A Polícia Civil de São Paulo, por meio do Deic, e o Ministério Público Estadual, através do Gaeco, deflagraram nesta quinta-feira (25) a Operação Última Parada. A ação investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC dentro do sistema de transporte público da capital paulista, com foco principal na empresa Transunião Transportes.
Entre os alvos da operação está o vereador paulistano Senival Moura, apontado pelos investigadores como um dos responsáveis pelo controle da empresa investigada. Ele foi alvo de mandado de prisão temporária, medida autorizada pela Justiça para aprofundar as apurações sobre sua suposta participação no esquema.
Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e mais de 100 mandados de busca e apreensão em diferentes endereços ligados aos investigados. A ofensiva mobilizou dezenas de agentes e teve como objetivo reunir documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos que possam auxiliar no andamento das investigações.
Também foram presos dirigentes da Transunião, entre eles Jair Ramos de Freitas, conhecido como “Cachorrão”, e Devanil de Souza Nascimento, apelidado de “Sapo”. Ambos são apontados pelas autoridades como figuras centrais na administração da empresa e no suposto esquema criminoso investigado.
Segundo o Ministério Público e a Polícia Civil, as suspeitas envolvem crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações. Os investigadores acreditam que a estrutura empresarial teria sido utilizada para movimentar recursos vinculados ao PCC, ocultando a origem dos valores por meio de contratos e operações financeiras.
A Transunião opera linhas de ônibus na zona leste de São Paulo e recebe recursos públicos por meio do sistema municipal de transporte. Por isso, o caso ganhou relevância não apenas na esfera criminal, mas também no debate sobre fiscalização de contratos públicos e prevenção da infiltração do crime organizado em serviços essenciais.
A Operação Última Parada é considerada um desdobramento de investigações anteriores que já haviam identificado suspeitas de influência do PCC em empresas de ônibus da capital, como ocorreu em casos envolvendo outras concessionárias do setor. As apurações seguem em andamento e podem resultar em novas prisões, denúncias e desdobramentos políticos nos próximos dias.
Diário 360
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