terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Acidente com van que retornava das Dunas de Casa Nova (BA) deixa três mortos e 15 feridos no Piauí
As três vítimas fatais estavam na van e morreram no local. Elas foram identificadas como Domingas Miranda dos Santos (idade não informada), Felipe Luz da Silva, de 18 anos, e Halef Magalhães dos Santos, de 16 anos, naturais de Palmeira do Piauí.
A van transportava 16 pessoas que retornavam de um passeio às Dunas do Velho Chico, em Casa Nova (BA). O motociclista e o motorista do carro estavam sozinhos em seus veículos. Os feridos foram encaminhados ao hospital de Canto do Buriti. A ocorrência mobilizou equipes da PM, Corpo de Bombeiros, SAMU e Polícia Civil.
A Prefeitura de Palmeira do Piauí decretou luto oficial de dois dias e manifestou solidariedade às famílias das vítimas, destacando, em nota, sentimentos de pesar e condolências diante da tragédia.
Foto: Divulgação PM-PI
CPMI do INSS aprofunda investigação e vota quebra de sigilos de Lulinha
Lulinha entrou na mira da CPMI ainda no ano passado, após a bancada de esquerda se mobilizar para impedir sua convocação.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
Sisu 2026: Univasf convoca aprovados para pré-matrícula online
A pré-matrícula deve ser realizada por meio do Sistema de Avaliação Socioeconômica (Sase), mediante o preenchimento do Questionário Socioeconômico. Todos os candidatos classificados devem anexar, no sistema, documento oficial de identificação com foto e os documentos que comprovem o atendimento aos requisitos para concorrer às vagas reservadas. Os arquivos devem estar no formato .jpg ou .jpeg, com tamanho máximo de 1 MB. Após o preenchimento do questionário, é obrigatório clicar em “Salvar” e, em seguida, em “Finalizar questionário” para a conclusão da pré-matrícula online. A documentação completa está listada no Edital nº4/2026.
Para participar do procedimento de heteroidentificação, os candidatos classificados nas modalidades LB_PPI e LI_PPI, exceto indígenas, devem enviar um vídeo de apresentação pessoal, no qual confirmem a autodeclaração racial, conforme as orientações estabelecidas na Portaria nº 8/2026. O envio deve ser feito por meio de formulário online.
Os candidatos classificados nas modalidades LB_EP, LB_PCD, LB_PPI e LB_Q, destinadas a estudantes com renda familiar por pessoa de até um salário mínimo, devem acompanhar atentamente o e-mail cadastrado no sistema, uma vez que poderão receber solicitações de esclarecimentos, além de ficarem atentos à divulgação dos resultados da avaliação de renda, conforme o cronograma previsto no Anexo I da Portaria nº 1/2026.
Já quem se classificou nas modalidades LB_PCD e LI_PCD, destinadas a pessoas com deficiência, deve ficar atento à convocação para a realização da perícia multiprofissional, cuja publicação está prevista a partir de 13 de fevereiro. No dia agendado, será necessário apresentar laudo médico, relatório médico com a cronologia do acompanhamento clínico e, quando pertinente, exames complementares, de acordo com o tipo de deficiência.
Alerta
O candidato que não anexar toda a documentação exigida ou não finalizar o procedimento dentro do prazo será eliminado do processo seletivo. Os candidatos que tiverem a pré-matrícula online confirmada e os pedidos de vagas reservadas deferidos serão convocados, posteriormente, para a apresentação da documentação completa de matrícula, conforme estabelecido no Edital nº 4/2026, com o objetivo de compor o dossiê acadêmico do estudante. Todas as informações detalhadas, incluindo cronograma, documentação exigida e orientações complementares, estão disponíveis no Edital nº4/2026, publicado na página oficial do PS-ICG 2026 da Univasf.
Eliane Soares, marcha com novas adesões, rumo à câmara federal
A pré-candidata a deputada federal Eliane Soares - considerada a nova força política de Pernambuco, celebra adesões como a do ex-deputado Gonzaga Patriota; “Ela têm muito a contribuir”.
PoderData: 68% são contrários à liberação do aborto; 22%, favoráveis
CNN
Cerca de sete em cada dez brasileiros (68%) se dizem contrários à liberação do aborto, segundo pesquisa PoderData divulgada neste domingo (1º). Ao mesmo tempo, 22% afirmam ser favoráveis à liberação do procedimento no país. Outros 10% não souberam responder a respeito do tema.
Foram ouvidas 2.500 pessoas, por meio de ligações para celulares e telefones fixos, entre os dias 24 e 26 de janeiro em 111 municípios nas 27 Unidades Federativas do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O índice dos que declaram ser contrários à liberação do aborto é o mais alto desde o início da série histórica do levantamento, em janeiro de 2021. À época, a taxa era de 58%.
Na mesma ocasião, o índice dos que manifestavam apoio à liberação do procedimento era de 31%. Essa taxa sofreu uma queda de sete pontos percentuais em janeiro de 2022 e tem oscilado dentro da margem de erro desde então (veja os detalhes no gráfico abaixo).
Direito ao aborto é garantido em alguns casos
Atualmente, o direito ao aborto é garantido em três ocasiões, conforme determina a legislação brasileira:
- Quando não há outro meio de salvar a vida da gestante. Aqui, a saúde da mãe prevalece sobre a do feto;
- Quando a gestação é resultado de estupro, cabendo à mãe decidir se prosseguirá ou não com a gravidez, independentemente da idade gestacional;
- e quando houver anencefalia fetal, um tipo de malformação que impede o desenvolvimento do cérebro — decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) tomada em 2012 assegura a interrupção da gravidez neste caso.
Teerã em transe: Barbárie aprofundou de forma irreversível o fosso entre regime e sociedade
Editorial Estadão
A recente onda de manifestações que varreu o Irã já entrou para a História. Não só por sua magnitude social e geográfica, mas pela bestialidade da repressão. O que começou como revolta contra a inflação, o desemprego e o colapso da moeda iraniana, o rial, explodiu num confronto massivo contra o regime dos aiatolás. Como nunca desde a Revolução Islâmica de 1979, slogans contra o governo agitaram de bazares a cidades periféricas, atravessando classes, regiões e gerações. A retaliação foi selvagem: apagão informacional, terror indiscriminado e massacres.
O governo admite mais de 3 mil mortos. Organizações de direitos humanos, redes médicas e investigações independentes operam com estimativas que vão de 10 mil a mais de 40 mil, possivelmente a maior carnificina de manifestantes do século. A incerteza não decorre de exagero retórico, mas do método xiita: internet bloqueada, hospitais intimidados, registros adulterados, cadáveres sepultados às pressas, famílias coagidas ao silêncio. A opacidade não é efeito colateral da repressão; é um de seus instrumentos cruciais.
Há relatos de incursões noturnas em residências, disparos à queima-roupa contra feridos em hospitais, uso sistemático de tiros na cabeça e nos olhos e extorsão para a devolução de corpos. Não se trata de excessos episódicos de emissários locais, mas de um comando do topo: esmagar a dissidência pelo pavor absoluto. Quando se sente ameaçado, o regime não hesita nem negocia – extermina. E a escala do extermínio expõe o tamanho da ameaça.
Nada disso autoriza previsões fáceis. Apesar da magnitude do levante, o sistema ainda não ruiu. A Guarda Revolucionária, ao que parece, permanece coesa, e o aparato repressivo, funcional. A oposição segue fragmentada. A resistência no exílio carece de concatenação e capilaridade. Os clamores por Reza Pahlavi – o herdeiro do xá derrubado pela Revolução Islâmica – expressam menos a nostalgia de um passado monárquico do que o desespero de quem procura qualquer alternativa a um regime que já não governa, só domina.
Externamente, o cenário é ambivalente. Washington ameaça, mas hesita. Sanções se acumulam, com efeitos devastadores sobre a população e eficácia limitada sobre os núcleos do poder. Países do Golfo evitam ser arrastados a um conflito aberto. O resultado é um impasse agoniante: pressão suficiente para agravar a crise econômica e social, mas insuficiente para precipitar uma mudança política rápida. O regime pode sobreviver, mas mais isolado, mais instável e mais truculento.
Sobre esse teatro de horrores pesa um silêncio ensurdecedor. As militâncias progressistas que inundaram ruas, universidades, redações e redes sociais com denúncias incendiárias contra Israel mal balbuciam diante do massacre iraniano. Onde estão os protestos, os boicotes, as vigílias? A indignação que atravessava oceanos – do exibicionismo fútil de ativistas como Greta Thunberg às acusações superlativas de governantes como Luiz Inácio Lula da Silva – já murchara desde que, após o recuo de Israel em Gaza, o Hamas – uma das milícias jihadistas patrocinadas por Teerã – recobrou seu reino do terror sobre os palestinos. Agora, evapora-se ante uma multidão de jovens, mulheres e trabalhadores iranianos trucidados. Será possível que toda aquela fúria não era, no fim das contas, sobre “direitos humanos”?
O governo iraniano é uma besta ferida que reage com brutalidade crescente. A repressão pode ter sufocado esta rodada de protestos, mas aprofundou de forma irreversível o fosso entre regime e sociedade. Não há retorno ao “normal”. Há apenas a escolha entre reformas reais – cada vez mais improváveis – ou a decomposição de uma teocracia que já não consegue oferecer qualquer vestígio de legitimidade, prosperidade ou esperança.
Não há atalhos edificantes nem desfechos limpos à vista. Mas fechar os olhos, relativizar o horror ou tratar o massacre como detalhe geopolítico é abdicar do mínimo critério moral. O certo é que, ao tentar dar uma demonstração de força, o governo expôs sua fraqueza e seu medo. Um regime que precisa assassinar milhares para sobreviver já confessou sua falência. Ainda que não se saiba quando o colapso terminará, ele já começou.
Por que o Brasil está preso numa armadilha da corrupção sistêmica?
Por Marcus André Melo* (Folha de S. Paulo)
“Penso, ao ler tais notícias, que a fortuna dessa gente que está na Câmara, no Senado, nos ministérios, até na Presidência da República, se alicerça no crime. Que acha você?”.
A afirmação é do protagonista de “O Único Assassinato de Cazuza” (1922), um dos últimos textos de Lima Barreto. A questão da corrupção sistêmica no país já se colocava há mais de um século. Os tribunais superiores, no entanto, não figuravam na lista. Sim, Lima não apelou para a explicação superficial, culturalista (herança lusitana).
Se todos acreditam que a corrupção é a regra do jogo, ficamos presos a uma armadilha clássica. Se, ao contrário, prevalece a crença de que transações honestas são a norma, obedecer à lei torna-se a estratégia dominante. Quando práticas escusas são percebidas como regra, o ator que decide jogar limpo tende a ser o perdedor —e, no limite, não sobrevive. O incentivo, nessa situação, é jogar sujo, apostando que os demais farão o mesmo.
Se um cidadão ou empresário paga propina a um agente público —seja um fiscal, seja um parlamentar— esperando que a oferta seja aceita, o sistema se mantém em equilíbrio. A punição ocasional de alguns transgressores pode produzir mudanças parciais —em um setor, um ministério ou uma prefeitura. Mas, na ausência de um efeito manada, isto é, de um ponto de inflexão capaz de alterar expectativas de forma radical, o equilíbrio global tende a ser restaurado.
As evidências empíricas que sustentam a tese de que “a corrupção corrompe” (Shaul Shalvi) são numerosas e consistentes. Dados do Lapop/Vanderbilt mostram forte correlação entre a crença de que “a corrupção é generalizada” e a probabilidade de se considerar que “pagar propina é justificável”. Daniel Gingerich e coautores demonstraram que a exposição à informação sobre o aumento da corrupção em um país elevou em 28% a propensão a pagar propina, em comparação com um grupo de controle não exposto a essa informação.
Não são “pecadillos” individuais que produzem a corrupção sistêmica. A causalidade opera no sentido oposto: a corrupção corrompe. Gächter e Schulz, em artigo publicado na Nature, encontram evidências, com base em uma amostra de 23 países, do impacto da grande corrupção sobre a pequena. Participantes oriundos de países com altos escores no Índice de Prevalência de Violação de Regras (PRV) —medida que captura grande corrupção, fraude política e evasão tributária— apresentaram maior propensão a se engajar em atos corruptos em experimentos de laboratório.
Fisman e Miguel, por sua vez, examinaram milhares de multas de estacionamento cometidas por funcionários de missões diplomáticas em Nova York —que gozavam de imunidade até 2002— e encontraram forte correlação entre estacionamento ilegal e indicadores de corrupção nos países de origem dos diplomatas. Mesmo na ausência de qualquer punição, as normas sociais forjadas nos países de origem mostraram-se determinantes.
A lição a extrair para o Brasil é clara: é a grande corrupção que molda nossa sociabilidade e estimula as microtransgressões —não o contrário. “Se aqueles no andar de cima fazem, por que eu não posso fazer?” deixa de ser apenas uma pergunta retórica e passa a funcionar como máxima orientadora do comportamento social.
Há vagas de trabalho nesta segunda-feira (2), em Petrolina-PE
domingo, 1 de fevereiro de 2026
Jovem atleta morre vítima de afogamento no Rio São Francisco, em Cabrobó
De acordo com as primeiras informações repassadas à reportagem, o jovem teria desaparecido nas águas do rio e mobilizou buscas no local. O corpo foi encontrado por volta das 19:40h, causando comoção entre familiares, amigos e moradores da região.
Até o momento, não foram divulgados detalhes oficiais sobre as circunstâncias do afogamento. As autoridades competentes devem apurar o ocorrido e adotar os procedimentos legais.
O caso reacende o alerta para os cuidados necessários ao frequentar áreas do Rio São Francisco, especialmente em pontos de correnteza ou sem estrutura adequada para banho, a fim de evitar novas tragédias. Via: Didi Galvão
Maria da Boa Vista-PE se envolve em acidente na BR-428 ao retornar de Petrolina-PE
Com gol no final, Sport vence o Santa Cruz e garante vaga na semifinal do Campeonato Pernambucano
PF apreende maleta com R$ 1,7 milhão em dinheiro vivo com destino a Brasília
sábado, 31 de janeiro de 2026
Tragédia no Congo: desabamento em mina de coltan deixa ao menos 200 mortos
O desabamento da encosta da área de mineração aconteceu na quarta, 28, à tarde; na quinta, 29, outro, de menor intensidade, também foi registrado. O deslizamento foi provocado por uma chuva que atingiu a região. Ainda segundo o grupo, alguns corpos foram resgatados, mas ainda há desaparecidos.
“Algumas (pessoas) foram soterradas e outras ainda estão presas nos poços da mina”, detalhou um garimpeiro. Apesar do incidente, trabalhadores voltaram a atuar no local de extração do minério já na sexta-feira.
A mina está sob o controle do M23 desde abril de 2024. A cidade de Rubaya é responsável, sozinha, pela distribuição de 15% a 30% do coltan mundial; o Congo detém 80% das reservas do planeta. O minério é essencial para a fabricação de equipamentos eletrônicos modernos, já que dele se obtém o tântalo.
Segundo as Nações Unidas (ONU), o M23 estabeleceu “uma administração semelhante à de um Estado” em Rubaya, criando um “ministério responsável pela exploração mineral” que emite “licenças para garimpeiros e operadores econômicos”. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)
Violência desenfreada deixa mulher morta e outras pessoas feridas no Residencial Vivendas, em Petrolina-PE
Segundo informações o crime aconteceu dentro uma casa, na Rua F, do Residencial Vivendas, onde uma mulher identificada como Gessiane teve sua vida ceifada e outras pessoas ficaram feridas depois de serem atingidas por disparos de arma de fogo.
Fonte: Blog Notícias em Destaque
Trump considera bombardeios, operações em terra e mudança de regime no Irã, diz jornal
De acordo com o jornal, o conjunto atual de opções inclui bombardeios e até operações encobertas de militares dos EUA dentro do Irã. Nos últimos dias, Trump também vem ponderando se uma mudança de regime seria uma opção viável, afirmou a reportagem.
Entre as opções de ataque militar à disposição de Trump também estão bombardeios a instalações nucleares do Irã —assim como fizeram em junho de 2025— e contra instalações militares e simbólicas do regime iraniano, como o quartel-general da milícia iraniana que seria responsável pelas mortes de manifestantes nas ruas do país.
Trump ainda não escolheu entre as opções apresentadas pelo Pentágono e, por isso, não autorizou ação militar contra Irã, afirmaram oficiais do governo dos EUA ao jornal. As opções que estão sendo consideradas vão além das que ele tinha na mesa na primeira quinzena de janeiro, quando os EUA ficaram à beira de atacar o regime iraniano, porém Trump foi convencido a desistir da ação após uma ligação de mediadores e após Teerã ter desistido de realizar execuções de manifestantes.
Petrolina: Homem é assassinado a tiros no Projeto Maria Tereza
A Polícia Civil (PC) esteve no local, realizou os primeiros levantamentos e iniciou as diligências para apurar as circunstâncias do crime e identificar a autoria. O corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML).
Com esse registro, Petrolina chega a 26 homicídios contabilizados em apenas 30 dias do mês de janeiro, de acordo com levantamento baseado em dados da PC. O número ainda é parcial, já que o mês não foi oficialmente encerrado. Em comparação com janeiro de 2025, quando foram registradas 16 mortes violentas durante todo o mês, o município apresenta um aumento de 56% nos homicídios, acendendo um alerta para a escalada da violência na cidade.
Economia: Sob Lula, Brasil deve ter o maior rombo fiscal da América Latina em 2026, diz Fitch
Ainda assim, a profissional menciona que a inflação no Brasil tem cedido e o crescimento econômico, aumentado.
A Fitch trabalha com a projeção de que o país deve crescer apenas um pouco abaixo de 2,0% em 2026, enquanto os Estados Unidos devem crescer 2% e a China deve ver seu crescimento cair de 5% para 2,1% por conta da demanda interna menor. Inclusive, os investimentos da China para a América Latina permanecem baixos.
Juros e câmbio
O Brasil também é exceção na região no sentido de política monetária. “Vimos a maioria dos países da América Latina capazes de cortar as taxas de juros, com exceção do Brasil, onde há anos prolongados de taxas mais altas”, afirma Shetty.
Enquanto a maior parte dos países da América Latina tem visto um diferencial de juros em relação ao Fed (Federal Reserve) abaixo da média histórica, o Brasil é um ponto fora da curva. “Com isso, obviamente, há um pano de fundo de moeda amplamente apreciada e fortalecida ao longo de 2025”, diz a chefe de ratings soberanos da agência, citando também o peso colombiano, além do real, neste sentido.
Shetty afirmou ainda, durante webinar da agência de classificação de risco, que a desvalorização global do dólar tem sido benéfica para a América Latina.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
PF encontrou indícios sobre políticos em investigação do Master
Provas coletadas pela PF na primeira fase da operação Compliance Zero, que teve como alvo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, contêm referências a lideranças partidárias e altas autoridades, segundo relatos feitos à Folha, sob anonimato, por investigadores do caso. Eles afirmam que foram feitos “vários achados” com menções a essas figuras.
Quando Vorcaro foi preso, a PF quebrou sigilos, apreendeu documentos e acessou o telefone celular do banqueiro.
As referências aos políticos, na avaliação de investigadores, não têm relação direta com o inquérito sobre a fabricação de carteiras fraudulentas de crédito consignado pelo Master e a negociação de venda para o BRB (Banco de Brasília).
Essas fraudes sustentaram a decisão da Justiça Federal em Brasília que autorizou a primeira fase da operação da PF, em 18 de novembro do ano passado, mesmo dia em que o Master foi liquidado.
Vorcaro ganhou notoriedade em Brasília por ter construído uma rede de aliados políticos e por organizar encontros em uma mansão na capital.
As conhecidas relações do banqueiro provocam tensão entre autoridades desde que o dono do Master foi alvo da PF. Alguns políticos temem que sejam desvendadas suas relações pessoais e financeiras com Vorcaro.
As conexões do banqueiro são consideradas tão amplas que provocaram a leitura de que uma investigação profunda seria comparável à operação Lava Jato, que provocou abalos em diversos partidos e levou a uma série de tentativas de abafar as apurações.
A verificação desses indícios será agora aprofundada pelos investigadores para determinar se houve participação de autoridades no esquema de fraudes de Vorcaro. Eles se somarão aos dados já coletados na segunda fase da operação, que teve como alvo o uso de fundos de investimentos administrados pela gestora Reag para desvio de recursos captados pelo Master com a venda de CDBs (Certificados de Depósitos Bancários).
A segunda fase da Compliance Zero, realizada em janeiro, ocorreu já por ordem do ministro do STF, Dias Toffoli, que assumiu o caso após provocação da defesa de Vorcaro, que alegou ter sido encontrada uma referência ao deputado João Bacelar (PL-BA), que tem foro especial.
A referência a Bacelar, no entanto, não é o alvo das apurações da PF neste novo momento. O material encontrado na operação cita outros políticos, incluindo nomes do Congresso.
Em depoimento à PF no fim de dezembro, Vorcaro minimizou suas conexões com autoridades. “Se eu tenho tantas relações políticas, como estão dizendo, e se eu tivesse pedido a ajuda desses políticos, eu não estaria com a operação do BRB negada, eu não estaria aqui de tornozeleira, eu não teria sido preso e estava com a minha família sofrendo o que a gente está sofrendo”, disse.
Segundo investigadores, as apurações envolvendo políticos poderão ser desmembradas do caso original. Mesmo que o inquérito sobre o negócio BRB-Master seja remetido à Justiça de primeiro grau, a investigação envolvendo políticos continuaria sob supervisão do STF.
Nas últimas semanas, uma articulação foi iniciada por ministros do Supremo para que o caso seja remetido à Justiça de primeiro grau. O objetivo era reduzir a pressão sobre o tribunal, principalmente depois de revelações sobre conexões de integrantes do tribunal com negócios do Master.
O movimento passou a ser descrito como uma saída honrosa para o ministro Dias Toffoli, relator do inquérito no Supremo, que tem sua conduta questionada por manter um alto grau de sigilo sobre o caso e pela sociedade que dois de seus irmãos mantiveram com um fundo controlado pelo cunhado de Vorcaro no resort Tayayá, no Paraná.
Com o desgaste do STF e a pressão da opinião pública, o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo, chegou a afirmar ao G1 que havia “uma tendência, pelo que se verifica até agora” de que o caso saísse do tribunal.
A menção aos políticos encontrada na investigação, no entanto, deve levar a um ajuste de rota, com parte das investigações enviadas à instância inferior e uma nova frente aberta no STF.
A investigação que pode ser enviada ao primeiro grau, que envolve a fabricação de carteiras pelo Master, está avançada e deve ser concluída rapidamente, segundo agentes envolvidos no caso. A PF deve produzir um relatório final e apontar os indícios de crime que teriam sido praticados pelos principais suspeitos.
A preocupação de pessoas envolvidas no caso, ouvidas pela Folha, é com o risco de as investigações contra políticos não avançarem no STF por pressões sobre a corte.