Importar faz diferença
Sentir que vocĂȘ Ă© valorizado e tem algo a oferecer aos outros, muitas vezes chamado de “mattering” (sentir-se importante), pode incentivar comportamentos de saĂșde positivos que influenciam a longevidade. “Se vocĂȘ sente que importa, Ă© mais provĂĄvel que permaneça socialmente conectado, cuide de si mesmo, esteja presente para os outros e continue investindo na vida”, diz Jennifer B. Wallace, autora de um novo livro, “Mattering”.
Quando Linda Fried trabalhava como geriatra na Johns Hopkins Medicine, no inĂcio da carreira, percebeu que muitos de seus pacientes estavam “legitimamente doentes”, mas a causa da doença vinha de “nĂŁo terem um motivo para levantar da cama pela manhĂŁ”.
Hoje professora de epidemiologia e medicina na Universidade Columbia, Linda começou a recomendar que seus pacientes fizessem trabalho voluntĂĄrio em organizaçÔes com as quais se importassem. Pouco depois, criou seu prĂłprio programa de voluntariado para estudar os possĂveis benefĂcios em adultos mais velhos.
Linda descobriu que pessoas que faziam trabalho voluntĂĄrio aumentavam seus nĂveis de atividade e se sentiam fisicamente mais fortes apĂłs alguns meses de serviço. Elas tambĂ©m melhoraram modestamente seus resultados em testes cognitivos e obtiveram pontuaçÔes mais altas em um questionĂĄrio que avaliava sentimentos sobre legado e impacto na comunidade.
O voluntariado nĂŁo Ă© o Ășnico caminho para sentir que se importa. Tornar-se frequentador habitual de um cafĂ©, parque para cĂŁes ou outro “terceiro lugar” tambĂ©m pode ajudar a se sentir mais conectado. “Encontrar ambientes onde vocĂȘ sente que importa protege contra a solidĂŁo e a sensação de nĂŁo ter importĂąncia que pode surgir na aposentadoria”, comenta Jennifer.
Fonte EstadĂŁo
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