo Câmara de proibir aglomerações a partir de 10 pessoas em meio à pandemia do novo coronavírus.

O conselheiro substituto Adriano Cisneiros determina a suspensão do concurso público promovido pela Câmara Municipal de Custódia para o preenchimento de 16 vagas, com data marcada para o dia 24 de maio.
No caso do município de Limoeiro, sob relatoria do conselheiro substituto Marcos Nóbrega, foi expedida nesta segunda-feira (30) uma outra medida cautelar também determinando a não realização do concurso público da Câmara Municipal para o preenchimento de 5 vagas, com data marcada para o dia 17 de maio.
Nas duas medidas cautelares, solicitadas pela Gerência de Admissão de Pessoal do Tribunal de Contas, os relatores destacaram a necessidade dos órgãos e entidades públicas adotarem medidas de enfrentamento na emergência de saúde pública no país, decorrente do coronavírus, e que a realização dos concursos, nesse momento, criaria despesas, contrariando a recomendação conjunta expedida pelo TCE e Ministério Público de Contas (MPCO) no dia 25 de março.
A recomendação é para que os Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, Ministério Público Estadual, Tribunal de Contas, prefeitos e presidentes de Câmaras de Vereadores evitem gastos com aquisições, obras e serviços e que redirecionem os recursos economizados ao enfrentamento do avanço da covid-19.
O documento orienta também para que sejam evitadas contratações de pessoal de qualquer natureza, salvo as necessárias, direta ou indiretamente, ao enfrentamento da situação emergencial. Blog do Jamildo

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