quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Policiais civis de PE fazem paralisação de advertência e não descartam greve

Policiais civis de Pernambuco (PCPE) iniciaram desde a zero hora de hoje (4) uma paralisação de 24 horas em todas as unidades do Estado. O movimento é organizado pelo (Sinpol-PE), sindicato que responde pela categoria.

Há cerca de três semanas, o presidente do Sinpol-PE, Áureo Cisneiros, durante vista a Petrolina (foto), já chamava atenção para um possível protesto dos policiais neste mês. Acompanhado do presidente da Associação dos Delegados e Delegadas de Pernambuco (Adeppe), Diogo Victor, Áureo já citava a falta de efetivo, a ausência de estrutura adequada, instalações precárias e os baixos salários pagos aos profissionais, que segundo ele estão entre os piores do país.

“Em 2022, a governadora Raquel Lyra (então candidata) foi ao Sinpol-PE na campanha eleitoral. A gente explicou que não tinha estrutura. A gente tem mais cargo vago na Polícia Civil do que cargo ocupado. Há pouco mais de 5 mil cargos ocupados e mais de 6 mil cargos vagos. Como a gente vai combater o crime organizado, que tem recursos e se moderniza, se a gente não tem estrutura?”, desabafou o presidente da entidade.

Áureo também lamentou a falta de diálogo com a atual gestão estadual, já que após a eleição de Raquel, há quatro anos, o Sinpol-PE não teve mais abertura para conversar com a governadora. A ideia é que, justamente após a paralisação desta quarta, haja a abertura de uma agenda conjunta com Raquel a partir desta quinta (5). Já no dia 11 de fevereiro a categoria realizará uma nova passeata, às 15h, com saída da sede do Sinpol-PE, em conjunto com a Adeppe, quando também será avaliada a possibilidade de decretação de greve. Via: Carlos Britto 

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