sábado, 23 de maio de 2026

Justiça dos EUA destrava processo da Rumble contra Moraes

A Justiça Federal da Flórida autorizou nesta sexta-feira, 22, que as empresas Rumble e Trump Media, dona da rede Truth Social, citem por e-mail o ministro Alexandre de Moraes (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma ação movida nos Estados Unidos. 

O processo acusa o magistrado de violar princípios de liberdade de expressão ao determinar a remoção de perfis e conteúdos de apoiadores de Jair Bolsonaro nas plataformas.

A decisão destrava uma disputa judicial que estava paralisada desde o ano passado justamente pela dificuldade de notificar Moraes. 

Agora, as empresas terão 30 dias para enviar a citação a endereços institucionais ligados ao Supremo e comprovar o envio à Corte americana.

Segundo a ação, as ordens expedidas pelo ministro configurariam “censura extraterritorial” e violariam a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de expressão. 

As companhias alegam que Moraes determinou bloqueios de contas sem recorrer aos canais diplomáticos e judiciais previstos entre os países.

Com a autorização da Justiça americana, Moraes poderá apresentar defesa ou pedir mais prazo para responder. Caso ignore a notificação, as empresas poderão solicitar julgamento à revelia.

A juíza responsável pelo caso considerou válida a citação eletrônica após concluir que as tentativas anteriores de notificação formal no Brasil não avançaram. Os advogados das plataformas afirmaram que o procedimento acabou “bloqueado” no país.

Leia mais: STJ recebe notificação dos EUA para intimar Moraes em ação da Rumble

“Ordens secretas de censura”

O advogado Martin De Luca, que representa a Rumble e a Trump Media, comemorou a decisão nas redes sociais. 

“A decisão de hoje permite que o caso avance e nos aproxima um passo mais da proteção dos direitos garantidos pela Primeira Emenda dos americanos contra censura estrangeira.

O ministro Moraes impôs ordens secretas de censura do Brasil sobre plataformas americanas e discursos protegidos pela Constituição, contornando o governo e os tribunais dos Estados Unidos. Moraes agora deve responder em um tribunal americano ou enfrentar uma sentença à revelia.”

A ação foi apresentada em 2025 pela Rumble e pela Trump Media, empresa ligada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 

O processo ganhou apoio de grupos que pedem investigações sobre Moraes com base na Lei Magnitsky, usada pelo governo americano para punir estrangeiros acusados de violações de direitos.

Fonte: O Antagonista 

0 Comments:

Postar um comentário

Pesquisar este blog