domingo, 22 de fevereiro de 2026

TECNOLOGIA INÉDITA: Córneas desenvolvidas por cientistas em impressora 3D podem zerar fila de transplante

Cientistas de Israel desenvolveram uma córnea artificial produzida em impressoras 3D que pode revolucionar os transplantes oculares e acabar com a escassez do tecido doado. A inovação permite que uma única amostra celular gere até 500 córneas artificiais em apenas dois minutos, utilizando material biocompatível e com baixo risco de rejeição pelo organismo.

O primeiro transplante bem-sucedido ocorreu em outubro de 2025, quando uma paciente de 70 anos recuperou a visão após receber a córnea criada em laboratório. O procedimento foi realizado no Centro Médico Rambam, como parte de um estudo clínico de fase 1 que avalia a segurança do implante em pacientes com doenças da córnea.

Tecnologia que muda o futuro da oftalmologia

A pesquisa foi liderada por Ari Eyal, especialista na aplicação da impressão 3D na medicina, e é resultado de mais de dez anos de estudos. O implante, chamado PB-001, foi desenvolvido pela Precise Bio, que utiliza células humanas vivas para criar uma estrutura transparente em camadas, capaz de reproduzir a função de uma córnea saudável.

Pela primeira vez na história, testemunhamos uma córnea criada em laboratório devolver a visão a um ser humano. Isso muda tudo”, afirmou Michael Mimouni, diretor da Unidade de Córnea do Departamento de Oftalmologia do Rambam e líder da equipe cirúrgica.

Segundo os pesquisadores, uma única córnea de um doador saudável pode ser cultivada em laboratório para gerar mais de 300 implantes, reduzindo drasticamente a dependência de doações humanas, hoje o maior gargalo do transplante tradicional.


Impacto direto nas filas de transplante

Atualmente, cerca de 13 milhões de pessoas aguardam um transplante de córnea no mundo. A estimativa é que, para cada 70 pacientes que precisam da cirurgia, apenas uma córnea esteja disponível. No Brasil, mais de 33 mil pessoas estão na fila, de acordo com dados do Ministério da Saúde.


Para o oftalmologista Pedro Soriano, do Hospital de Olhos de Pernambuco, o avanço representa um marco histórico.


“Essa tecnologia ataca diretamente o maior problema do transplante de córnea: a escassez de doadores. Ela pode reduzir filas, diminuir rejeições e permitir tecidos sob medida para cada paciente”, avalia.


Os primeiros resultados consolidados sobre eficácia e durabilidade do implante devem ser divulgados no segundo semestre de 2026. Até lá, os pacientes que participaram do estudo seguem em acompanhamento médico rigoroso. Bacci Notícias 

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