quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

A Lei Aldir Blanc chegou tarde demais e não foi suficiente, relatam músicos do interior Pernambucano


Vários instrumentistas e músicos enviaram manifesto ao governo do estado de Pernambuco, sobre o trato para com as categorias nesses momentos do 'trança tudo e pronto!'.



“Mesmo sendo um setor frágil, a cultura do nosso estado não

pode cair no descaso em que estamos vivendo. Não podemos

passar fome. O artista também precisa colocar comida na

mesa. Eu preciso trabalhar!”. Fala de um artista/músico

anônimo.

Os profissionais da música do sertão pernambucano se unem para cobrar do

Governador Paulo Henrique Saraiva Câmara e do Secretário de Cultura Gilberto

Freyre Neto, representantes poder público estadual, ações emergenciais para o

setor que vem sofrendo prejuízos inestimáveis por consequência da paralisação e

do estado de calamidade pública, sob o Decreto Legislativo nº 6 de 20 de março de

2020 e todos os posteriores decretos estaduais e municipais. 


A situação ficou ainda mais complicada com a publicação da Medida de

Prevenção de 20 de janeiro de 2021, que entrou em vigor no último dia 25, que além

de prorrogar o carnaval 2021, proíbe eventos sociais e corporativos em todo estado.

Diante das circunstancias, a Associação de Bandas de Música do Sertão de

Pernambuco (ABAMS-PE) protocolou junto a Secretaria de Cultura de Pernambuco

no último dia 02 de fevereiro pedidos de manifestação e apresentação de ações

para a cultura no sertão de Pernambuco. 

O objetivo do grupo é a formalização de medidas para diminuir os prejuízos

ocorridos na classe musical que, em sua maioria, têm enfrentado dificuldades

financeiras por consequência dessas paralisações, principalmente para aqueles que

tiveram que parar totalmente com as suas atividades profissionais. A pandemia

deixou um grande número de artistas desamparados e desempregados. Muitos

deles chegando a vender os seus próprios equipamentos de produção artística para

sustentar os seus familiares. Essa é uma realidade lamentável para um setor de

extrema importância na economia pernambucana e, em maior escala, na economia

do Brasil.

A associação criou uma lista com sugestões para complementar as ações a

serem aplicadas ao setor. 

● Direcionamento de recurso como forma de assistencialidade aos

artistas profissionais do setor cultural;

● Estratégias a nível municipal para dar suporte às Secretarias de Cultura e Turismo a gerenciarem ações para o setor, tal como

incentivos financeiros a realização desses projetos;

● Protocolos sanitários e orientações a exposições, apresentações e

ensaios de bandas, grupos, Filarmônicas e Bandas de música;

● Incentivos organizacionais à lives e projetos virtuais;

● Solicitações ao Governo Federal sobre manifestos públicos de

incentivos a estratégias ao setor de cultura;

● Promoção de reuniões, palestras, encontros e capacitações aos

municípios sobre empreendedorismo para dar suporte de mercado a

artistas na região do Sertão de Pernambuco.

Criada recentemente a ABAMS-PE - Associação de Bandas de Música do

Sertão de Pernambuco contempla algumas entidades representantes de cultura e

da música do Sertão de Pernambuco, são secretarias, filarmônicas, bandas de

música, maestros, professores de música e músicos artistas das cidades de Belém

do São Francisco, Cabrobó, Carnaíba, Floresta, Ingazeira, Itacuruba, Parnamirim,

Petrolândia, Petrolina, Quixaba, São José do Egito, Terra Nova e Triunfo.

Queremos trazer todas as cidades para o movimento, diz Breno Novaes Alves,

músico de Belém do São Francisco e representante da associação.

O movimento conta com o apoio das seguintes cidades e entidades representantes

do setor musical:

Sertão Central:

- Filarmônica Maestro Parreira (Parnamirim);

- Banda Filarmônica Moacir Callou (Terra Nova);

Sertão de Itaparica:

- Associação Belém Cultural (Belém do São Francisco);

- Filarmônica Centenária Dionon Pires (Belém do São Francisco);

- Secretaria Municipal de Turismo e Cultura de Belém do São Francisco;

- Grupo Artistas Florestanos (Floresta);

- Banda Nelson Barros da Rosa (Floresta);

- Prefeitura Municipal de Itacuruba;

- Secretaria de Cultura de Itacuruba;

 Associação Som do Velho Chico (Petrolândia);

Sertão do Pajeú:

- Banda Filarmônica Santo Antônio (Carnaíba)

- Secretaria de Cultura de Ingazeira;

- Escola de Música Antônio Salvador de Araújo (Quixaba);

- Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte de São José do Egito;

- Escola de Música Cícero David (São José do Egito);

- Prefeitura Municipal de Triunfo;

- Secretaria de Turismo Desenvolvimento e Lazer de Triunfo;

- Clube Central Isaías Lima (Triunfo);

Sertão do São Francisco:

- Banda Filarmônica João Freire de Carvalho (Cabrobó);

- Art. Fabiana Santiago (Petrolina).

Breno Novaes Alves

Email:brenonovaesoficial@hotmail.com

Tel.: (87) 9 9951-3811

Ex-Secretário de Cultura, Juventude e Diversidade da cidade de Belém Do São Francisco-PE, 2020,

período este como principal responsável pela gestão da Lei Aldir Blanc, n°14.017, no município.

Licenciado em Música pelo Instituto Federal de Ciência e Tecnologia de Pernambucano (IFPE),

habilitado em Trombone Popular sob a orientação do professor Marinaldo Lourenço de Souza. Do

IFPE, fez parte da Banda de Música José Vieira de Souza e da Big Band, ambas sob às lideranças

dos professores Marinaldo Lourenço, Mozart Vieira e Auciran Roque. Atualmente é Mestrando no

Programa de Pós-Graduação em Computação, Comunicação e Artes (PPGCCA) da Universidade

Federal da Parnaíba (UFPB), pela orientação do prof. Dr. Alexandre Magno Ferreira. Pela instituição,


teve participação no Grupo de Metais Nordeste e no Coral de trombone da ATPB. Iniciou seus

estudos na Banda de Música Centenária Dionon Pires de Carvalho da sua cidade natal, Belém de

São Francisco/PE, no qual é músico e arranjador. Atuou como professor/instrutor de Banda marcial,

programas do governo na área da Educação e Cultura (Mais Educação, Serviço de Convivência e

Fortalecimento de Vínculos - ligado ao CRAS do seu município - e ao Programa Arte e Cultura, este

último promovido pelo Ministério da Educação através do IFPE). Foi voluntário na OSCIP (Centro de

Interação Social e Cultural José Cantarelli/Reviver), na qual desenvolvia atividades musicais com

crianças e jovens em vários quadros de deficiência (Física e Intelectual). Na cidade de Petrolina/PE,

fez parte da renomada Banda de Música 21 de Setembro, que por vezes foi trombonista solista da

banda. Na mesma cidade foi fundador do CarrancaBones, coro e quinteto de trombone que prestava

serviço filantrópico a comunidade. Pelo mesmo grupo, teve composições executadas no SESC

Partitura e nos eventos musicais da ABEM. Também fez parte da roda de choro virtual liderada pelo

renomado músico Antônio Nóbrega em homenagem aos 100 anos de Jacob do Bandolim. A roda de

choro teve participações de músicos nacionais como Spok Frevo e de instrumentistas de outros

países. Atualmente, é copista/arranjador da Banda marcial Valmira Magalhães da cidade de São

João/PE. Participou de Master Class de trombone em festivais regionais e nacionais com professores

brasileiros como Radegundis Feitosa, Ricardo Santos, Carlos Freitas, Marcos Flávio e do exterior

como Jemmie Robertson, Nathan Dishman, Dirk Amrein, Brad Kerns e György Gyivicsan.

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