Embora tenha expressado confiança no favoritismo de vertentes da direita para o pleito presidencial de 2026, Guedes foi enfático ao rejeitar qualquer possibilidade de se candidatar ou integrar estruturas partidárias. Curiosamente, o economista não citou o senador Flávio Bolsonaro (PL) em suas projeções eleitorais. Sobre seu futuro pessoal, declarou de forma categórica:
“Tenho a menor chance de entrar em política. Zero chance.”
Ao expandir sua análise para o panorama global, o ex-ministro observou que as nações ocidentais atravessam um período de reavaliação ideológica. Ele argumentou que a geopolítica passou a dominar as pautas públicas, elevando o controle de fronteiras e o rearmamento ao topo das prioridades do eleitorado. Guedes associa essa mudança à frustração das classes médias com o desempenho econômico das democracias liberais, especialmente diante da forte concorrência da China.
“Nós estamos querendo conversar sobre migração. Nós estamos querendo conversar sobre armamento, armas, para nos defender […] A classe média está sendo esmagada. A gente vê os ricos estando bem, a classe média sendo amassada. Esse sistema não está bom.”
No encerramento de sua fala, o economista projetou um cenário de instabilidade prolongada no exterior. Para ele, impasses diplomáticos e militares, como o embate entre Irã e Estados Unidos, permanecem distantes de um desfecho e devem pautar as relações internacionais por muitos anos.
Diário do Poder
0 Comments:
Postar um comentário