quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Relatório da Sesai revela aumento de 50% nas mortes de yanomamis em 2023

Em 2023, a comunidade ianomâmi enfrentou um alarmante aumento de 50% nas mortes em comparação com 2022, segundo um relatório divulgado pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde em 21 de dezembro. Este relatório, que inclui dados até novembro, registra 308 mortes em 2023, um salto significativo das 209 mortes registradas no ano anterior.

O governo Lula, que acusou o governo anterior de Jair Bolsonaro de “gen0cídio” contra os ianomâmis, divulgou em 2022 que houve um total de 209 mortes na Terra Indígena Ianomâmi, localizada em Roraima, na Região Norte do Brasil.

A situação crítica ganhou destaque após a divulgação de imagens de indígenas com desnutrição crônica. Em resposta, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, ordenou em janeiro uma investigação pela Polícia Federal sobre a suposta prática de omissão de socorro e gen0cídio no governo Bolsonaro. Logo após, o ministro do STF, Luís Roberto Barroso, expandiu a investigação, que agora tramita sob sigilo.

De acordo com a Sesai, das 308 mortes em 2023, 162 foram de crianças ianomâmis de zero a quatro anos, representando 52,5% do total. Dentre essas, 104 eram bebês de até um ano, equivalendo a um terço das mortes totais. As principais causas de morte incluíram doenças respiratórias, causas externas, e doenças infecciosas e parasitárias.

Fonte: Hora de Brasília 

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