O empresário Maurício Camisotti, preso desde setembro por envolvimento no esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, confessou a existência de fraudes e assinou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF). A informação foi confirmada pelo Metrópoles, nesta quinta-feira (9/4).
A PF já colheu os depoimentos do empresário, dono de companhias da área de seguros e planos de saúde, e enviou o acordo ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que agora deve analisar os termos do documento para dar validade jurídica à delação.
Segundo a investigação, o empresário controlava três entidades: a Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec), a União dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (Unsbras) e o Centro de Estudos dos Benefícios dos Aposentados e Pensionistas (Cebap), que tinham como diretores estatutários funcionários e parentes de executivos do grupo de empresas de Camisotti.
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Juntas, somente no último ano, elas faturaram R$ 580 milhões. O montante, no entanto, chega a R$ 1 bilhão quando analisado desde 2021.
Primeira delação da farra no INSS
Essa é a primeira delação assinada no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura o esquema de desvios nas aposentadorias. A expectativa da defesa é de que, com o acordo, Camisotti – apontado como um dos líderes do esquema bilionário de fraudes – consiga autorização para prisão domiciliar.
Procurados pelo Metrópoles, os advogados do empresário não se manifestaram.
O lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, o ex-procurador-geral do Instituto, Virgílio Oliveira Filho, e o ex-diretor de Benefícios André Fidelis também negociam acordo de colaboração.
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