A temperatura mínima na Capital do São Francisco para hoje é de 21ºC, podendo chegar a uma máxima de 32ºC.
segunda-feira, 8 de junho de 2026
A guerra que poderia ter terminado antes e a Europa que talvez não tivesse caído sob o comunismo
A obra parte de uma pergunta que desafia uma das narrativas mais consolidadas da história do século XX: os Aliados realmente seguiram o caminho militar mais eficiente para derrotar a Alemanha nazista? Segundo West, a resposta é não.
Após o sucesso da campanha italiana em 1943, os Estados Unidos e o Reino Unido abandonaram uma oportunidade estratégica que poderia ter abreviado a guerra, reduzido o número de mortos, interrompido mais cedo o Holocausto e impedido que grande parte da Europa Oriental fosse absorvida pela esfera de influência soviética.
A campanha italiana
Após o desembarque aliado na Sicília, em julho de 1943, o regime de Benito Mussolini entrou em colapso.
Em setembro daquele mesmo ano, os Aliados desembarcaram no continente italiano e iniciaram uma lenta, porém contínua, progressão rumo ao norte.
Para Winston Churchill, primeiro-ministro britânico, a Itália representava o chamado “ventre mole da Europa” — uma rota que permitiria atacar o Terceiro Reich por seu flanco sul.
Na visão de Churchill, uma ofensiva contínua através da Itália poderia levar os Aliados à Áustria, aos Bálcãs e ao sul da Alemanha antes que o Exército Vermelho ocupasse essas regiões.
Diana West argumenta que essa oportunidade estratégica foi abandonada.
A mudança de rumo
Enquanto Churchill defendia a continuação da ofensiva mediterrânea, Josef Stalin insistia na abertura de uma segunda frente no oeste da Europa.
A União Soviética enfrentava o grosso do esforço militar alemão na Frente Oriental e exigia que britânicos e americanos realizassem uma invasão direta da França para aliviar a pressão sobre Moscou.
Essa exigência acabaria resultando na Operação Overlord, o famoso Dia D, realizado em 6 de junho de 1944 na Normandia.
A decisão de concentrar homens, navios, equipamentos e recursos logísticos na invasão da França representou o abandono da estratégia mediterrânea.
Em vez de explorar o avanço já obtido na Itália, os Aliados optaram por abrir uma nova frente que consumiria enormes recursos e prolongaria a guerra.
A influência soviética em Washington
O elemento mais perturbador da tese de Diana West é sua interpretação sobre o processo decisório dentro do governo americano.
A autora sustenta com documentos que a política externa dos Estados Unidos durante a administração de Franklin Roosevelt foi influenciada por socialistas entusiastas da União Soviética ou agentes diretamente ligados aos interesses de Moscou.
West dedica grande parte de sua obra à análise de personagens como Harry Hopkins, um dos principais assessores de Roosevelt.
Segundo a autora, a presença de agentes de influência soviética em posições estratégicas ajudou a direcionar decisões americanas de forma favorável aos interesses de Stalin.
Nessa interpretação, a prioridade dada à invasão da França não teria sido apenas uma decisão militar, mas teria servido também aos objetivos geopolíticos soviéticos.
O que poderia ter acontecido
A hipótese central de West é que uma ofensiva reforçada através da Itália poderia ter produzido um colapso mais rápido da Alemanha.
Ao avançar pelos Alpes, pela Áustria e pelos Bálcãs, os Aliados Ocidentais poderiam ter alcançado regiões que posteriormente seriam ocupadas pelo Exército Vermelho. Isso teria alterado profundamente o mapa político do pós-guerra.
Países como Polônia, Hungria, Romênia, Bulgária, Tchecoslováquia e partes da Iugoslávia poderiam ter ficado sob influência ocidental, em vez de serem incorporados ao bloco soviético.
A famosa Cortina de Ferro descrita por Churchill talvez jamais tivesse sido estabelecida da forma como ocorreu.
O impacto sobre o Holocausto
Outro ponto central da análise de West envolve o Holocausto. A autora observa que as deportações em massa e o funcionamento das câmaras de gás atingiram seu auge entre 1942 e 1944.
Se a Alemanha tivesse sido derrotada meses antes, campos de extermínio poderiam ter sido libertados mais cedo e inúmeras vidas teriam sido preservadas.
West associa o prolongamento da guerra não apenas à continuidade dos combates militares, mas também à continuidade das políticas de extermínio nazistas. Cada mês a mais de guerra significou novas deportações, novas execuções e novos massacres em toda a Europa ocupada.
A Europa do pós-guerra
Para Diana West, as consequências da escolha estratégica dos Aliados ultrapassaram o campo militar.
A configuração política do mundo após 1945 foi profundamente moldada pela decisão de permitir que o Exército Vermelho comunista avançasse até o coração da Europa.
A ocupação soviética de metade do continente, a divisão da Alemanha, a criação dos regimes comunistas do Leste Europeu e o início da Guerra Fria seriam, nessa leitura, consequências diretas das opções adotadas durante os últimos anos do conflito.
A autora vê os acordos políticos celebrados ao final da guerra, especialmente aqueles que reconheceram a influência soviética sobre a Europa Oriental, como o resultado inevitável de uma realidade militar criada no campo de batalha.
Quando as negociações ocorreram, Stalin já controlava vastos territórios com seus exércitos.
Uma reinterpretação da guerra
Mais do que uma análise de campanhas militares, American Betrayal propõe uma reinterpretação abrangente da Segunda Guerra Mundial.
Diana West argumenta que a história tradicional concentra-se na derrota do nazismo, mas presta pouca atenção ao fortalecimento simultâneo da União Soviética. A guerra terminou com a destruição de um regime totalitário e a expansão de outro.
A pergunta que permeia toda a obra é simples, mas intrigante: se os Aliados possuíam uma alternativa capaz de derrotar Hitler mais rapidamente e limitar a expansão soviética, por que ela não foi seguida? Ok
É essa questão que faz de American Betrayal uma das interpretações mais debatidas e controversas da história do século XX.
Fonte: Revista Timeline
Governo Trump derruba rede de 3 milhões de pedófilos
Veja as vagas de trabalho nesta segunda-feira (8), em Petrolina-PE
domingo, 7 de junho de 2026
Colisão entre duas motos deixa dois mortos no Centro de Salgueiro
Governo deve pagar advogado americano para Moraes, e isso custa muito caro
Brasileiro paga até pré-escola para filho de servidores do TSE
A turma do TSE não tem do que reclamar: só de “auxílio alimentação”, cada servidor ganhou R$1.860,51 em um mês, quase R$90 por dia útil.
A casta tem filhos, mas quem banca a creche ou a “pré-escola” são os pagadores de impostos. Além dos R$791,21 de auxílio-odontológico.
A conta da assistência médica e odontológica é muito maior, já que entram na fatura 1.232 titulares o outros 2.060 dependentes.
Fonte: Diário do Poder
Brasil vence o Egito por 2 a 1 em último amistoso antes da Copa do Mundo
Liberdade de expressão: Mais da metade dos brasileiros acredita que criticar o STF é crime
Uma pesquisa do Instituto Sivis, realizada em abril com 1.109 entrevistados, mostra que 57,5% dos brasileiros acreditam que “acusar publicamente o STF de prejudicar a democracia” é algo proibido no país. Em 2023, esse índice era de 35%.
A explicação para esse crescimento expressivo, segundo Sara Clem, pesquisadora do instituto, é que ele não nasce apenas de um desconhecimento técnico, mas faz parte do acirramento da polarização política.
“Os embates entre STF e Legislativo, as investigações sobre desinformação e a cobertura jornalística intensa sobre esses temas criam um ambiente em que qualquer manifestação sobre a Corte parece carregada de risco”, aponta a pesquisadora.
Esse movimento geral pode reforçar essa percepção de que a crítica ao STF é perigosa, especialmente entre aqueles que acreditam que a Corte esteja fragilizando a democracia ou a confiança nas instituições. “Basta observar que, nos últimos anos, tanto alguns parlamentares quanto cidadãos comuns que fizeram críticas públicas à Corte foram incluídos em inquéritos e investigações”, diz Clem.
O cientista político e professor do Insper Fernando Schüler afirma que essa percepção reflete a forma como a população interpreta episódios recentes envolvendo liberdade de expressão no país.
Segundo ele, o receio de se manifestar publicamente decorre de casos de censura, bloqueios de perfis, multas e investigações contra jornalistas, políticos e outras figuras públicas que fizeram críticas a autoridades.
“Não é toda autoridade. São certas autoridades. Isso jamais deveria acontecer em uma democracia, mas vem acontecendo no Brasil como o caso ainda muito recente do Kleber Cabral, presidente da Unafisco, que foi censurado por uma constatação que ele fez. E agora o Romeu Zema, com uma charge, sendo acionado pela PGR a pedido do STF.”
Schüler adverte que o medo de questionar o poder desfigura o regime republicano, que tem como essência a separação clara entre quem ocupa temporariamente uma função pública e a própria estrutura do Estado.
Quando essa distinção se perde, segundo ele, o país passa a se aproximar de uma lógica típica de regimes absolutistas. “Esse tem sido um desafio brasileiro e acredito que essa pesquisa veio a calhar, porque ela surge neste momento para nos ajudar a refletir sobre esse assunto”, afirma ele.
Medo real de censura, nível de escolaridade e percepção geracional
A pesquisa do Instituto Sivis também mostra que 61,7% dos entrevistados acreditam ser proibido criticar publicamente figuras públicas. Para a pesquisadora Sara Clem, o dado revela a existência de um receio real de sofrer censura, processos judiciais ou cancelamento digital.
“Esse receio parece se intensificar diante de episódios concretos que ganharam repercussão nos últimos anos, como o caso de um cidadão obrigado a retirar da janela de seu apartamento uma faixa com a palavra ‘ladrão’, sob o argumento de que a mensagem faria referência a uma figura política que participava de um evento nas proximidades”, exemplifica.
Além disso, o estudo percebeu que quanto maior a escolaridade, maior também é a aceitação de restrições ao discurso. “A proporção de perfis de pessoas que chamamos de ‘minimalistas’, aqueles mais favoráveis a limitar expressões consideradas ofensivas ou de ódio, cresce progressivamente com o nível de instrução: de 26,4% entre os menos escolarizados para 50,3% entre os com ensino superior completo”, explica Clem.
Observando os recortes geracionais, a pesquisa mostra ainda que a faixa etária entre 18 e 29 anos é a que apresenta o maior percentual de pessoas com perfil “minimalista” em relação à liberdade de expressão, com 50% dos entrevistados nesse grupo. Para Clem, isso pode estar relacionado à maior exposição dos jovens aos debates intensos nas redes sociais.
“O debate que ocorre com intensidade nas redes sociais, em parte, vem da premissa de que certas formas de discurso equivalem a violência simbólica ou concreta. Essa ideia, mais presente entre jovens, pode estar associada a uma maior disposição para aceitar limites à expressão”, finaliza.
sábado, 6 de junho de 2026
Acidente de moto tira a vida de jovem próximo a Vila Marcela, em Petrolina-PE
Leilão de energia vai gerar custo extra de R$ 48 bilhões por ano na conta de luz
sexta-feira, 5 de junho de 2026
Operação “Cobrança Armada”: Polícia Civil prende três investigados por agiotagem, ameaças e extorsão em Serrita
Por Francisco Britto – A Polícia Civil de Pernambuco, por meio da Delegacia de Polícia da 195ª Circunscrição de Serrita e com o apoio operacional da 23ª Delegacia Seccional (DESEC), deflagrou, na manhã desta quinta-feira (04), a Operação de Intervenção Tática denominada “Cobrança Armada”.
A ação teve como principal objetivo desarticular uma organização criminosa de alta periculosidade que atuava na região do Sertão pernambucano. Os investigados são suspeitos de envolvimento em crimes de agiotagem, ameaças e extorsão qualificada mediante o emprego de arma de fogo.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, as equipes policiais prenderam três alvos em decorrência de mandados de prisão, sendo dois indivíduos e uma mulher.
Também foram cumpridos diversos mandados de busca e apreensão domiciliar.
A operação resultou ainda na apreensão de três veículos utilizados pelos suspeitos, valores em dinheiro em espécie e um vasto material documental e eletrônico, que será submetido à análise pericial para subsidiar a continuidade das investigações.
Todos os detidos e os materiais apreendidos foram encaminhados à delegacia para a adoção das medidas cabíveis, ficando os investigados à disposição da Justiça.
A Polícia Civil de Pernambuco reiterou seu compromisso com a repressão qualificada ao crime organizado e com a garantia da ordem pública no Sertão do Estado.
PCC e CV passam a ser grupos terroristas para EUA a partir de hoje
A medida, adotada pelo governo de Donald Trump, coloca o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na mesma arquitetura jurídica utilizada por Washington para combater grupos terroristas internacionais, cartéis de drogas e organizações armadas transnacionais.
O anúncio representa um dos movimentos mais significativos da política de segurança norte-americana para a América Latina nos últimos anos e marca uma mudança de paradigma na forma como os Estados Unidos enxergam o crime organizado na região.
A partir desta sexta, PCC e CV passam a integrar oficialmente a lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês), classificação considerada uma das mais severas da legislação norte-americana.
O Metrópoles teve acesso ao documento do Departamento de Estado que designa o PCC o CV como organizações terroristas. Segundo o teor, as facções “cometeram ou tentaram cometer, representam risco significativo de cometer ou participaram de treinamento para cometer atos terroristas que ameacem a segurança de cidadãos dos EUA ou a segurança nacional, a política externa ou a economia dos Estados Unidos”.
O que muda na prática
A principal consequência da nova classificação é a ampliação dos instrumentos legais disponíveis para as autoridades norte-americanas combaterem integrantes, colaboradores e financiadores das facções.
Isso permitia o bloqueio de bens sob jurisdição norte-americana e proibia transações envolvendo cidadãos e empresas dos Estados Unidos.
Agora, com a entrada em vigor da classificação como Organização Terrorista Estrangeira, as consequências vão além do campo financeiro.
A legislação norte-americana passa a permitir a responsabilização criminal de indivíduos ou empresas que forneçam qualquer tipo de apoio material às facções.
Além disso, órgãos federais como o FBI e o Departamento de Justiça ganham bases legais adicionais para conduzir investigações relacionadas ao terrorismo envolvendo PCC e CV.
Lula x Flávio
A decisão norte-americana é mais um dos pontos sensíveis no cenário eleitoral brasileiro.
O anúncio ocorreu um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmar que havia solicitado pessoalmente a Trump que PCC e Comando Vermelho fossem enquadrados como organizações terroristas.
Integrantes do governo brasileiro avaliam que a mudança pode abrir precedentes para formas mais amplas de pressão internacional sobre questões consideradas de competência interna do país.
Ao Metrópoles, fontes do Departamento de Estado adiantaram com exclusividade que qualquer pessoa ou empresa — dentro ou fora dos Estados Unidos — que mantenha relações financeiras ou materiais com integrantes das facções poderá ser alvo de sanções, processos criminais e até medidas migratórias.
A nova classificação também aumenta a pressão sobre bancos, corretoras, empresas e instituições financeiras em diversos países, que tendem a reforçar mecanismos de controle para evitar qualquer ligação direta ou indireta com as facções.
Nova estratégia dos EUA para a América Latina
A medida faz parte de uma nova estratégia de contraterrorismo adotada por Washington, que passou a tratar cartéis de drogas e organizações criminosas transnacionais de forma semelhante a grupos terroristas internacionais.
A manobra norte-americana aparece consolidada na Estratégia Nacional de Contraterrorismo para 2026, documento que coloca o Hemisfério Ocidental como prioridade da segurança nacional norte-americana.
Na prática, a política amplia o conceito tradicional de terrorismo e aproxima temas como narcotráfico, migração, segurança energética, crime organizado e disputa geopolítica dentro de uma mesma lógica estratégica.
Veja as vagas de trabalho nesta sexta-feira (5), em Petrolina-PE
quarta-feira, 3 de junho de 2026
Grave acidente na BR-316 deixa um morto e vereador de Orocó ferido
Alcolumbre descarta votação imediata da PEC 6×1 no Senado
Veja as vagas de trabalho nesta quarta-feira (3), em Petrolina-PE
terça-feira, 2 de junho de 2026
EUA citam decisão de Toffoli sobre Odebrecht para justificar tarifa de 25% sobre produtos do Brasil
Trump posta foto ao lado de Flávio Bolsonaro e faz declaração
Corpos com sinais de violência são encontrados na Zona Rural de Petrolina
Caminhão carregado de botijões tomba em rodovia de Petrolina
O trânsito ficou lento no local e autoridades de trânsito foram acionadas. Até o momento o Blog não obteve detalhes sobre o estado de saúde do caminhoneiro.
Veja as vagas de trabalho nesta terça-feira (2), em Petrolina-PE
segunda-feira, 1 de junho de 2026
PRF recupera em Petrolina moto com sinais de adulteração
A máquina de reeleição do PT dá sinais de desgaste
Gazeta do Povo – A fórmula eleitoral historicamente utilizada pelo Partido dos Trabalhadores começa a dar sinais de esgotamento. Desde 2002, a legenda estruturou sua permanência no poder sobre uma combinação de ampliação de benefícios sociais, expansão do crédito via bancos públicos, desonerações tributárias, valorização real do salário mínimo e maior presença do Estado na economia.
Sustentado por programas como Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida, o modelo garantiu ao PT cinco vitórias nas seis eleições presidenciais realizadas nas últimas duas décadas — Luiz Inácio Lula da Silva venceu em 2002, 2006 e 2022, enquanto Dilma Rousseff foi eleita em 2010 e 2014. Ao todo, o partido governou o país por 20 dos últimos 24 anos.
A engrenagem de reeleição do terceiro mandato de Lula já foi acionada e opera em ritmo acelerado por meio de uma nova rodada de benesses para segmentos variados (veja adiante). A dúvida, porém, é se a estratégia ainda produz os mesmos efeitos políticos do passado. Especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo acreditam que não.
Os sinais de desgaste aparecem na queda da popularidade do presidente e nos elevados índices de rejeição, mesmo em um cenário no qual indicadores econômicos seguem sustentados por expansão fiscal, aumento de gastos públicos e incentivos ao consumo.
Ainda assim, após o desgaste provocado pelo áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro no caso Banco Master, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue enfrentando cenário eleitoral apertado e elevada rejeição.
Pesquisa BTG/Nexus realizada entre 22 e 24 de maio de 2026, mostrou Lula com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 43% de Flávio Bolsonaro, dentro da margem de erro. O levantamento também apontou rejeição de 47% ao petista — percentual de eleitores que afirmam que não votariam nele “de jeito nenhum”. *
Utopia de retrovisor: a “retropia” do lulismo
Na avaliação dos analistas, a fórmula baseada em crédito, subsídios e transferência de renda já não entrega o mesmo retorno eleitoral de décadas anteriores. O enfraquecimento político do governo traduz a dificuldade do lulismo em apresentar um novo horizonte de desenvolvimento econômico e mobilidade social.
O cientista político Leonardo Barreto, da Think Policy, define a lógica petista como uma “perspectiva pecuniária da democracia”: uma engrenagem baseada na distribuição de recursos públicos, subsídios e benefícios para grupos específicos em troca de fidelidade eleitoral.
“Trata-se de uma máquina de reeleição que opera por meio da construção de clientelas políticas permanentes”, afirma. Isso inclui desde setores empresariais beneficiados por crédito subsidiado até motoristas de aplicativo, categorias profissionais e segmentos alcançados por isenções fiscais e programas sociais.
Segundo Barreto, a fórmula perdeu capacidade de oferecer perspectiva de futuro. “Ela cria lealdade, cria fidelidade, mas não tem novidade”, diz. Para ele, o PT vive hoje uma “retropia”, uma espécie de “utopia de retrovisor”. “O que o partido diz é: você já foi feliz e nós vamos devolver essa felicidade.”
O Brasil mudou
Para Alexandre Manoel, da Global Intelligence and Analytics, o problema central é que o Brasil mudou profundamente do ponto de vista econômico, social, institucional e cultural.
A sociedade se tornou mais descentralizada, conectada e orientada à geração de renda individual. Ao mesmo tempo, internet e redes sociais desmontaram a antiga concentração de poder sobre a informação e a formação de narrativas públicas.
“Hoje, tudo está pulverizado nas redes sociais, em um ambiente de crítica permanente, instantânea e descentralizada, o que dificulta a construção de hegemonias políticas longas como as dos anos 2000”, destaca.
A expansão da economia de plataformas — como Uber, iFood e Airbnb — reduziu o custo de entrada para o trabalho autônomo. Também fortaleceu uma lógica mais empreendedora e menos dependente das estruturas tradicionais do mercado de trabalho. “Essa realidade praticamente não existia durante Lula 1 e Lula 2”, diz.
Há ainda uma mudança geracional. O eleitor de 35 anos hoje tinha apenas 15 no fim do primeiro mandato de Lula. “Uma parcela relevante do eleitorado atual não viveu conscientemente o ciclo emocional de ascensão e otimismo daquele período. Essa memória afetiva envelheceu junto com a geração que a experimentou.”
Lula 3 dobra a aposta
Sem compreender plenamente essa mudança — ou sem encontrar alternativa — o governo Lula reagiu à perda de popularidade aprofundando justamente o modelo que apresenta sinais de desgaste.
Relatórios de instituições financeiras apontam uma nova rodada de medidas de forte apelo popular somando R$ 140 bilhões com vistas à reeleição. Na conta estão programas como o “Desenrola 2.0”, as facilidades para o consignado e os programas de crédito para a aquisição de caminhões.
Também estão contabilizadas a extinção da chamada “taxa das blusinhas”, com impacto estimado em R$ 1,2 bilhão entre maio e outubro de 2026, e a subvenção no preço da gasolina, cujo custo projetado é de R$ 1,22 bilhão por mês.
Só o pacote voltado à contenção artificial dos preços dos combustíveis já acumula custo bruto estimado em R$ 35,14 bilhões, segundo cálculos da Warren Investimentos.
A mais recente iniciativa foi um programa de crédito de até R$ 30 bilhões para que taxistas e motoristas de aplicativo financiem a compra de veículos novos a juros mais baixos, o Move Aplicativos, lançado em maio.
“É como insistir em um antibiótico ao qual a doença vai ficando resistente. Em vez de trocar o remédio, o governo aumenta a dose”, resume Barreto.
O fantasma de 2014 assombra
Para o economista Samuel Pessoa, do FGV Ibre, a estratégia revive o modelo adotado nos anos finais do governo Dilma Rousseff. Naquele período, subsídios, expansão fiscal, crédito direcionado e represamento de preços foram utilizados para sustentar consumo e popularidade em meio à desaceleração econômica.
O resultado foi a recessão de 2015 e 2016 — a maior da história recente do país — quando o PIB acumulou retração próxima de 7%.
Pessoa avalia que a ausência de ganhos consistentes de produtividade continua sendo a principal fragilidade estrutural do modelo econômico associado ao lulopetismo. “Sem aumento sustentado da capacidade de crescimento da economia, a expansão do consumo financiada por gasto público e crédito tende a encontrar limites fiscais cada vez mais severos.”
O economista alerta para o avanço da dívida pública — que subiu mais de oito pontos percentuais, passando de 71,2% do PIB em 2022 para os atuais 79,2% do PIB, segundo dados do Banco Central — e para a rigidez crescente das contas da União.
Em estudo recente, ele estima que regras de reajustes automáticos retomadas ou ampliadas no terceiro mandato de Lula provocarão aumento acumulado de R$ 1,397 trilhão nos gastos federais entre 2027 e 2034.
Na avaliação dele, caso a campanha de 2026 seja marcada por promessas simultâneas de expansão de gastos e redução de impostos sem fontes claras de financiamento, o país poderá reviver um cenário semelhante ao de 2014. Naquele momento, Dilma rejeitou o ajuste fiscal durante a campanha e acabou adotando medidas semelhantes após a eleição, episódio classificado por críticos como um “estelionato eleitoral”.
Barreto destaca que o problema é agravado pela incapacidade do PT de fazer uma autocrítica sobre a crise do governo Dilma Rousseff. Segundo ele, a leitura predominante dentro do partido é a de que o erro não esteve na fórmula econômica, mas na condução política da ex-presidente.
“O próprio Lula da Silva passou a tratar a moderação econômica adotada em 2002 como um equívoco que teria enfraquecido a esquerda, enxergando a responsabilidade fiscal como uma espécie de ‘armadilha’ da qual o governo deveria se libertar”, lembra. “Isso assusta porque aquela política ajudou justamente a dar estabilidade e sustentação política ao governo”, diz.
O vazio enfrentado pela oposição
Apesar do desgaste do modelo petista, Barreto avalia que a oposição ainda não conseguiu preencher o vazio de expectativa. “Derrotar o PT exige mais do que rejeição ao lulismo”, diz. “É preciso vender um sonho.”
Para ele, o adversário com maiores chances, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ainda depende excessivamente do capital político do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Ele ainda não conseguiu construir uma narrativa própria de futuro”, comenta.
Alexandre Manoel avalia que o candidato competitivo talvez não seja alguém capaz de gerar grande encantamento coletivo, mas uma liderança que transmita estabilidade, moderação emocional, esperança prática de mobilidade social e sensação de proteção diante de um ambiente percebido como caótico.
Ele afirma ainda que o crescimento evangélico — hoje próximo de 27% da população — alterou profundamente a identidade social brasileira. “Religião, valores familiares e percepção moral passaram a ocupar um espaço muito maior na formação das preferências políticas do eleitor mediano.”
Para Manoel, a dificuldade do PT em reverter a impopularidade reflete uma transformação mais profunda no próprio funcionamento da democracia contemporânea. “Os polos políticos conseguem mobilizar nichos com eficiência, mas têm enorme dificuldade para construir uma maioria emocional ampla, coesa e relativamente estável”, afirma.
“Neste cenário de hiperpolarização, é muito mais difícil para qualquer liderança conquistar mentes ou corações dos eleitores brasileiros.”
Metodologia da pesquisa Nexus/BTG Pactual: 2.045 entrevistados pelo instituto Nexus entre os dias 22 e 24 de maio de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Banco BTG Pactual. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2 pontos percentuais. Registro no TSE nº BR-04193/2026.
Veja as vagas de trabalho nesta segunda-feira (1), em Petrolina-PE
sábado, 30 de maio de 2026
Brasileiro trabalhou de janeiro até hoje, 30 de maio, só para pagar impostos ao governo
Aeroporto de Petrolina prevê aumento de 47% no fluxo de passageiros no São João
Passagem das barquinhas entre Petrolina e Juazeiro sobe para R$ 3,50 em junho
sexta-feira, 29 de maio de 2026
Cantor Enzzo Carvalho comemora construção de ponte entre Vila Marcela e Santo Expedito
"Visitei a nova ponte que conecta as comunidades Vila Marcela e Santo Expedito, um pleito antigo da comunidade que se tornou realidade por meio de muitas mãos e vozes. Aproveito para reconhecer o empenho do governo municipal em nome do meu amigo @alissonoliveirant para atender a essa demanda. E assim, as comunidades seguem avançando, e o executivo fazendo o seu papel de compromisso com o cidadão", disse Enzzo no seu Instagram.
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