quarta-feira, 15 de abril de 2026
Acidente entre carro e caminhão é registrado próximo ao aeroporto de Petrolina
Polícia apreende quase 30 kg de maconha no N-4, em Petrolina-PE
Por 6 votos a 4, os senadores rejeitaram o texto do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE) que visava impeachment de ministros do STF
Votaram contra: Beto Faro (PT-PA), Teresa Leitão (PT-PE), Humberto Costa (PT-PE), Soraya Thronicke (PSB-MS), Rogério Carvalho (PT-SE) e Otto Alencar (PSD-BA).
A favor: Alessandro Vieira (MDB-SE), Eduardo Girão (Novo-CE), Magno Malta (PL-ES) e Esperidião Amim (PP-SC).
O relator pedia o indiciamento, com encaminhamento para análise de abertura de processo de impeachment, dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O relatório foi barrado depois de a base do governo ter se articulado para mudar três integrantes do colegiado para conseguir uma maioria contrária ao texto. A manobra ocorreu após ministros alvo da CPI pressionarem o governo e o Senado contra o relatório. Os ministros do STF também se manifestaram contrários ao texto.
A reunião da CPI foi marcada por discursos desqualificação do relatório feita por senadores da base governista, maioria neste que foi o último dia de funcionamento da comissão.
“Eu acho que vossa excelência se deixou seduzir por um caminho da política nesse processo e terminou produzindo um relatório que nos deixou a todos com a sensação de que está faltando muita coisa aqui e tem coisas que não deveriam estar aqui”, afirmou o senador Humberto Costa.
O relator Alessandro Vieira disse que ter sofrido ameaças de ministros do STF que tiveram o indiciamento pedido em seu relatório e que não se curvará a elas.
“As pessoas que estão sentadas na Suprema Corte não são donas do País. Elas têm o direito de falar por último sobre o direito, sobre a lei. Mas já de há muito se habituaram a atravessar a rua, a interferir nesta Casa, a interferir na Casa vizinha, a fazer manifestações que são de cunho claramente político e também, infelizmente, mais recentemente, a usar da ameaça como expediente”, disse.
O presidente da comissão, Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou ter críticas a condutas de ministros da Corte, mas alegou não ver provas de que eles tenham praticado crime dolosamente.
“Esse ato de indiciamento é um ato de grande responsabilidade, porque você está lidando com a reputação e a vida das pessoas. E isso é muito grave, é muito sério em uma democracia. Ninguém pode ser punido por fato previsto como crime senão quando pratica dolosamente”
O texto rejeitado pela CPI tem 221 páginas e dedica 23 delas a uma análise de ações e omissões das quatro autoridades no caso do Banco Master.
Dias Toffoli
O relatório final afirma que Dias Toffoli deve ser enquadrado nos dispositivos da lei de crimes de responsabilidade que pune a atuação em julgamento “quando, por lei, seja suspeito na causa” e a atuação “de modo incompatível com a honra, dignidade e o decoro”.
Toffoli assumiu a relatoria do caso Master no STF após acolher pedido da defesa de Daniel Vorcaro, dono do Master. Até então, o caso tramitava na 10ª Vara Federal de Brasília, no âmbito da Operação Compliance Zero.
Como relator, deu decisões classificadas pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) como “atípicas” e causadoras de “legítima perplexidade institucional”, como a imposição de sigilo máximo no processo e a ordem para acautelamento no STF de celulares apreendidos.
Os atos, destaca o relatório, foram praticados “ocultando-se que o ministro havia mantido relação financeira, por intermédio da empresa Maridt, com fundo de investimento ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro e também investigado na Operação Compliance Zero”.
O Estadão revelou em janeiro que Zettel estava por trás do fundo que comprou a participação da família Toffoli em um resort localizado em Ribeirão Claro, no Paraná. Toffoli só admitiria ser sócio oculto da Maridt um mês depois, quando, sob pressão, decidiu deixar a relatoria do caso.
O relatório também cita perícia feita pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro que documentou um canal de comunicação entre Toffoli e Vorcaro que “extrapolava a liturgia do cargo”. O Estadão revelou que nas conversas extraídas do celular do dono do Master, o cunhado de Vorcaro disse que os pagamentos ao Tayayá totalizaram R$ 35 milhões.
A peça elaborada pelo senador Alessandro Vieira afirma que as decisões proferidas “foram sistematicamente favoráveis ao investigado com quem o ministro tinha relação financeira”.
O relator da CPI do Crime Organizado também citou as “múltiplas viagens” em aeronaves privadas ligadas a Daniel Vorcaro. Como mostrou o Estadão, Toffoli usou aviões particulares para pelo menos três viagens ao resort Tayayá, do qual foi sócio oculto.
Alexandre de Moraes
Em relação a Moraes, o relatório atribui os mesmos dispositivos vedados conforme previstos na lei de crimes de responsabilidade: proferir julgamento quando por lei seja suspeito na causa e proceder de modo incompatível com a honra e o decoro.
Ao detalhar as condutas de Moraes, o documento menciona conversas do ministro com o investigado, recuperadas pela Polícia Federal, “em contexto que sugere tentativa de interferência em medida cautelar”. Moraes e Vorcaro conversaram por aplicativo de mensagens no dia da primeira prisão do banqueiro, em novembro. Ambos usavam um artifício que fazia o conteúdo das mensagens desaparecer após visualizados.
No pedido de indiciamento de Moraes, o relator também cita que o ministro tentou contato reiteradamente com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para obter informações sobre o processo de venda do Master ao Banco de Brasília (BRB). A ação, no entendimento de Alessandro Vieira, foi uma “captura regulatória”, que ocorre quando um agente público usa seu prestígio institucional para influenciar o resultado de processo administrativo.
“Tal conduta é especialmente grave porque teria ocorrido enquanto o escritório de sua esposa prestava ao mesmo banco os serviços de ‘política de relacionamento com o poder público’ pelos quais recebeu dezenas de milhões de reais”, frisa o relatório.
O relatório também aponta que Moraes fez uso do “aparato jurisdicional para perseguir quem revelou o conflito de interesses”. O ministro instaurou procedimentos para apurar “vazamento” de informações sobre o contrato do escritório da esposa dele, a advogada Viviane Barci, com o Banco Master. Para o senador, o ato configura uso abusivo do cargo para fins de autopreservação porque, na verdade, o ministro deveria se declarar suspeito e afastar-se do caso.
A banca de advocacia de Viviane Barci, com dois dos filhos do casal, firmou com o Master um contrato de R$ 129 milhões e faturou ao menos R$ 80 milhões, conforme revelaram documentos da Receita Federal entregues à comissão.
O pedido de indiciamento inclui ainda a decisão de “restringir severamente” a requisição e o uso de Relatórios de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a decisão de dar andamento ao julgamento de ação que visa impor novos limites para acordos de delação premiada. Àquela altura, Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel se movimentam para firmar acordos de colaboração.
As “múltiplas viagens” em voos ligados a Daniel Vorcaro também são citados no capítulo do pedido de indiciamento de Moraes. Há registros de pelo menos oito viagens dele e da mulher a bordo dos aviões de empresa que pertencia ao banqueiro para os aeroportos de Congonhas e Catarina, em São Paulo.
Gilmar Mendes
O pedido de indiciamento de Gilmar Mendes é baseado no artigo que pune a atuação de modo incompatível com a honra, a dignidade e o decoro. O relatório afirma que decisões dele em ações relacionadas ao Banco Master e à CPI tiveram efeito de “proteção corporativa”.
Entre as decisões citadas, a que suspendeu as quebras de sigilo da Maridt, empresa de Toffoli, e do Fundo Arleen, que comprou cotas dela no resort do Paraná. O pedido de suspensão foi apresentado em um mandado de segurança da empresa Brasil Paralelo contra a CPI da Covid, arquivado desde 2023, cuja relatoria pertencia a Gilmar Mendes.
“O ministro, em vez de declinar da competência e remeter os autos ao relator natural, acolheu a manobra, desarquivou o processo, converteu o instrumento processual — de mandado de segurança para habeas corpus — e proferiu decisão de mérito em favor de empresa de colega de Tribunal, no mesmo dia do protocolo”, destaca.
Paulo Gonet
O pedido de indiciamento, com solicitação de abertura de processo de impeachment, contra o procurador Paulo Gonet é baseado no dispositivo que aponta “desídia no cumprimento das atribuições”. O relatório afirma que Gonet tinha acesso a uma série de informações sobre conduta de ministros do STF no caso Master, levantadas pela imprensa e pela Polícia Federal, e não atuou como deveria.
O senador Alessandro Vieira salienta que o procurador-geral da República não adotou nenhuma providência concreta no sentido de promover a investigação e a eventual responsabilização das autoridades envolvidas.
“A autoridade operou verdadeira blindagem por meio da inércia, abdicando do mandato persecutório estatal. A omissão qualificada do PGR, no contexto de monopólio funcional que a Constituição lhe confere para a ação penal perante o STF, produz efeito equivalente ao de uma anistia de facto: ao não agir, o único agente público com legitimidade para instaurar a persecução penal contra ministros do STF torna materialmente impossível a responsabilização daqueles que deveria investigar, convertendo a discricionariedade em instrumento de imunidade”, frisa.
Senadores Humberto Costa (PT-PE) e Teresa Leitão (PT-PE) votaram contra o relatório da CPI do Crime Organizado
Há vagas de trabalho nesta quarta-feira (15), em Petrolina-PE
terça-feira, 14 de abril de 2026
Datafolha: 55% dos brasileiros acreditam em envolvimento de ministros do STF no caso Banco Master
O levantamento revela ainda que cerca de 70% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento ou já ter ouvido falar sobre as denúncias envolvendo a instituição financeira e suas possíveis conexões com autoridades e figuras da política nacional. Por outro lado, 30% declararam desconhecer o caso.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 7 e 9 de abril, em 137 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03770/2026.
O Supremo Tribunal Federal passou a ser citado no debate após reportagens apontarem possíveis conexões indiretas entre integrantes da Corte e o Banco Master. As revelações ampliaram a repercussão nacional e intensificaram o debate público sobre transparência e responsabilidade institucional.
Em meio à crise, cresce a pressão política sobre o Judiciário. Atualmente, dezenas de pedidos de impeachment contra ministros do STF aguardam análise no Senado Federal, o que reforça o ambiente de tensão entre os Poderes.
Diante desse cenário, ganhou força a discussão sobre a criação de um código de conduta para ministros dos tribunais superiores. A proposta busca ampliar a transparência e fortalecer a confiança da população nas instituições democráticas brasileiras.
Interdição parcial na Avenida Honorato Viana altera itinerários de ônibus e estacionamento em Petrolina
Pela primeira vez na história, CPI pede inicialmente de ministros do STF
Mulher assassinada à tiros no Residencial Vivendas, em Petrolina-PE
Há vagas de trabalho nesta terça-feira (14), em Petrolina-PE
segunda-feira, 13 de abril de 2026
Superendividamento: Brasil tem mais cartões de crédito do que habitantes
PT Vai ao TSE contra o TikTok e Pede Censura Prévia em Cinco Plataformas
Tomar a "quantidade ideal" de café pode ajudar a saúde mental a longo prazo
Petróleo abre a semana com alta de quase 8% após fracasso em trégua entre EUA e Irã
O Brent, referência internacional, abriu em alta de 8% a US$ 102,60, enquanto o West Texas Intermediate saltou na mesma proporção para US$ 103,99, com operadores de petróleo alertando que um conflito prolongado agravaria a escassez de combustíveis.
O anúncio de Trump de um bloqueio naval do estreito a partir de segunda-feira tem como objetivo pressionar o regime iraniano, que continuou exportando petróleo para mercados-chave como a China durante o conflito. Mas analistas alertaram que um bloqueio poderia escalar o conflito.
“Bloquear o estreito sustenta preços mais altos do petróleo por mais tempo, pois aponta para uma guerra mais prolongada”, disse Michael Alfaro, diretor de investimentos da Gallo Partners, um fundo de hedge focado em energia e indústrias.
“Um bloqueio americano pode funcionar no longo prazo, mas cria uma incerteza complexa agora que exige uma reprecificação do risco, impulsionando os preços do petróleo para cima.”
Amrita Sen, fundadora e diretora de Inteligência de Mercado da Energy Aspects, disse que um bloqueio impediria o petróleo iraniano de chegar aos mercados.
“Até agora, os EUA permitiram as exportações de petróleo bruto e derivados iranianos, e até flexibilizaram sanções para que mais compradores pudessem importar essas cargas, já que os EUA estavam tão focados em manter os preços do petróleo baixos. Mas se houver um bloqueio genuíno, são mais 1,5 milhão a 1,7 milhão de barris por dia de exportações de petróleo que seriam paralisadas —além dos mais de 10 milhões de b/d já interrompidos.”
A reabertura do estreito foi um ponto crucial de impasse nas negociações entre EUA e Irã para transformar um cessar-fogo de duas semanas, iniciado na terça-feira passada, em uma paz mais duradoura. As negociações terminaram sem acordo no sábado.
Cerca de um quinto do suprimento global de petróleo e gás natural liquefeito transita pelo estreito de Hormuz, que é um dos pontos de estrangulamento energético mais importantes do mundo.
Analistas disseram que a estratégia americana de bloquear o estreito ainda não equivale a um retorno ao combate ativo. Mas apontou para uma escalada que aumentaria as preocupações sobre uma piora na escassez de produtos petrolíferos essenciais, como combustível de aviação e diesel.
“Escalada tende a gerar escalada”, disse Kevin Book, chefe de pesquisa da ClearView Energy Partners. “Bloquear navios-tanque iranianos pode elevar os preços e agravar a escassez.”
O plano também sugeriu que Trump estava disposto a arriscar uma interrupção prolongada no fornecimento, apesar dos preços crescentes de gasolina e diesel nos EUA.
“Isso mostra que o presidente Trump está disposto a arriscar uma interrupção prolongada entrando na temporada de viagens de verão para preservar a posição de enriquecimento zero [de urânio no Irã]”, disse Helima Croft, chefe global de estratégia de commodities da RBC Capital Markets.
O presidente americano conseguiu manter os preços do petróleo relativamente estáveis “sinalizando consistentemente que está encerrando o conflito”, disse ela. “Um bloqueio poderia de fato mudar o sentimento do mercado sobre a duração e causar uma convergência entre o mercado físico e o de papel.”
O mercado de petróleo fechou em baixa na sexta-feira e o Brent registrou sua maior queda semanal desde agosto de 2022 devido ao otimismo de que as negociações de paz entre EUA e Irã poderiam levar a um acordo. Os futuros do Brent fecharam em queda de quase 1% a US$ 95,20 o barril, enquanto o West Texas Intermediate, referência americana, caiu 1,3% para fechar a US$ 96,57 o barril.
Jorge León, analista da Rystad Energy, disse esperar que os preços do petróleo voltem a ultrapassar US$ 110 o barril. “O que importa é que as chances de um cessar-fogo duradouro despencaram”, disse ele.
Bob McNally, fundador do Rapidan Energy Group e ex-assessor de energia da Casa Branca, disse que a grande questão agora é se o Irã e seus aliados retaliarão contra a infraestrutura energética crítica na região.
Presidente da República não tem nada que manter conversas reservadas com um ministro do Supremo
— Se o cara quiser ser milionário, não pode ser ministro da Suprema Corte.
Ora, a família Moraes ficou milionária em pouco espaço de tempo. O escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, recebeu nada menos que R$ 80 milhões do Banco Master em apenas dois anos de um contrato até agora pouco esclarecido. Lula não apresentou nenhum fato novo. Mas a palavra do presidente da República tem peso, sobretudo em público. Ele havia mantido conversa particular com o companheiro Moraes quando deu aqueles conselhos.
Já estava errado. Têm acontecido tantos comportamentos impróprios, que muitos passam batido. O presidente da República não tem nada que manter conversas reservadas com ministro do STF, entre outras coisas porque o ministro poderá ser chamado a votar em assuntos de interesse do governo. Como o caso Master. Mas, em Brasília, esses ritos são até motivo de galhofa. Lá, entende-se que um ministro voar em jatinho do réu não tem nada de mais. Fumar charutos e tomar uísque pagos por banqueiros passa como uma coisa de amigos do peito.
— Qual é? — dizem.
— Estão suspeitando de mim? — perguntam.
Pois é, muitos estamos. E ao grupo se juntou, publicamente, o presidente Lula. Por que Moraes não poderia participar de julgamentos do caso Master? Porque há suspeitas. E de onde vêm essas suspeitas? Dos comportamentos e amizades impróprios e, sobretudo, dos R$ 80 milhões embolsados pela sua mulher.
Lula fez uma ressalva. Disse que o companheiro Moraes salvou a democracia com o julgamento da trama golpista. Isso está gravado na biografia que, entretanto, segundo Lula, pode ser jogada fora por Vorcaro. Na verdade, já foi jogada. Por isso Moraes tem tantas explicações a dar sobre suas relações com Vorcaro, além de declarar-se impedido de julgar.
Em vez disso, que fez o ministro? Tirou da gaveta uma antiga ação movida pelo PT, que propõe limites ao instituto da delação premiada. Justo quando Vorcaro se apressa para apresentar sua delação. Com isso, o companheiro Moraes detonou o esforço de Lula de tirar o Master de suas costas. O presidente tem dito que o caso vem da gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central, no governo Bolsonaro. Está difícil de colar, já que o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, disse não ter encontrado nada de errado na gestão de Campos Neto.
Talvez Lula tenha se precipitado. Afinal, os pagamentos de Vorcaro recompensaram figuras dos diversos lados do espectro político. Não é um escândalo do PT. É universal, digamos. Mas Lula quis se afastar especificamente do ministro que está mais envolvido, Moraes, chamado de companheiro por ter sido avalista da vitória do presidente. Não deu muito certo.
E, quando se pensa que todos os escândalos já estão na mesa, vem o ministro Gilmar Mendes acrescentar mais um. Falando numa sessão do STF, mas como se fosse uma conversa banal num bom restaurante, Gilmar afirmou:
— Eu conversava com o diretor-geral da Polícia Federal, que dizia que 32 ou 34 parlamentares da Assembleia [Legislativa do Rio (Alerj)] recebiam mesada do jogo do bicho.
Então a Polícia Federal sabe do crime, o decano do STF é informado, e fica por isso mesmo? O ministro pediu “piedade” ao Rio de Janeiro. Justiça não? Tem mais. Há 70 deputados na Alerj, todos agora declarados suspeitos, pois nem a PF nem o ministro identificaram os mensaleiros. Pelo menos a PF certamente sabe quem são, pois a informação foi bem precisa: 32 ou 34 são criminosos.
Em vez de denúncia formal, em vez de processo nos tribunais competentes, a coisa fica ali no bate-papo. Pode isso? Não pode, ministro. Além disso, pelo menos 36 deputados não são mensaleiros, mas foram jogados no mesmo saco. Processarão o ministro? A PF? Se arriscariam a isso? Vai que descobrem outras coisas.
Veja as vagas de trabalho nesta segunda-feira (13), em Petrolina-PE
domingo, 12 de abril de 2026
Capotamento em área rural de Petrolina deixa motorista e criança feridos
Flávio e Zema aparecem juntos e agitam as redes: ‘A dupla que eu quero’
No vídeo, descontraído, Zema destaca: “Tô aqui com Flávio, fazendo o convite para ele ser meu vice”. O pré-candidato do PL deixa um questionamento aos apoiadores: “Será?”
O vídeo rapidamente viralizou nas redes sociais, onde internautas apoiaram a ideia. Alguns comentários destacam: “Essa é a dupla que eu quero”; “união em favor do Brasil”.
Até o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), comentou: “Baita dupla. Mas, olha, não conta ainda. Deixa o suspense”. Veja o vídeo abaixo:
O nome de Zema é a preferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para integrar a chapa de Flávio na corrida ao Planalto, conforme interlocutores.
O burburinho voltou a dominar as redes sociais, no começo da noite deste sábado, quando o deputado federal Marcel van Hattem (Novo), pré-candidato ao Senado no Rio Grande do Sul, postou um vídeo destacando que a direita está “unida”.
Araripina: Jovem que matou o pai a facadas se entrega à polícia no distrito de Lagoa do Barro
Violência: Em Petrolina (PE), discussão no trânsito deixa um homem morto
Jovem de 22 anos morre após cair de moto em canal no perímetro irrigado Maria Tereza em Petrolina
sábado, 11 de abril de 2026
Silvio Matos, ator e dublador, morre aos 82 anos
Um de seus projetos mais lembrados no ambiente digital foi o Vlog do Fernando, onde seus comentários ácidos e a performance autêntica garantiram que ele fosse reconhecido como um dos grandes nomes da comédia no YouTube Brasil.
Além do sucesso nos vídeos de humor, a trajetória de Silvio na televisão foi extensa e variada. O ator ficou conhecido por interpretar diversos padres em novelas das redes Globo e Record, papéis que ele desempenhava com uma serenidade e elegância características.
Em sua filmografia recente, destaca-se sua participação no filme Jorge da Capadócia (2024) e na série Família Paraíso (2022), provando que sua energia e talento para a atuação permaneciam vibrantes mesmo com o passar das décadas.
No campo da dublagem, Silvio Matos deixou sua marca em obras clássicas que hoje fazem parte da memória afetiva do público. Ele emprestou sua voz a personagens de séries icônicas como A Feiticeira, onde deu vida ao Tio Arthur na segunda dublagem, e em produções como Daniel Boone e Viagem ao Fundo do Mar.
Antes de se consolidar em frente às câmeras e microfones, ele também atuou por muitos anos como montador de filmes, o que lhe conferia uma visão técnica privilegiada sobre o tempo da atuação e da narrativa audiovisual.
Nos últimos anos, o ator manteve uma presença ativa nas redes sociais, utilizando seu próprio canal no YouTube para ler textos políticos e opinativos que frequentemente viralizavam pela clareza e vigor de suas interpretações.
Silvio Matos veio ao mundo em 19 de abril de 1943, na cidade de São Paulo.
PRF passa a usar drones para aplicar multas; veja infrações detectadas
Na prática, os equipamentos funcionam como um reforço à observação dos agentes em campo. A partir das imagens captadas do alto, as equipes conseguem registrar irregularidades por videomonitoramento ou acionar viaturas posicionadas mais adiante para realizar a abordagem do condutor.
Leia a matéria completa no site do Correio24h, parceiro do Metrópoles.
Grupo Via Oeste afirma que demitiu frentista envolvido em abastecimento irregular de viatura da PRF em Salgueiro
Leia a nota na íntegra abaixo:
“O Grupo Via Oeste, diante da circulação de vídeos e áudios em redes sociais, vem a público prestar esclarecimentos acerca dos fatos ocorridos em uma de suas unidades.
Na data de 09 de abril de 2026, no período da tarde, uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF), ao realizar abastecimento no estabelecimento, identificou divergência na quantidade de combustível registrada. Imediatamente, foram adotadas todas as providências cabíveis, pautadas na transparência e responsabilidade, incluindo a realização de testes de aferição da bomba de combustível, o qual atestou o pleno e regular funcionamento do equipamento, em conformidade com as normas técnicas e regulatórias da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
No curso de apuração interna, realizada mediante análise do sistema de monitoramento, restou constatada conduta irregular isolada por parte de um colaborador (frentista), consistente no início de novo abastecimento sem o devido zeramento da bomba, fato que ensejou a divergência identificada.
Diante dos fatos apurados, o referido colaborador foi preso em flagrante pela autoridade policial, pela suposta prática do crime de furto, sendo conduzido à autoridade competente para a adoção das medidas legais cabíveis.
Cumpre informar que o colaborador foi imediatamente desligado de suas funções, não mantendo qualquer vínculo atual com o Grupo Via Oeste, sem prejuízo de sua responsabilização nas esferas penal, civil e administrativa, conforme o devido processo legal.
O Grupo Via Oeste reitera seu compromisso com a legalidade, a ética e a transparência, repudiando de forma veemente quaisquer práticas ilícitas, as quais não condizem com seus padrões operacionais, tratando-se de fato isolado e alheio às diretrizes da empresa.
Há mais de 50 anos atuando com ética, transparência e respeito ao consumidor. Estamos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.”
Da redação do Blog do Chico Gomes
Mulher é assassinada por golpes de faca próximo à rodoviária de Petrolina-PE
sexta-feira, 10 de abril de 2026
Homem de 42 anos é morto a tiros dentro de casa na Zona Rural de Petrolina
Homem é preso no Antônio Cassimiro por ameaça e porte ilegal de arma de fogo
De acordo com o boletim, a equipe foi informada sobre uma ameaça e disparo de arma de fogo, e se deslocou até o local, executando a prisão em flagrante do suspeito. Na ocasião os policiais apreenderam uma espingarda calibre 12 com adaptador para calibre 38, além de uma arma de pressão, munições de calibres 38 e 12, bem como projétil deflagrado relacionado ao fato investigado.
O homem foi conduzido à unidade policial, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis. Ele permanece à disposição da Justiça.
Estreia de filme sobre Bolsonaro será em setembro
CPI para investigar ministros do STF e grupos criminosos já tem apoio de 40 senadores
Indígenas ocupam a Esplanada e cobram o governo Lula: ‘Precisa ajudar o nosso povo’
Um dos principais pontos em debate é a tese do marco temporal, que estabelece critérios para demarcação de terras com base na ocupação em 1988. Na marcha, os povos originários também cobraram o governo Lula (PT), pela aprovação urgente da proposta.
O tema já foi analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas continua em discussão no Legislativo por meio de propostas em tramitação.
“Peço ao nosso presidente, ao STF, que olhem a criminalização que estão fazendo com o nosso povo. Precisamos que o presidente da República ajude o nosso povo”, afirma uma liderança indígena no movimento.
Participam da mobilização representantes de centenas de povos, como tikuna, kokama, makuxí, tupinambá, pataxó, krahô e guajajara, entre outros. O ato tem como foco a defesa de direitos territoriais e o acompanhamento de propostas em tramitação no Congresso relacionadas às terras indígenas.
O Acampamento Terra Livre é considerado o maior encontro indígena do país e reúne lideranças para debates, plenárias e atividades culturais ao longo da semana. A programação inclui discussões sobre políticas públicas, direitos constitucionais e temas ligados à organização social dos povos originários.