Feijão e problemas na colheita elevam preços
O principal vilão do orçamento das famílias no último mês foi o feijão. O grão registrou aumento em todas as cidades analisadas, impulsionado por uma redução na oferta. O Dieese aponta que dificuldades climáticas e logísticas na colheita restringiram a disponibilidade do produto no mercado.
O feijão preto subiu entre 1,68% em Curitiba e 7,17% em Florianópolis. Já o feijão carioca teve altas ainda mais acentuadas, chegando a variar 21,48% na cidade de Belém. Além do grão, outros itens essenciais como tomate, carne bovina de primeira e leite integral também ficaram mais caros para o consumidor.
São Paulo tem a cesta mais cara do Brasil
Entre as capitais brasileiras, São Paulo lidera o ranking do custo de vida alimentar. O valor médio da cesta na metrópole paulista atingiu R$ 883,94 em março. Na sequência, aparecem Rio de Janeiro (R$ 867,97), Cuiabá (R$ 838,40) e Florianópolis (R$ 824,35).
Por outro lado, os menores valores médios foram encontrados nas regiões Norte e Nordeste. Em Aracaju, o conjunto de alimentos básicos custa R$ 598,45, seguida por Porto Velho (R$ 623,42) e São Luís (R$ 634,26). É importante ressaltar que a composição da cesta varia conforme os hábitos regionais dessas localidades.
Salário mínimo ideal deveria ser de R$ 7,4 mil
O Dieese utiliza o valor da cesta mais cara do país para calcular o salário mínimo nominal de subsistência. O cálculo considera a determinação constitucional de que o piso salarial deve suprir necessidades básicas como alimentação, moradia, saúde, educação e transporte.Com base nos preços de março, o instituto estima que o salário mínimo ideal deveria ser de R$ 7.425,99. Esse montante equivale a 4,58 vezes o valor do piso atual vigente no Brasil, que é de R$ 1.621,00. A disparidade reforça o impacto da inflação de alimentos no poder de compra da população.
Band Jornalismo
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