quarta-feira, 1 de abril de 2026

Gilmar Manda Soltar Delegado Citado na Delação de Gritzbach por Ligação com o PCC

O delegado estava preso desde 2024. Gritzbach — que o delatou — foi executado a tiros no aeroporto de Guarulhos. Gilmar disse que não havia "conjunto probatório robusto."

O decano do STF, Gilmar Mendes, determinou nesta terça (31/3) a soltura do delegado de Polícia Civil Fábio Baena Martin — preso preventivamente desde 2024 após ser citado na delação do empresário Vinícius Gritzbach como um dos agentes corrompidos no esquema de infiltração do PCC nas polícias paulistas. Na decisão, Gilmar afirmou que o delegado estava mantido preso unicamente com a "palavra do delator" e que não haveria fundamentos suficientes para manter a prisão — determinando sua soltura mediante pagamento de R$ 100 mil em fiança e uso de tornozeleira eletrônica. O problema: Gritzbach foi executado a tiros na área de desembarque do aeroporto de Guarulhos em 2024 — antes de concluir sua colaboração. Sua delação apontava um esquema de propina de R$ 30 milhões para que ele não respondesse por dois assassinatos ligados ao PCC. A Operação Tacitus, deflagrada em dezembro de 2025, indiciou 14 pessoas com base nessas informações — revelando manipulação de investigações, vazamento de dados sigilosos e lavagem de dinheiro para o PCC. O mesmo Gilmar que votou para derrubar a CPMI do INSS e bloqueou a quebra de sigilo da empresa dos irmãos de Toffoli — agora solta um delegado citado em delação sobre o PCC. O delator está morto. O delegado está livre.

📰 Fonte: Bradock Show

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