OPINIĂO DA GAZETA | InadimplĂȘncia em alta aponta para problemas na economia real O Brasil tinha, em fevereiro, 73,7 milhĂ”es de pessoas inadimplentes, segundo dados do Indicador de InadimplĂȘncia da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, divulgados dias atrĂĄs. NĂșmero da Serasa Experian Ă© ainda mais grave: 81,2 milhĂ”es de inadimplentes em janeiro.
Considerando que o Brasil tem 213 milhĂ”es de habitantes, dos quais 106 milhĂ”es sĂŁo pessoas em condiçÔes de trabalhar, os recordes histĂłricos de inadimplĂȘncia sĂŁo preocupantes e revelam fragilidades da situação econĂŽmica do paĂs. Quando um paĂs estĂĄ entrando em recessĂŁo econĂŽmica, o aumento no nĂșmero de pessoas que ficam inadimplentes, principalmente os que atrasam o pagamento de suas dĂvidas por mais de 90 dias, Ă© uma das primeiras consequĂȘncias. Ă o caso de perguntar se os dados de inadimplĂȘncia nĂŁo estĂŁo mostrando que algo nĂŁo vai bem com o desempenho da produção nacional, e se de fato a economia começou a desacelerar.
AtĂ© o momento, as estatĂsticas sobre o Produto Interno Bruto (PIB) nacional nĂŁo captaram uma retração econĂŽmica, embora o PIB praticamente zerado no segundo semestre de 2025 ligue um sinal de alerta. HĂĄ, no entanto, quem acredite que a crise mundial atual, que fez o preço do barril de petrĂłleo sair da faixa dos US$ 70 e superar os US$ 110 com a guerra no Oriente MĂ©dio, vai forçar os Ăndices de inflação para cima e frear o crescimento do PIB em vĂĄrias partes do mundo, inclusive o Brasil.
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