quarta-feira, 21 de abril de 2021
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Morre o cantor pernambucano Augusto César, aos 61 anos
No laudo de óbito, tem a contaminação de coronavírus. O que deu mais problema foi a diabetes que desencadeou e complicou muito a situação dele", disse Guto César à reportagem, acrescentando que o cantor ainda não havia tomado a vacina contra o coronavírus porque quando a faixa etária foi aberta, ele estava com sintomas da doença, como febre, o que impossibilita a aplicação do imunizante.
Com o quadro dos sintomas do coronavírus, Augusto César foi socorrido inicialmente para o Hospital da Hapvida do Derby, na área central do Recife. Após uma tomografia, ele foi transferido para a ala semi-intensiva.
Por precisar ser intubado, foi encaminhado para uma UTI na unidade da Caxangá. "Tentaram reverter o quadro, mas não conseguiram e ele foi transferido. Tentaram não intubar, mas acabou precisando e depois não demorou tanto tempo", lembrou Guto César.
Na noite de terça, Augusto teve insuficiência respiratória e paradas cardíacas. "Foram quatro paradas cardíacas. O médico falou que nunca viu um negócio desse, geralmente são duas. Era muita vontade de viver", lamentou o filho.
O sepultamento do cantor está marcado para o Cemitério Morada da Paz, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife. A cerimônia acontecerá às 17h. Segundo a necrópole, não haverá velório.
O cemitério não irá proibir o acesso dos fãs, mas fará controle de acesso e temperatura, assim como orientará o distanciamento.
Aos fãs que quiserem prestar uma última homenagem, o Morada da Paz disponibilizou um obituário para que possam ser depositadas mensagens, compartilhar uma memória ou acender uma vela. O link para acesso é o https://www.moradadamemoria.com.br/perfil/12138 .
Augusto César nasceu em Paulista, em 27 de julho de 1959, e deixa quatro filhos e dois netos.
"Meu pai era um cara que gostava de estar no meio do público. Para ele não fazia sentido estar distante das pessoas que ele lutou tanto para conquistar com a popularidade dele. Ele dizia que não queria ser famoso, queria ser conhecido, e isso ele conseguiu. Se ele fosse famoso, talvez não poderia fazer o que ele fazia. Não poderia ir na padaria da esquina tomar café", disse Guto César.
Entre os seus maiores sucessos, estão as músicas “Escalada”, “Te Desejando Em Silêncio”, “Amor De Verdade” e “Como Posso Te Esquecer?”. Folha PE
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Anvisa autoriza uso emergencial de coquetel contra a covid-19


Os remédios, contendo casirivimabe e imdevimabe (REGN-COV-2), atuam em ligação com a coroa do vírus de forma a impedir sua entrada nas células ainda não infectadas para replicar o material genético, controlando a doença.
A medicação é indicada especialmente para pacientes que estão em idade avançada, obesos, que tenham doença cardiovascular, hipertensão, doença pulmonar crônica, aids, diabetes, doenças respiratórias, doença renal crônica e doença hepática, entre outras comorbidades e que apresentam alto risco de desenvolver progressão para um quadro grave da covid-19.
Segundo a Anvisa, o medicamento será de uso restrito a hospitais, para uso ambulatorial, ou seja, para pacientes que apresentam sintomas leves da doença, sendo administrado somente com prescrição médica. O medicamento não é recomendado para uso precoce ou preventivo. Também não será permitida a sua comercialização ou venda em farmácias.
O coquetel foi liberado para ser administrado em pacientes a partir de 12 anos, que pesem mais de 40 kg, que não necessitem de suplementação de oxigênio e não apresentem o quadro grave da doença. A aplicação é intravenosa e deve ser administrada logo após a confirmação, por meio de teste viral, até dez dias após o início dos sintomas.
Segundo o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Silva Santos, o coquetel usa dois anticorpos monoclonais que trabalham para neutralizar o vírus, fornecendo “anticorpos extras” para os pacientes.
“A ideia desse produto é que nesses pacientes se mimetize o que seria a resposta imune natural dos anticorpos produzidos em células e que essa produção extra-humana de anticorpos ajude a promover a ação imunológica”, disse.
“[Mas] esse produto não é recomendado para quem já está na situação grave da doença. Para aqueles que já estão internados se observa uma piora no desfecho clínico quando administrado em pacientes hospitalizados com covid-19 que necessitam de suplementação de oxigênio de alto fluxo ou ventilação mecânica”, acrescentou.
Redução de 70,4% na hospitalização
Santos apresentou dados das pesquisas dos medicamentos e disse que os resultados preliminares em pacientes ambulatoriais, desde o diagnóstico da doença até 29 dias após início do tratamento, mostraram uma redução de 70,4% na hospitalização ou morte relacionadas com a covid-19.
“O que a gente percebeu foi uma redução significativa e clinicamente relevante de 70,4% no número de pacientes hospitalizados ou morte por quaisquer causas quando comparado com o placebo”, disse. “Ele foi muito bem tolerado, tem um perfil de segurança aceitável.
O pedido para o uso dos medicamentos foi feito pela Roche em 1º de abril. A diretora da Anvisa e relatora do processo de liberação do medicamento, Meire Sousa Freitas, lembrou que ele já foi aprovado para uso emergencial pela Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, após apresentar bons resultados em pacientes com sintomas leves e moderados da covid-19.
A Anvisa aprovou um prazo de validade de 12 meses para os medicamentos, por se tratar de uso emergencial. A relatora lembrou que a agência também já liberou, em março, o uso do antiviral Remdesivir, produzido pela biofarmacêutica Gilead Sciences, para o tratamento da covid-19, e que a nova autorização vai ajudar a aliviar o sistema de saúde do país.
“A autorização emergencial desses anticorpos monoclonais oferece aos profissionais de saúde mais uma ferramenta no combate a essa pandemia”, disse.
Meire lembrou que a autorização é de uso emergencial, por se tratar de um medicamento ainda em desenvolvimento, e que o processo de aprovação do registro definitivo ainda precisa de mais pesquisas e investigação clínica.
Ela alertou ainda que não há pesquisas tratando da aplicação de vacinas contra a covid-19 em pacientes que foram submetidos ao novo medicamento e que a recomendação é de que o paciente deve aguardar um período de 90 dias após a administração do medicamento para tomar a vacina.
“Atualmente não há dados sobre a segurança e eficácia das vacinas autorizadas pela Anvisa em pessoas que receberam esses anticorpos monoclonais como parte do tratamento da covid-19. Portanto, antes de se vacinar o paciente deve ser avaliado pelo médico”, finalizou.