O Instituto AtlasIntel utilizou um áudio do senador Flávio Bolsonaro em um levantamento recente, o que gerou duras críticas do jornalista Claudio Dantas sobre um suposto “viés de confirmação” e a blindagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de integrantes do PT no caso Master.
De acordo com o jornalista, a abordagem da AtlasIntel demonstra uma clara disparidade no tratamento dos atores políticos envolvidos ou citados no escândalo:
A pesquisa direciona perguntas específicas com gatilhos emocionais sobre o senador. O questionário indaga se o áudio surpreendeu o eleitor, se evidencia envolvimento direto e se ele deveria desistir de concorrer à Presidência.
O instituto é acusado de poupar o governo federal. Não foram feitos questionamentos sobre as reuniões de Lula com o banqueiro do Master, o apoio à farmacêutica de Nelson Vorcaro, as contratações de Guido Mantega e Ricardo Lewandowski, ou as relações de Rui Costa e Jaques Wagner com interlocutores do banco.
Desde o início do escândalo, a AtlasIntel abordou o tema apenas em março, dentro de um levantamento sobre o STF. Na ocasião, foram feitas poucas perguntas genéricas, sem citar contratos polêmicos como o de Viviane Barci ou a sociedade de Dias Toffoli no resort Tayayá.
Bastidores e “Armadilha Retórica”
Após os questionamentos públicos de Dantas, o CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, teria oferecido a inclusão de um áudio ou vídeo de Lula em uma próxima pesquisa para testes. O jornalista classificou a oferta como uma “armadilha retórica” para simular isenção, argumentando que um instituto estritamente técnico já deveria ter incluído as evidências que pesam contra o governo de forma espontânea.
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