Entre os principais motivos estão o desemprego — citado por 54% dos entrevistados — e brigas com a família — razão de 47,3% deles.
Problemas de saúde, principalmente questões mentais, vêm em seguida, apontados por 32,2% da população em situação de rua. Alcoolismo e drogas foram citados por 30,4%, e violência, por 4,8%.
Só 2,9% estão nessa situação por opção.
Os números citados são de pessoas que estão cadastradas no CadÚnico, ferramenta coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome que tem como objetivo identificar e caracterizar as famílias de baixa renda.
Marco Antônio Carvalho Natalino, autor do estudo do Ipea, afirma que o CadÚnico não serve apenas como passaporte para políticas sociais, mas também como instrumento estratégico de diagnóstico.
"Ele permite a tabulação e a atualização contínua das características socioeconômicas de quem está incluído ali, como escolaridade, localização geográfica, raça e cor", diz.
Já a economista Romane Fortes afirma que é essencial acompanhar a evolução dos dados associados à população em situação de rua. "É um referencial das condições econômicas, principalmente em relação à capacidade de geração de emprego e de renda", fala.
A especialista afirma, no entanto, que é necessária a realização de uma pesquisa mais detalhada para desenvolver soluções efetivas.
Professora do curso de ciências econômicas da Eseg (Escola Superior de Engenharia e Gestão de São Paulo), Romane acredita que o papel do governo é gerar melhorias de curto e longo prazo.
Ela afirma que abrigos no inverno, alimentação e saúde são pontos que podem ser oferecidos de imediato, mas diz também que é necessária a criação de políticas públicas adequadas que sejam capazes de proporcionar higiene, escolarização, moradias e programas de acompanhamento.
A Prefeitura de São Paulo lançou em fevereiro um programa de zeladoria na região da Subprefeitura da Sé que pretendia remover as barracas dos moradores de rua para a limpeza do passeio público. R7
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