"Ambas corroeram a capacidade de pagamento das famílias, particularmente daquelas que dependem de empréstimos sem garantia ou com taxas flutuantes, apesar de um mercado de trabalho forte", pontua William Foster, vice-presidente sênior do grupo soberano da Moody's Ratings.
As agências de classificação risco - ou de rating no jargão do mercado financeiro - funcionam como medidoras do cenário de empresas e países e são usadas pelos investidores para saber quais as melhores decisões sobre onde colocar o dinheiro e fazer render.
As casas ouvidas pela reportagem não veem, no momento, o cenário do endividamento das famílias como uma ameaça significativa para a economia ou à estabilidade financeira.
Contudo, esses fatores podem ferir o cenário geral de crédito do país a longo prazo se o endividamento das famílias e os empréstimos não produtivos continuarem a aumentar sem controle, pressionando significativamente o crescimento econômico e o sistema bancário e, consequentemente, aumentando os riscos à estabilidade financeira, segundo Foster.
Ainda assim, a Moody's aposta em cortes progressivos na taxa de juros do BC (Banco Central).
Juros altos
O problema no país passa, sobretudo, por juros elevados. Até a metade final de março, a taxa básica Selic estava no maior patamar em duas décadas. Mesmo com o corte de 0,25 ponto percentual, a política monetária do BC segue restritiva, com os juros do país em 14,75% ao ano.
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