A categoria não está satisfeita com o reajuste linear e espera debater a prioridade para a Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que reivindicam um aumento mais amplo.
“O delegado Luciano Leiro, presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), recebeu com indignação e, de imediato, repudiou a possibilidade de a reestruturação da instituição ser substituída por um aumento linear de 5%, a todos os servidores públicos”, manifestou a organização de classe, em nota.
“Tudo indica que, mais uma vez, o presidente da República não parece ter a intenção de cumprir o compromisso de enviar ao Congresso Nacional uma medida provisória, nesse sentido”, continua a nota.
A expectativa da categoria é por uma reunião durante a semana com o ministro da Justiça, Anderson Torres, para tentar progressos nas reivindicações.
5% de Bolsonaro
Na última quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou junto à equipe econômica a elaboração de uma proposta de aumento linear de 5% para os servidores públicos federais. A medida teria um impacto de cerca de R$ 6 bilhões neste ano, acima do R$ 1,7 bilhão previsto para reajustes salariais no orçamento.
A expectativa é que Bolsonaro anuncie nos próximos dias a concessão do reajuste. O aumento é linear e abaixo da inflação para todos os servidores, o que também inclui militares das Forças Armadas.
Nos bastidores, os interlocutores apontam que o governo quer anunciar o quanto antes a medida para aplacar os movimentos de servidores, que deflagraram greves e manifestações.
Inicialmente, a ideia do governo era conceder um aumento apenas para carreiras policiais, mas devido a protestos de outras categorias, o aumento deverá ser estendido aos demais servidores federais.
Como o porcentual corrige defasagem inflacionária, a concessão do benefício não esbarra na Lei Eleitoral, que proíbe o benefício no período de seis meses antes do primeiro turno da disputa presidencial.
O governo enfrenta uma série de paralisações no funcionalismo público. Os servidores do Banco Central, por exemplo, estão em greve desde 28 de março, reivindicando reajuste salarial. Revista Oeste
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