O hacker, que usa o codinome VandaTheGod, está preso em Minas. Barros publicou nas redes sociais um vídeo de uma conversa que ele próprio teve com Silva — em que o invasor digital confirma que teve acesso a informações do banco de dados do TSE, inclusive a dados de eleitores.
“O ato foi só um protesto. Nada de roubar informação, nada de prejudicar ninguém”, disse o hacker. “Invadi o site e passei informações para outra pessoa.”
Ao explicar a invasão ao sistema do TSE, Silva relatou que “a falha [permite] acessar o banco de dados”. “O que tiver de armazenamento do banco de dados vai ser tudo capturado”, afirma. “[Dados] Dos eleitores, também. Nome, CPF, foto, RG, dados biométricos também”, prossegue VandaTheGod.
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“Ela [a invasão] ocorre numa falha. A gente injeta códigos maliciosos e, através desses códigos, consegue manipular o site e puxar o nome de usuário e senha de administradores”, afirmou.
Em publicações feitas neste sábado, 17, Barros confirma o pedido de proteção especial ao hacker e destacou a “gravidade da invasão” ao sistema eletrônico do TSE.
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Pedi ao Ministro da Justiça @andersongtorres e ao Secretário de Segurança de Minas Gerais, Rogério Grecco, proteção especial ao hacker que está preso por ter invadido os sistemas do TSE nas eleições municipais.
— Filipe Barros (@filipebarrost) July 17, 2021
Participaram da entrevista ao hacker, junto com minha equipe, cientistas especialistas em segurança dos sistemas de votação.
Eles atestaram a veracidade técnica daquilo que foi dito pelo hacker bem como a gravidade da invasão.
— Filipe Barros (@filipebarrost) July 17, 2021
Sistema eletrônico vulnerável
Reportagem de capa da Edição 69 da Revista Oeste, assinada por Cristyan Costa, traz um raio-x do sistema eletrônico adotado nos processos eleitorais do Brasil desde 1996. A segurança das urnas eletrônicas voltou ao centro de debate nacional a partir da tramitação, na Câmara, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/19, de autoria da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), que defende o voto verificável ou auditável. O projeto seria votado na quinta-feira 15, mas a comissão especial adiou a apreciação da matéria para depois do recesso parlamentar, em agosto. Barros é o relator da proposta na Câmara.
A reportagem de Oeste mostra que, entre os pontos vulneráveis do sistema 100% eletrônico, estão a possibilidade de adulteração pelos próprios funcionários do TSE; o risco de um ataque hacker no momento do envio do programa; e a possibilidade de adulteração do software, o que ameaçaria o sigilo do voto. Clique aqui para ler a íntegra.
Assista ao vídeo com as declarações do hacker ao deputado Filipe Barros:
Conforme prometido:
💣💥 VÍDEO BOMBÁSTICO. Hacker VANDATHEGOD afirma que foi fácil invadir o sistema do TSE.
– Facebook: https://t.co/bVKtk9Mvo0
– Instagram: https://t.co/P84piV9yPs
— Filipe Barros (@filipebarrost) July 16, 2021
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